O patriotismo mal enjorcado leva ao desastre. Os europeus não estão preparados para viver em sociedades multiculturais
12:09 Quinta, 12 de Agosto de 2010
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Agosto também significa muitos automóveis de matrícula estrangeira nas aldeias, vilas e estradas de Portugal. São os emigrantes, de férias perto das suas raízes . As matrículas aparecem aos molhos: à volta de Bragança há mais carros de Andorra, em Vila Real, da Bélgica, noutros sítios da Alemanha ou do Luxemburgo. Por toda a parte, da França. Em muitos casos, as famílias emigrantes já vão na terceira geração: os mais velhos agora reformados, com um pé cá e outro lá, os mais jovens a falar apenas "estrangeiro", mais o tempero de umas escassas palavras de português.
Quem os cruza vê que se integraram bem nos países de acolhimento. A integração nas terras dos outros foi vista pelos nossos compatriotas como fazendo parte do êxito na vida. Foi um ato deliberado. Não foi fácil. Nem sempre suficiente para evitar uma ou outra piada racista. Mas fez-se e evitou conflitos de maior.
Agora, a França, a Bélgica, a Alemanha, a Inglaterra e outros Estados debatem-se com um problema inédito: com emigrantes que não se querem fundir com a sociedade que os recebeu. Que afirmam, muitas vezes com militância, a sua identidade étnica, religiosa e um sistema de valores distinto. Querem continuar a ser diferentes dos autóctones. São, no conjunto da Velha Europa, milhões de pessoas oriundas dos Balcãs muçulmanos e de fora da Europa.
Algumas dessas populações chegaram, como os portugueses, há duas ou três gerações. Mas, a maioria, veio para a Europa nas últimos 15 anos. Foram aceites quando a liberalização das economias levou à euforia de acreditar que o crescimento económico europeu não tinha limites. Os governos deixaram entrar massas de novos emigrantes, que o laxismo servia bem os interesses dos grupos económicos dominantes. Em poucas anos, fisionomias vindas dos mais estranhos cantos do globo passaram a fazer parte da paisagem humana europeia.
Foi, mais uma vez, uma visão política de curto prazo. O que começara por um fechar de olhos nas fronteiras e no policiamento de estrangeiros em situação irregular, deu lugar a uma torrente. Hoje, a situação está a ficar fora de controlo. Os sentimentos xenófobos, que irromperam há meia dúzia de anos na Holanda, estão, agora, a propagar-se. As declarações recentes de Nicolas Sarkozy, que estabeleciam uma relação entre insegurança e emigração, com punições diferenciadas segundo a passado nacional dos infratores, são apenas a ponta de uma crise social que se anuncia. A xenofobia é um capital político fácil de explorar, sobretudo em períodos de crise e quando os governos são fracos. No caso da França, por exemplo, apenas meia dúzia de intelectuais de esquerda e um punhado de gente com uma visão mais universal da vida se insurgiu contra as propostas de inspiração xenófoba do presidente.
As questões identitárias, quando tratadas de modo populista e em tempos de incerteza, são altamente fraturantes. O patriotismo mal enjorcado leva ao desastre. A verdade é que os europeus não estão preparados para viver em sociedades multiculturais. Essa é uma das grandes diferenças na comparação com os Estados Unidos. Mas, terão de se habituar. Já não há outro remédio. Temos de compreender que a Europa se transformou num espaço étnico multifacetado. Caberá às instituições europeias e aos Estados-membros mostrar liderança em matéria de tolerância entre culturas. Mas não só. O respeito pelos outros, por mais diferentes que possam parecer, é uma tarefa que incumbe, igualmente, a cada um de nós.
Fora dos EUA,a Europa deve ser o continente que mais estrangeiros --não me refiro a turistas -- absorveu.Há xenofobia? Certamente.Mas será assim tão significativa? Ao cronista,gostava de perguntar: quais são mais xenófobos,os europeus ou os países muçulmanos? Será que gostaria de viver numa Arábia Saudita,num Paquistão ou mesmo num Marrocos,numa Palestina (que uma certa Europa tanto defende),nos Emiratos? Se forem sem as famílias -- mulheres principalmente -- pode ser vantajoso.Mas agradável acho que não.
Eu sou um velho emigrante que vim p'rà Holanda em 1964 já com 40 anos de idade, e é muito difícil integrar-me,e apesar de ter obtido a
nacionalidade holandesa em 1972,considero-me português até à
morte.Aproveito a oportunidade para dizer que por ter perdido a
nacionalidade portuguesa(eu não perdi,êles é que m'a tiraram,ao
abrigo dum Decreto-Lei de 1972)foi-me recusada a pequena pensão portuguesa de reforma a que me julgo com direito.Tenho 86 anos e
minha esposa tem 81 e no passado dia 3 de Julho fizemos 60 anos de
casados, e para nossa enorme surprêsa aparece-nos o Presidente da
Câmara com um enorme bouquet de flôres e três fotógrafos e já na
manhá dêsse dia,a Cãmara tinha enviado um enorme bôlo com os 60
anos e as felicitações em pó de chocolate.Depois vimos na Televisão local no Noticiário a transmissão da visita do Presidente da Câmara.
