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China

Xangai

Xangai tem pouco da China milenária, mas o principal porto do país continua fiel à sua vocação de concretizar as prodigiosas mudanças realizadas no gigante continente asiático. Em permanente estado de transformação, Xangai exibe como nunca o fascínio do seu irresistível desafio: tornar-se a primeira megalópolis do século XXI.

23:58 Terça, 18 de Agosto de 2009
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Xangai
COMO IR

Várias companhias voam de Lisboa para Xangai. Os bilhete mais baratos são os da British Airways, que voa, via Londres.


DEVE SABER

Formalidades de entrada - É necessário levar passaporte em dia, com um mínimo de seis meses de validade desde a data de entrada, e um visto chinês, que pode ser obtido na embaixada da China em Portugal.

Idioma - A língua oficial é o mandarim. Em Xangai fala-se em dialecto wu; o inglês está bastante expandido nos serviços turísticos, mas não entre a população.

Moeda - A unidade monetária é o yuan. Pode trocar-se moeda (sem comissão) em bancos, hotéis e aeroportos, apresentando o passaporte. Aceitam-se pagamentos com as principais cartões de crédito em todos os estabelecimentos dedicados ao turismo.

Precauções sanitárias - Não é necessária qualquer vacina. Como precaução, deve-se beber apenas água engarrafada e comer a fruta descascada. As condições sanitárias fora das grandes cidades são, por vezes, rudimentares. Recomenda-se igualmente evitar o consumo de alimentos de origem animal, crus ou mal cozidos, em particular carnes de aves.

O que levar - Roupa confortável, leve e fresca, preferencialmente de algodão ou linho, e um casaco ou qualquer outro agasalho para os meses de Inverno. Não esquecer um chapéu, óculos de sol, protector solar e um repelente de mosquitos.


VER

Bund -  Chamado em chinês waitan, é o célebre cais comercial dos anos 30 situado junto ao rio Huangpu. Considerado na sua época como o conjunto monumental de estilo ocidental mais notável a leste do Suez, é um errático sortido de imóveis de estilo híbrido e antiguidades monumentais da época gloriosa em que Xangai era o principal porto da Ásia e o ponto de encontro entre o oriente e o ocidente. No Bund, pode-se navegar pelo rio Huangpu, desfrutar das vistas do Pudong, visitar o seu museu histórico (5, Waitan Lishi) ou ir às compras ao Friendship Store. Os seus edifícios mais emblemáticos são o Banco da China, o Peace Hotel (ver caixa), a Alfândega, o Banco de Hong Kong e Shanghai e o Shanghai Club.

Nova zona de Pudong - Mais extensa que a própria Xangai, Pudong estende-se na margem oriental do Huangpu. Desde o início do seu plano de desenvolvimento, em 1990, que Pudong se transformou no centro financeiro da China. O distrito de Lujiazui é um autêntico emaranhado de arranha-céus. Os edifícios mais emblemáticos da zona são a extravagante torre Pérola do Oriente, o Museu Municipal de História e a torre Jin Mao, o edifício mais alto da China e o quarto maior do mundo, com vistas soberbas desde a plataforma de observação do piso 88.

Nanjig Donglu e Praça do Povo - Desde o Peace Hotel até ao Park Hotel, Nanjing Donglu foi tradicionalmente a principal artéria da cidade, com mais de mil lojas e grandes armazéns. É o centro preferido de compras da população local, renovado em grande parte desde 1999. O Parque e a Praça de Renmin ou do Povo são considerados o centro de Xangai. Aqui encontram-se o Museu da Cidade, o Grande Teatro e o Museu de Arte.

Bairro Francês e Xintiandi - O centro da antiga concessão francesa em torno de Huaihai Lu e do Hotel Jinjiang. É a alternativa ao centro comercial de Nanjing Donglu, com muitos e grandes armazéns. Alberga ainda alguns dos melhores exemplos da arquitectura do início do século xx, com apartamentos estilo art déco e moradias neoclássicas. É uma zona ideal para percorrer a pé ou de bicicleta. Perto de Huangpi Nanlu encontra-se Xintiandi, um ambicioso complexo comercial, cultural e de lazer. Consiste em vários blocos restaurados de casas tradicionais, com restaurantes, bares e lojas de moda muito selectos.

Jardins e bazar de Yu Yuan - No extremo norte-oriental da cidade antiga encontramos jardins da dinastia Ming, hoje restaurados, e um centro comercial com muitas lojas de antiguidades e restaurantes, tudo bastante orientado para o turismo. A rua próxima do templo dos Deuses da Cidade (Chenghuang Miao) e o bazar de Yu Yuan são outros pontos a meio caminho entre a tradicional e a nova China.

