Vídeo mostra carga policial sobre mulheres e crianças
A polícia francesa interveio para dispersar uma manifestação de imigrantes africanos, nos arredores de Paris. As imagens mostram mulheres, com bebés às costas, a serem arrastadas pelo chão. VEJA O VÍDEO (NOTA: Imagens eventualmente chocantes)
18:09 Sexta, 30 de Julho de 2010
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Cerca de 60 imigrantes africanos, na maioria mulheres manifestaram-se na última quarta-feira em La Courneuve, nos arredores de Paris, depois de terem sido obrigados a deixar as suas casas para a construção de um novo projecto imobiliário.
Segundo a CNN, a polícia terá pedido ao grupo de manifestantes para abandonar o local do protesto. Após a recusa, as autoridades começaram a forçar os participantes, arrastando pelo chão várias mulheres, com os seus filhos, muitos bebés ainda pequenos, ao colo e às costas.
O vídeo mostra ainda o que parece ser uma mulher grávida caída no chão.
É incrível a quantidade de disparates que leio aqui nos comentários!!! As mães levaram as crianças à manifestação???? Qual manifestação??? Não houve manifestação coisa nenhuma!!!! Elas estavam no local onde moravam, um local vazio, por acaso, e foram corridas à bastonada e agredidas!!!
jo57 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:11 | Domingo, 1 de Agosto de 2010
...dizia eu, que estranho que um filho de emigrantes, como e o Pres. Sarcozy, tenha estas atitudes...
Compreendo, muito bem, que muitos imigrantes, nao se integrem nas sociedades europeias ondem vao viver, e criem focos de tensao. Mas a violencia indiscriminada nunca e a solucao (ou entao, voltamos ao nazismo). E no caso da Franca, ha que pensar muito bem: as vitimas poderao ser, depois, alguns dos milhoes de portugueses ou descendentes que por la vivem... Ha alguns casos concretos, que nunca chegam a Informacao portuguesa... nao convem... Veja-se o caso dos ataques tremendos contra portugueses na Irlanda, etc...
Pobre Europa. Claro que culpada. Mas por quê? Por ter deixado entrar todos aqueles de que precisou para mão-de-obra barata sem exigir uma aculturação mínima, esquecendo o que os seus antepassados romanos tão lapidarmente ensinaram: "Em Roma sê romano". Não, a curiosidade que sempre foi construindo a nossa cultura foi-se abrindo toda à parafrenália de costumes que aqui chegavam. E nada de regras, pois então. Semearam bairros de lata em territórios do Estado ou ocuparam-se casas, criaram-se autênticos guetos nas cinturas das grandes cidades (onde essa mão-de-obra foi necessária)? Pois, coitados, eles não se importam de viver assim. E agora, temos que pôr trancas à porta, olá se temos. A isto e a muito mais que não vem agora ao caso.
A maior parte dos migrantes, sobretudo os transcontinentais, não têm um lugar, não têm o "seu" lugar. Não têm verdadeiramente a sua terra; só em sonhos. Porque a sua terra já foi sugada e varrida dos meios que no imediato lhes permitiriam viver; e sem imediato não há depois. E não só: porque nas novas terras onde aportaram, sem elegância, sabemos, também não conseguiram sentir-se em casa.
Estes imigrantes são como apátridas. Párias. Não têm chão. E se não tèm chão, PODEM SER DO MAR. porque o mar, por razões óbvias, não é alvo da mesma cobiça. Por isso, enquanto não lhes readjudicamos 1m2 de terra firme, ao menos chamemo-los com mais rigor: não são europeus, não são africanos, nem americanos ou asiáticos. São ATLÂNTICOS, PACÍFICOS e ÍNDICOS, conforme o oceano que lhes é (era) mais próximo; e que na realidade em muitos casos foi o 1º local estranho de habitação inesquecivelmente precário. Pode ser que também, ao dissociá-los das suas controversas terras de origem, nós os comecemos a encarar com mais descontracção. Podemos passar a identificá-los melhor ainda: do Índico NORTE, do Pacífico SUL, do Atlântico LESTE ou OESTE, por exemplo, nunca esqucendo no entanto que foi a perder tanto tempo com compartimentações, de que tanto gostamos, a perder tempo a ATRIBUIR A RESPECTIVA CLASSE ao ser humano, que o deixá(a)mos morrer.
As mulheres podiam ter estado desesperadas,mas levarem os filhos para uma manifestação é absurdo.Que raio de mães são estas!? E,se foram avisadas para retirar,ainda menos desculpa têm.Além do mais,isto demonstra estupidez.Porque,realmente,o que esperavam conseguir com isso? Nada,como aconteceu.
Coisa de que eu não gosto nada é de dar 1a no cravo, outra na ferradura mas desta vez assim acontece.
No cravo: claro que não será agradável para ninguém ver cenas destas, por demais violentas e, sobretudo, quando nelas participam involuntariamente crianças tão pequenas.
