Era uma vez um mundo em que nada fazia sentido.
Nesse mundo,
Tudo era diferente ...
Com os pés na cabeça,
Não se via toda a gente.
Os habitantes usavam uniforme,
Como agora vamos descrever:
Camisa branca enorme,
Calças castanhas,
Sapatos pretos a condizer.
Não dava para andar,
Só dava para saltar.
Bater com cabeça no chão,
Já começava a magoar!
O dia tornava-se noite
E o inverno tornava-se verão.
Mas que grande baralhada,
Era uma autêntica confusão.
Não nos podemos esquecer
Da tão falada política.
Não havia crise nenhuma,
Nem uma única crítica.
Foi para este mundo desconhecido, que a Maria Patanisca e o Manuel Patanisco foram passar férias .
Quando estes dois gémeos chegaram, estava um sol radiante mas, as pessoas andavam com guarda-chuva, botas e casacos impermeáveis, como se de um dia de inverno se tratasse.
O que mais os impressionou foi ver um homem com a cabeça para os pés e os pés para a cabeça e comentaram um para o outro:
- Que mundo tão estranho! Tudo anda de pernas para o ar! - exclamou o Manuel Patanisco.
- Vamos ver se encontramos alguém que nos possa ajudar a compreender este mundo! - sugeriu a Maria Patanisca.
Ao longe avistaram uma pessoa e perguntaram-lhe:
- Porque é que está tudo de pernas para o ar?
- euproq etse é o odnum sod soiràrtnoc!
Os dois gémeos não perceberam nada do que o homem tinha dito, mas tinham a certeza de que nesta frase estava a resposta às suas dúvidas.
Durante algum tempo pensaram, pensaram ... até que se fez uma luzinha. A Maria Patanisca disse para o irmão:
- Ó Manuel! Vamos lá pensar um pouco. Se tudo neste mundo está ao contrário, então se calhar as pessoas também falam ao contrário.
Enquanto conversavam, viram uma placa com o seguinte aviso "Quando entrar neste mundo lembre-se de que está tudo ao contrário".
Então, os dois irmãos encolheram os ombros e sorriram um para o outro, porque afinal tinham aprendido uma grande lição: devemos estar sempre muito atentos!