Recebemos uma carta de felicitações do Governador da Província,
e outra em nome de Sua Majestade a Raínha da Holanda.Tudo isto nos emocionou grandemente.Isto até parece Portugal,disse eu com
um sorriso irónico para quem estava presente.Lembro também aqui
o almoço de despedida que a Direcção da Fábrica me ofereceu quando fui pensionado.Um grande automóvel do tipo limousine veio buscar-nos a casa.Embora não esteja integrado no modo de vida dos
holandeses,porque me sinto português até morrer,todavia fui e sou
aqui melhor tratado do qua na Pátria-Mãe p'ra mim madrasta.
Msis uma vez vou tentar emitir a minha opinião sobre o seu Artigo. No seu todo, está corrrecto e possui uma visão do problema que aceito . gostaria no entanto de completar o seu pensamento; conheço bastante bem "Meio Mundo" em Viagens de Trabalho e conheço a realidade do nosso Emigrante e daqueles que Imigram para a Europa.
O nosso Emigrante, vai para Países que foram "Descobertos" por Espanha ou Portugal e os nativos pouco ou nada interferiam no Cotidiano. Cada Europeu, Português, Espanhol, Holandez, Italiano etc. ao emigrar para Países como Brasil, Argentina, Venezuela, Angola e tantos outros, iam para países com Culturas - para nós Inferiores à nossa - embora em pense que seriam somente diferentes.
Aqueles que imigram para a Europa, encontram Países formadas - mais ou menos Bem Formados - e com com séculos de existencia; claro que o Choque é inevitável e porque temos Crise na Europa, são encontrados todos os pretextos para que a xenofobia seja uma realidade mas os Europeus na sua maioria NÃO O SÃO. Por exemplo a Holanda, tem uma população de Brancos e Negros, quase em igualdade; Claro que temos casos como a Alemanha e a Inglaterra os quais por Ideologia ou Snobismo, atingem muitas vezes patamares Ridúculos para não dizer mais.
Relativamente a Termos Convivencia, Nunca isso será possível - na Europa Claro - porque a Desigualdade entre Países no Norte e Países do Sul é enorme.
No Norte, Trabalha-se; no Sul Bastente menos.
Igualdade = 0.
Caro Victor Ângelo,
Aborda no seu artigo de opinião um tema com o qual muitos países se debatem hoje, porque como refere nos últimos 15 anos por conta da liberalização da economia abriram-se as fronteiras da Europa ao mundo. E a geração destes últimos anos não tem nada a ver com os casos mais antigos e relativamente bem sucedidos por ex dos portugueses em França, que se adaptaram ao país e até falam francês (sem pronuncia)...mas falam.
A Convenção da ONU sobre a Eliminação de todas as formas de descriminação racial (1966) dizia: " Os Estados comprometem-se a proibir e eliminar a discriminação racial em todas as suas formas e a garantir o direito a cada um à igualdade perante a lei, sem distinção de raça, de cor ou de origem nacional ou étnica".
Creio, que isto não foi conseguido nos últimos anos porque ainda que os emigrantes tenham tentado integrar-se... recusaram esquecer a sua origem, cultura, recusaram no fundo apagar a sua identidade... e como tal acabam sempre por ser tratados como estrangeiros e não como benvindos!!!
E se a Europa não está preparada para viver numa sociedade multicultural como os EUA... há que ter em conta que os governos dos mais diversos países tem a sua quota parte de culpa e a única forma de resolver a situação é encontrar plataformas de entendimento para que se possa viver com harmonia e paz... em sociedade.
E essa tarefa cabe a todos nós... como seres humanos. No respeito pelo outro, que é diferente... exigindo dele o mesmo respeito
Pela deficiência de funcionamento da lista completa do fórum da Visão dado que se recebe aviso de publicação e depois os artigos não são publicados...
Embora em 11-10-2010 parte deste problema tenha sido resolvido, no meu caso, ainda muitos dos meus artigos e acredito que de muitos utilizadores não foram publicados (rebuscados de uma forma útil e acessível, pelo menos)...
Assim continuo a não confiar na qualidade de funcionamento da lista completa do Fórum...
Declaro que vou continuar a tentar publicar e comentar na Visão mas vou publicar em simultâneo em
Convido todos que acreditarem numa imprensa (digital) livre a lerem os meus artigos nesse endereço acima e se entenderem comentar agradecia...
