O empresário Júlio Monteiro, tio do primeiro-ministro, José Sócrates, chegou às 14h40 ao Tribunal de Cascais, área da sua residência, para ser ouvido no âmbito do caso Freeport. Questionado pelos jornalistas se estava de "consciência tranquila", Júlio Monteiro, que estava acompanhado de dois advogados, respondeu "completamente".
Interrogado também se vai ser ouvido como testemunha ou como arguido, o empresário disse apenas: "Venho prestar declarações ao tribunal".
Uma fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) já tinha anunciado esta quarta-feira que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a fazer inquirições, a analisar documentos e fluxos financeiros no âmbito do "caso Freeport".
Numa resposta enviada à Lusa, a fonte da PGR indicou que as investigações do caso Freeport continuam com "inquirições, análise de documentos e fluxos financeiros", não adiantando mais pormenores devido ao "segredo de Justiça".
Vários órgãos de comunicação social adiantaram esta quarta-feira que alguns dos envolvidos no caso Freeport foram ou vão ser ouvidos, nomeadamente os empresários Manuel Pedro e o escocês Charles Smith, assim como Júlio Monteiro.
O processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, quando era ministro do Ambiente José Sócrates.