Um novo dia despertava na pacata vila de São Pedro. Os pássaros chilreavam, anunciando mais uma bela manhã de primavera. Os primeiros raios de sol espreitavam tímidos por entre as frinchas das janelas.
Mais um dia calmo se adivinhava, pois apesar de ser uma vila bonita e interessante, nunca nada de novo acontecia naquele lugar. A rotina era sempre a mesma. Todos os dias se sentia o cheirinho a pão quente saído da padaria do senhor Hugo, liam-se as notícias fresquinhas no quiosque da menina Daniela e sentia-se o aroma da fruta acabadinha de colher, na frutaria do senhor Ricardo.
Mas naquele dia algo de diferente iria acontecer. Ao sair de casa, toda a população foi surpreendida por algo misterioso escondido debaixo de um manto encarnado, mesmo no meio da praça principal da vila. Ao lado, um cartaz escrito à mão dizia:
Grande inauguração esta tarde
Venham ver com os próprios olhos um monumento dedicado àqueles que sonham.
Espero por vocês às 18h.
Assinado
Manuel, o Sonhador
Claro, só podia ser obra do Manuel, pensaram. O Manuel era um escultor que sonhava muito e andava sempre com a cabeça no mundo da lua.
Apesar de gostarem muito dele, todos achavam que as suas ideias eram um pouco estranhas e impossíveis de concretizar. Afinal, quem acreditaria ser possível ir até à Lua? Só mesmo o Manuel, que dizia que bastava acreditar para o conseguir.
Durante todo o dia, os habitantes de São Pedro esperaram ansiosamente pelas seis da tarde, mas o tempo parecia não querer passar. Quando finalmente chegou a hora tão aguardada, ninguém faltou.
Manuel estava pronto para revelar a sua mais recente obra de arte. Quando finalmente desvendou o mistério, ouviu-se um burburinho. O escultor explicou que aquela era a sua homenagem aos que não têm medo de sonhar, de virar a sua vida do avesso só para cumprirem os seus desejos.
Todos
aplaudiram entusiasticamente, agradecendo a bonita estátua que enfeitava a praça e fazia da vila de São Pedro um lugar ainda mais bonito.
Trabalho dos alunos da turma 5º 3 da Escola EB 2,3 de Peso da Régua com a professora Sónia Figueiredo