Convido, ainda, todos os que entenderem que lhes cortam a palavra e os artigos a fazerem uma conta (atenção que devem fazer, para que as pessoas não tenham receio de comentar, uma configuração especial para só registar o IP dos users anónimos que comentarem os vossos artigos) lá e publicarem em simultâneo na Visão e no livejournal.com! Se me quiserem convidar para ler os artigos no livejournal agradeço...
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Sr. Vítor, gostei deste seu artigo mas não concordo que a Europa não esteja preparada para viver em sociedades multiculturais. Onde está o problema do imigrante manter e transmitir aos seus filhos a sua cultura de origem? Até é saudável pois pode combater uma certa monotonia cultural que possa existir.
Eu só vejo problemas na imigração quando uma comunidade imigrante atinge um número de tal maneira elevado que possa “conquistar” o pais (veja o caso do Kosovo), ou então, se essa comunidade, por falta de oportunidades profissionais ou racismo, se dedica à criminalidade e se torna provocatória (veja os muçulmanos em França ou os nosso ciganos).
Sarkozy, também filho de imigrantes, devia era tentar resolver o problema do desemprego e acabar com os guetos habitacionais para deixar de ouvir falar em problemas com a integração de imigrantes.
Nós tivemos cá milhares de ucranianos. Eram todos criminosos? Não porque todos trabalhavam e eram úteis ao pais,
Tem muita razao no que escreveu: so quem nao viveu nesta Europa das ilusoes e que nao podera concordar. Na maior parte dos paises impera um racismo e uma xenofobia, que trara, certamente resultados nefastos, vide catastroficos.
Nao sei, no entanto, se poderemos apontar os Portugueses como o melhor exemplo de integracao. Ela existe, efectivamente, de uma forma ou outra, mas nao consigo AINDA falar, de fusao com as culturas locais...
Depois, os Portugueses na Europa (Franca, Inglaterra Belgica e Alemanha q sao os exemplos q conheco de perto) sao vitimas de discriminacao, que tocas as vezes ao confronto fisico...
A comunicacao social (infelizmente censurada em Portugal ou "politicamente correcta" o q e o mesmo) e q nao fala nisso. Nao vi noticas nem reaccoes ao tremendo ataque ao pub portugues no Ulster, ha uns anos... E depois, a outros niveis, os niveis mais altos das Sociedades, essa xenofobia tambem se faz sentir: alguem falou em Portugal que Cristiano Ronaldo foi ameacado por extremistas ingleses q nao queriam 'estrangeiros' a jogar no Manchester?... Parece-me bem que nao....
Disse muito bem "O patriotismo mal enjorcado leva ao desastre". Aqui levou ao Estado Novo, a que muitos agora querem voltar, pois infelizmente ainda nao se apagou o Sebastianismo da alma portuguesa.... O "orgulhosamente sos" que foi o lema do Regime, parece agora ecoar pelas cabecas, rapadas ou nao desta velha Europa, a beira.....
Victor,gostei do seu artigo.
Sinceramente, não me importava nada ter um dia dupla nacionalidade e viver num outro país, visto que este Governo não pensa em nós.
Vejo a minha empregada da minha infância a vir todos anos da Suíça, e vejo que a vida dela mudou imenso ao ter ido para lá.
A pobreza neste país e as dificuldades, faz com que as pessoas emigrem e fiquem por lá, e eu concordo que o façam, sempre dei força a pessoas para o fazerem.
Agora sempre existiu problemas socio-culturais, entre os residentes e turistas, e entre as pessoas que estão emigradas, que muitas vezes tem imenso orgulho e não sabem ser humildes como eram antes.
Claro que tudo depende da educação das pessoas, porque como diz no final, o respeito é fundamental, no ser humano, pq quando um quer ser respeitado, a outra pessoa, tem que fazer e merecer também isso.
Se o respeito falta, ou falha, gera um conflito maior, entre as pessoas.
Saber lidar com todas as pessoas, com todas as pessoas, e com todas as culturas, não há nada melhor, porque facilita a comunicação e o diálogo entre as pessoas, e não gera inveja nem ciúme, nem conflitos internos entre as pessoas.
Existem frases e reflexões que as pessoas deviam sempre ter nas suas vidas:
Se não fizermos por conhecer pessoas de outros grupos raciais, religiosos e culturais é muito fácil acreditar em coisas desagradáveis a seu respeito, tornando-as assustadoras na nossa cabeça.
O senso comum significa ver as coisas de 2 prismas: a forma como
queremos que elas sejam e a forma como elas têm que ser.
Sentia-me zangado com o meu amigo; Falei com ele, e a raiva desapareceu. Mas tal não fiz com o meu inimigo e a raiva, então, cresceu. -William Blake
Quando as pessoas souberem respeitarem-se e aceitarem-se e esquecerem-se que o valor não está na compensa no que se ganha, mas sim na força com que nos empenhamos para vencer e ganhar esse dinheiro.