Templo do Buda de Jade - (Yufo si) Um dos poucos santuários budistas activos na cidade. Construído no início do século xx, alberga um buda de jade braco de mil quilos, coberto de jóias. Outro vestígio do passado é o pagode de Longhua, que faz parte de um complexo do século X.


DORMIR

Radisson Plaza Xingguo - Hotel histórico, com bonitos jardins.
78, Xingguo Lu.
Tel. 00 86 21 6212 9998
http://www.radisson.com/shanghaicn_plaza

Portman Ritz-Carlton - Um dos melhores hotéis da cidade.
1376 Nanjing Xilu.
Tel. 00 86 21 6279 8888
www.ritzcarlton.com

Sofitel Hyland Hotel - Perto do Bund.
505 Nanjing Donglu.
Tel. 00 86 21 6351 5888
www.sofitel.com

Grand Hyatt Hotel - O último na zona de Pudong.
Jin Mao Tower, 88 Century Boulevard.
Tel. 00 8621 5049 1234. 
www.hyatt.com


COMER

Mon the Bund - 7º piso, 5 Bund, na esquina com Guangdong. Tel. 00 86 21 6350 9988.
As últimas tendências culinárias internacionais, com uma magnífica vista do Bund.

T8 - North Block, Xintiandi, 181 Taicang Lu. Tel. 00 86 21 63 55 8999.
Já foi considerado um dos 50 melhores restaurante do mundo.

Grand Hyatt - Torre Jin Mao, Zhongyang Daddo. Tel. 00 86 21 5830 3338. Hotel ultramoderno, com quarto restaurantes: Grill (carnes), Kobachi (japonês), Cucina (italiano) e Canton (cantonês).

Le Garçon Chinois - 3, Lane 9, Hengshan Lu. Tel. 00 86 21 6445 7970.
Elegante e muito intimista. Cozinha espanhola.


COMPRAR

As zonas tradicionais para ir às compras sempre foram Nanjing Lu e Huaihai Lu, mas há outras possibilidades. Para peças mais pessoais ou tecidos a metro há que ir ao mercado de roupa de Dongjiadu. O melhor local para adquirir porcelanas de qualidade é a galeria do Museu de Xangai. A zona de Duolun Lu, no distrito de Hongkou, reúne antiquários, galerias de arte, livrarias e lojas de curiosidades, com artigos da era comunista e outros mais típicos.
Na gigantesca Xangai pode encontrar-se de tudo e a todos os preços. Em Huaihai Road, uma das principais vias públicas da cidade, há vários centros comerciais como a Praça 66. O chamado Shanghai Times Square supera em tamanho o nova-iorquino. Para os amantes das melhores imitações chinesas, nada como Shaanxi Road e Xian Yang St; aqui, podem comprar-se artigos de todos os grandes desenhadores depois de regatear, enquanto as últimas produções de Hollywood se vendem em DVD por um dólar a unidade. O melhor local para comprar artesanato local e do Sudeste Asiático é Taii Kang Road. Para recordações da época comunista, não se pode perder Fan Bang Roa. E para os amantes de antiguidades, o bazar de Yu Yuan.


NA REDE

www.cnta.gov.cn/lyen
Administração Nacional do Turismo da China. História, geografia e cultura, mas também muita informação prática e útil para o turista.

www.shme.com
Ampla informação sobre Xangai. A cidade nova e antiga, a organização económica e social, as condições naturais e ainda onde comer e comprar.

www.china.org.cn
Notícias e informação actualizada sobre o país.


LER

Lonely Planet Shanghai - Toda a informação necessária para descobrir e desfrutar em pleno do melhor da cidade. Inclui mapas. Na Amazon.

Time Out Shanghai - Um retrato muito completo da cidade. Dicas e recomendações de especialistas, os melhores locais para ver e ficar e um guia completo da cozinha local. Na Amazon.

À Descoberta da China - Os locais a visitar, o povo, história e tradições. Inclui uma classificação por estrelas das principais atracções, percursos, hotéis e restaurantes. Da Asa, na Webboom.


CURIOSIDADES

UM HOTAL MÍTICO
Depois do Bund, a referência mais lendária de Xangai é o Peace Hotel, o velho Cathay. Construído em 1930, este edifício de 12 pisos pertencia a Victor Sasson, um judeu que amealhou grande fortuna com o comércio do ópio e investiu em imóveis e cavalos. Diz-se que possuía cerca de 1900 edifícios na cidade e que dirigia os seus negócios a partir de uma suite situada no piso mais alto do hotel. Pelo velho Cathay passaram nomes como Charles Chaplin, George Benard Shaw e Noel Coward. Hoje continua a oferecer o luxo decadente daquela época irrepetível. A sua orquestra de jazz, composta por músicos octogenários, sempre foi um dos principais atractivos da cidade, especialmente entre os turistas ocidentais.

 

Publicado na ediçãp número 21 da revista "Rotas do Mundo" de Dezembro de 2006
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