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Moçambique

VÍDEOS - Maputo em estado de sítio, seis mortos confirmados

Manifestações contra a subida dos preços, apedrejamentos e tiros da polícia estão a marcar a manhã dos bairros periféricos da capital moçambicana. A maior parte das entradas na cidade estão bloqueadas e há seis mortos confirmados (notícia em atualização

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
9:00 Quarta, 1 de Setembro de 2010
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Os protestos que decorrem esta quarta-feira nas ruas de Maputo, Moçambique, já causaram pelo menos seis mortos e 42 feridos, quatro dos quais em estado grave, disseram hoje fontes de hospitais moçambicanos à Agência Lusa.

Os protestos contra os aumentos dos bens de consumo chegaram ao centro de Maputo, Moçambique, com relatos de tumultos em locais como a Avenida de Angola ou Bairro Coop.

As últimas informações dão conta da morte de pelo três pessoas. Há também notícia de vários feridos, segundo a televisão moçambicana.

No centro da capital de Moçambique, o movimento é pouco e muitos dos estabelecimentos estão fechados, mas nas entradas da cidade há pneus a arder em vários locais.

A polícia, segundo várias fontes contactadas pela Lusa, já efetuou vários disparos.

O bairro de Magoanine, arredores de Maputo, vive momentos de caos, com lojas a serem saqueadas por populares e estradas cortadas.

As imagens da televisão confirmam que o caos continua. A área de serviço da Galp e alguns balcões de bancos portugueses foram vandalizados.


O Governo português não tem conhecimento de quaisquer portugueses envolvidos nos protestos que decorrem em Moçambique.


O avião da TAP que chegou hoje de manhã a Maputo, continua retido naquela cidade. O responsável da Comunicação da TAP, António Monteiro, confirmou que entretanto a tripulação conseguiu chegar ao aeroporto e a viagem de regresso irá acontecer logo que as condições de segurança estejam reunidas.


Entrevista na SIC com António Pires do Consulado Português em Maputo



(em atualização)

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Um aviso
mario gomes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:46 | Quarta, 1 de Setembro de 2010
Fica de aviso para nós.Ler em: http://rumoincerto.blog.c...
INEVITÁVEL
andrade da silva (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Quarta, 1 de Setembro de 2010
O que está a acontecer em Moçambique é, obviamente, esperado até numa dimensão muito mais extensa e organizada, e com muito maior gravidade em Angola. Natural e moralmente é insuportável que a exploração das pessoas possa ir tão longe, sem que estas se revoltem.

Nenhuma ditadura ou regime semi-democratico por mais feroz que seja, será capaz de calar, por todo o tempo, a voz da raiva do povo. Há um momento a partir do qual faz todo o sentido a divisa: vida ou morte!

Sim! A partir de um grau insustentável de exploração e miséria os povos revoltam-se: ontem, nas fábricas ocidentais da China que praticam vencimentos mensais de 100€/ mês, hoje, em Moçambique, amanhã, fatalmente e, já muito proximamente, no Sudão ( está à beira de uma guerra de genocídio entre o Norte e o Sul, perante uma completa desorientação da administração Oboma, quanto ao modo de enfrentar esta gravíssima questão, que já ceifou nas últimas duas décadas 2 milhões de pessoas, ou seja, o equivalente a 20%, quase um quarto, da população portuguesa) depois seguem-se Angola, Marrocos etc.

Todos os regimes despóticos, ditatoriais e corruptos que fazem dos negócios dos bens do povo, da Nação, a fonte das suas gigantescas fortunas pessoais, estão sujeitos, mais tarde ou mais cedo, a serem questionados pelas populações de um modo violento. Infelizmente as respostas governamentais nestes países , tendem a ser da máxima violência, mesmo de massacre e genocídio.
Que a justiça social regressem a Moçambique.
Revolta dos pobres...
Maria Trindade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Quinta, 2 de Setembro de 2010
..e aproveitamento dos criminoso, que perante o descontentamento legitimo das populações, incitam a pratica de atos de bandidagem.
A classe politica Moçambicana, que tem enriquecido à custa do desenvolvimento conseguido com o trabalho do povo, perdeu a noção da realidade, lá como cá, o problema é sempre o mesmo, má politica e péssimos politicos, que desvalorizaram a moeda e aumentaram o preço dos alimentos básicos, ou seja, "estão-se nas tintas" para os interesses dos cidadãos, o pais enriquece, o povo fica mais pobre. O resultado está à vista!
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