Quando as pessoas souberem isso e souberem respeitar-se a si e ao próximo, vão ser bem mais felizes e vão aceitar de certo as diferenças culturais e o próximo, é tudo uma questão de visão e como se vive.
Desejo muita boa sorte a todos, e espero que abram as suas mentes.
Após viver em Berlim, em Copenhaga e em Utreque, onde ainda me encontro, a principal lição que extraí dessas experiências é que o assunto da imigração e da xenofobia é muito delicado e é difícl encontrar um equilíbrio. Ora, o texto falha, quanto a mim, ligeiramente esse precário equilíbrio.
O que me parece encontrar-se em falta no texto, é que, sem prejuízo das ideias aí defendidas, há um reverso, que foi referido ao de leve, mas que faz, pelo que fui vendo por essa Europa, toda a diferença: se compete aos Europeus aceitar os imigrantes nos seus países, também compete aos emigrantes fazerem-se aceitar.
Neste aspecto, parece-me haver no artigo uma certa desresponsabilização dessa tarefa dos imigrantes. Aprender a língua? Pois claro! Trabalhar? Indiscutível! Integrar-se nas colectividades? Obviamente! Participar na vida em sociedade em geral? Necessário! Mas nada disto é referido.
Tal como veiculado no título, é mais fácil agredir do que tentar compreender a diferença. Mas isto tanto é verdade para os que acolhem como para os que são acolhidos; de parte a parte há responsabilidades.
Assisti muitas vezes, nos países por onde passei, à auto-afirmação das comunidades imigrantes por oposição aos autóctones. Diante disto, os argumentos nacionalistas colhem mais facilmente, com consequências bem conhecidas. Portanto, ensinar os Europeus a conviver em paz com a diferença é tão importante como apelar aos imigrantes a que não façam da diferença uma barreira intransponível.
Estou a enviar-lhe este "comentário" porque não o é mas sim para o avisar que assisti, ontem após o Telejornal das 20.00 h. na TVI uma Reportagem sobre o Tema que me encantou e encantou.
Sei que terá possibilidades em conseguir uma cópia, veja-a e depois comentamos. Irei escrever um Artigo sobre esta Reportagem no Fórum..
Afinal de contas os Portugueses - quando querem - fazem coisas dignas de serem Vistas EM QUALQUER PARTE DO MUNDO.
Ainda bem que fala dos nossos emigrantes, todos eles tiveram excelentes programas de integração como sabe, pelos países escolhidos! E lembre-se que muitos não sabiam ler, ou liam muito mal.
Quem infetou, criou, toda esta balbúrdia foi o belo e politicamente correto pensamento europeu, o homem é uma criação divina, para os religiosos; e para os outros, os não religiosos, é um deus!
Assim é fácil perceber-se que se o homem tem maus comportamentos, só pode ser uma peça, um parafuso, mola, avariada, ou é causa exterior. Nada de grave, vai-se ao psicólogo e ele resolve o problema.
Imagino, sem maldade, que a distância emocional e sensitiva da casa de onde o senhor mora até a um bairro, dos agora chamados problemáticos, é igual à distância da casa onde eu moro ao Afeganistão. Assim, falara eu dos problemas do Afeganistão, e a semelhança ao seu texto seria equitativamente equilibrada.
Contudo, para eu sentir os tais discutidos problemas, com toda a efervescência, a distância é zero.
Assim, esquecendo o Afeganistão, bastantes por cá os problemas já o são, temos que o seu texto é politicamente correto. É aquela música que se escreve sem arriscar nas dissonâncias. No fundo, é o modo de agir de quem está bem na vida e não sente nada do problema que é apenas dos outros.
A xenofobia, o racismo, + o crime, é sobretudo um figo maduro a explorar por quem? (riso).
Os intelectuais de esquerda é que vão salvar o mundo? Vivendo em condomínios fechados, protegidos, belos bairros?
Venha viver para uma casa de pobre aqui na região da Amadora, depois estará apto, se tiver coragem, para escrever textos sobre o tema.
O problema não é de multifacetados, etnias, culturas, racismos, ou outras tretas. Não deitem mais poeiras para os olhos daqueles que já são tão enganados, massacrados!
...que o racismo e a xenofobia nao e melhor em Portugal do que no resto da Europa. O que e mais serio: os Portugueses eram um exemplo historico de misceginacao e de integracao nos paises de acolhimento, ate ao seculo XX...
Victor Angelo, leia os comentarios do artigo sobre a expulsao dos ciganos, que acho que ate faria corar o Mario Machado...
E o pior, e que estas pessoas se dizem 'democraticas' ou entao nao se querem assumir como nazi-fascistas...
Ha algo de muito errado na nossa Sociedade, e a Comunicacao Social tem algo a fazer...