O aumento do tráfico de crianças haitianas preocupa o representante da UNICEF no Haiti. E, porque a vida naquele país não é só tragédia, VEJA O VÍDEO DA ENVIADA ESPECIAL DA VISÃO, que mostra o nascimento de um bebé em Port-au-Price
Patrícia Fonse, Enviada Especial ao Haiti, com Lusa
10:09 Sexta, 22 de Janeiro de 2010
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O aumento do tráfico de crianças haitianas preocupa o representante da UNICEF no Haiti, Guido Cornale, que lembra que "neste momento, não há qualquer controlo e tudo pode acontecer".
Em declarações à agência Lusa, Guido Cornale disse que o tráfico de crianças é neste momento uma das maiores preocupações da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Depois do terramoto de 12 de Janeiro que matou milhares de pessoas, muitas crianças ficaram órfãs e no país mais pobre do continente americano comprar um bebé prometendo um futuro melhor pode ser sedutor para os familiares que não têm como os alimentar.
A Unicef recomenda o congelamento de novas adopções de crianças no Haiti durante a "fase de urgência" que se vive no país, mostrando-se, no entanto, favorável à partida rápida dos menores cujos processos de adopção estejam quase terminados.
"Todos os esforços serão feitos para reunir as crianças com as suas famílias. Só se tal se revelar impossível, e depois de uma análise caso a caso, é que as autoridades competentes deverão considerar outras situações permanentes, como a adopção", realçou a directora-geral do fundo das Nações Unidas para a infância, Ann Veneman.
Em comunicado, a responsável indica que "a Unicef recomenda que todas as novas adopções, particularmente a internacional, sejam congeladas durante a fase de urgência".
Associação dos EUA investigada
A UNICEF está a investigar a associação que se preparava para levar crianças órfãs para os Estados Unidos para adopção e que na quinta-feira pediu apoio à equipa portuguesa da ajuda humanitária instalada no Haiti.
Elementos da associação Brent Gambern Ministeries Helping pediram quinta-feira ao coordenador da equipa de ajuda humanitária portuguesa, Elísio Oliveira, se podiam usar as instalações no aeroporto de Port-au-Prince.
O comandante da Protecção Civil, Elísio Oliveira, aceitou o pedido mas seguiu de imediato para a base da UNICEF em Port-au-Prince para lançar o alerta.
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Ora aqui está um 'belo' exemplo da 'ndústria da desgraça' (proliferação incontrolada de organizações não-governamentais: ONGs).
Como resistir à tentação do tráfego de carne humana?
Na Índia e China, já não há noivas que cheguem para tanto homem solteiro, na sequência dos 'eficientes' programas de ajustamento económico do FMI/Banco Mundial. Na Coreia do Sul, o governo está a pedir aos cidadão para fazerem mais bebés - quem diria?..
Para além da grande tragédia que se abateu sobre o Haiti e que grassa em toda a ordem, eis uma questao que é muito sensivel para além das outras e que requer de imediato todas as atencoes por parte de todas as equipes existentes no terreno, porque as criancas sao um bem muito, mas muito caro, aliáz nada paga a vida de quem quer que seja,muito menos de uma crianca.
Espero que exista humanidade para tal eventualidade e que a mesma nao venha a ter lugar, porquanto como é sabido as criancas teem sido vitimas de toda a ordem; espero que subentendam.
Uma criança é um ser humano sem protecção, sem maldade.
A UNICEF por si não consegue fazer facea todas as situações, porque não chega a todo o lado.
Compete ao Homem como ser humano que devia ser usar a sua dignidade e ética. Infelizmente não existe. Há quem veja nisto "um negócio" ...há quem faça disto um negócio. Mais grave o negócio só existe porque há um receptor ...disposto a pagar.
Não se culpe os EUA, as ONG's a UNICEF culpe-se SIM o ser humano.
Os EUA cometeram mais um falhanço no socorro ao Haiti. Está já provado a ineficácia da orientação do socorro ás vitimas do terramoto e á operação de salvamento coordenada pelo EUA, que uma vez mais vem provar que não se podem assumir como os pol´cias do mundo e até no auxílio de vitimas são um desastre.
Vamos assistir a "casos" que pouco a pouco vão ser do conhecimento publico, como a política dos EUA não serve a comunidade mundial e talvez mesmo nem se conseguem orientar na sua política interna.
O trafico de crianças é efectivamente um acto condenavel e que os EUA, parecem não saberem travar, como não souberam dirigir a operação de socorro. Os EUA colocaram muitos meios e uma organização que mais parecia uma invasão do que o SOCORRO HUMANITÁRIO.
lamentamos todos como as coisas estão a decorrer no HAITI.
Certas ONGs são como certas fundações, servem para camuflar o crime organizado e pelos vistos estes USA são especialistas em contaminar o mundo pelos piores exemplos.