Na ferradura: antes de rotularmos o triste incidente de racismo é preciso informarmo-nos dos problemas com que a França se vê a braços na decorrência das portas abertas à imigração, sobretudo, a proveniente de África, do Norte aí incluída: são carros incendiados todos os dias, sim, todos os dias, assaltos, todo o tipo de delinquência (haverá delinquentes de ancestral ascendência francesa e certamente excepções entre os imigrantes mas... há uma diferença: os autóctones não se podem pôr fora, acrescente-se com grande pena da Europa.)
Não encontrei outro processo para declarar que, inadvertidamente, creio ter activado o "Alertar comentário abusivo" relativamente ao seu comentário. Peço desculpas a si e à Visão.
Agora, claro que, com a crise, ainda acresce aquilo que eu sempre disse que aconteceria: "A Europa ainda há-de vir a precisar da limpeza das suas casas de banho como trabalho para os seus filhos."
Um outro pormenor bem significativo nesta coisa de desalojamento: tenho observado que estes problemas acontecem muito menos com os imigrantes de Leste ou com os brasileiros, indianos, turcos ou chineses, por exemplo. Porquê? On y soit qui mal y pense - dirá qualquer francês (já agora também português...) É que estes outros imigrantes, mesmo que se juntem às molhadas na mesma casa, costumam morar como os que cá estão, são minimamente "romanos". (Já sei, já sei que também há transgressões e algumas graves, mas isso pertence a outra história).
Quantos feridos, mortos, houve nessa ‘carga’ policial? Tomáramos nós que a violência fosse aquilo.
Não entenderam ainda que as mamãs levaram lá as crianças mesmo para o espetáculo! Vejam como a atriz principal se move por cima da criança? Você fazia assim para proteger um filho seu?
Analisem a cena, com muito cuidado, e vejam quem promove gestos violentos!
Será difícil, tão difícil, deixar de ser palerma por alguns segundos e verificar isso? Não temos, nem o dever de usar o mínimo, dos mínimos, da nossa massa cinzenta? Não? Então recoloquemos o rabo!
Qualquer briga de brincadeira entre miúdos envolve mais violência e perigo que aquilo.
Eu penso que se devem, de facto, tomar medidas contra a desordem que grassa pela Europa, e pôr um cadinho de ordem nisto. Que está ridículo demais!
Há anos um homem, comunista, por acaso, mas sem grande potencial de inteligência social, dizia que deveria haver subsídio de ladrão, para que não roubassem tanto. Eu dissimulei um sorriso exterior e um choro interior. Como era possível tal ideia?
Afinal, o imbecil era eu, hoje o subsídio de ladrão já existe em Portugal! Até já se rouba a receber o tal subsídio; lógico, não tem esse nome.
Ser naturalmente estúpido é muito saudável; mas sê-lo porque se quer? Porque está em moda?...
(É desta vez que levo uma tareia! (riso) lembrem-se que são contra a violência).
Concordo, Joadearievilo. Aliás enviei o final do comentário "Uma no cravo, outra na ferradura" q não chegou e rezava assim:
É pena mas casos como este têm q ser tratados e não há que invocar "esquerda" ou "direita" (desde q não sejam "extremas"). Extrapolando este caso e quejandos e outros, sem dúvida mais graves, chegaremos afinal à conclusão de q triste é q a Europa se tenha deixado chegar a uma situação em q a luta será inevitável se quiser sobreviver.
Post-scriptum: Quando este ano entreguei o IRS, dei-me conta de uma esperteza q me fez sorrir mas não deixa de ter significado. 2 ou 3 africanas exibiam ao colo filhos pequenos e por isso, logicamente, passaram à frente de grandes bichas. Só q muitos foram os q ouviram os comentários irónicos de um velhote negro decerto vizinho: "Mas olha q te fica bem" ou "Logo já dou a novidade ao teu marido". E aos risos do velho elas respondiam olhando em volta: "E se você se calasse?" E na galhofa lá passaram à frente de todos nós. Mal "acomparado", esta cena verdadeira explica o facto, não de q as crianças não sejam filhos daquelas mulheres de Courneuve, mas o facto de estarem presentes. E daí a pôr a pergunta com q terminarei vai um minúsculo passo: "E então aquelas mulheres vivem todas sozinhas com os filhos? Não havia homens para se manifestar?" Mas não existe nenhum mistério: todos sabemos q mulher e criança comovem mais. Fernão Lopes, ao descrever o “Cerco de Lisboa” também o sabia. E todo o jornalista q se preze também o sabe.
As imagens são chocantes, e semelhantes ás que é habitual vermos em alguns países de origem daqelas mulheres, como se chegou aquele ponto e porque? Os imigrantes saem dos seus paises para terem uma vida melhor, alguns têm comportamentos reprováveis, mas a grande maioria tem o desejo de qualquer comum cidadão em qualquer parte do mundo ser feliz ter uma vida com qualidade poder criar os filhos em paz, isto é universal. No cerne da questão existe um estado que "importou" os imigrantes, porque era mais barato pagar o seu trabalho, e permitia baixar salários aos nacionais, não criaram condições que evitassem muitas das situações que se verificam agora. Se nos paises de origem cuidassem de evitar que os cidadãos emigrassem e se os países de acolhimento tivessem uma verdadeira politica de integração, não seriamos confrontados com estas imagens indignas de uma Europa civilizada em pleno século XXI.