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  <title><![CDATA[Visão]]></title>
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		<title><![CDATA[Visão]]></title>
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    <title><![CDATA[Sem sofrimento nem dor ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 09 Feb 2012 08:05:00 GMT]]></pubDate>
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    <description><![CDATA[Não te sentes sozinho? Sou pessoa para responder logo que sim. Há momentos em que me vai apetecer, conheço-me bem, companhia para um passeiozeco a ver o rio, alguém que me pegue no braço, a respirar perto de mim. Como se tivesse uma esposa ]]></description>
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    <title><![CDATA[Aqueles que andam por aí ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 26 Jan 2012 08:30:00 GMT]]></pubDate>
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    <description><![CDATA[Os nossos brinquedos foram uma coisa importantíssima para o meu pai. Confiscava-nos alguns para seu gozo pessoal, secreto. A gravidade apaixonada com que ele jogava. Tenho os postais que o meu avô lhe mandava da guerra em França, derramados de ternura para um garotinho de dois anos ]]></description>
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    <title><![CDATA[Domingo com Verdi ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 12 Jan 2012 08:56:00 GMT]]></pubDate>
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    <description><![CDATA["Vão fechando coisas por aqui. O minimercado, por exemplo. Lojas. O maluco usa barbas, farrapos. Continua feliz. Mais do que o senhor que andou na guerra em África e, de vez em quando, dá pontapés nos caixotes, terrível de ordens militares" ]]></description>
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    <title><![CDATA[O Sentido da Vida ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 22 Dec 2011 08:14:00 GMT]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/o-sentido-da-vida=f639971]]></link>
    <description><![CDATA["Apetecia-lhe que alguém lhe falasse. Tivera uma mulher em tempos. Recordava-se dos suspiros dela, dos dedos magros a moverem as coisas. Uma tarde não a encontrou. Deixou um vestido no cabide, um vestido antigo, com pintinhas. Um cabelo no esmalte do lavatório. Um gancho na mesa" ]]></description>
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    <title><![CDATA[A Chamada ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Wed, 07 Dec 2011 08:07:00 GMT]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/a-chamada=f637362]]></link>
    <description><![CDATA["Não vais lá com juras, promessas, arrependimentos, não vais lá com diminutivos, não me peças colo, não armes ao pingarelho a pedir colo, fala-lhe ao coração que a gaja amolece e no caso não amolece nem meia, nem é questão de amolecer, aliás, amolecer o quê, acreditei enquanto resolvi acreditar e acabou-se" ]]></description>
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    <title><![CDATA[O almoço ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Wed, 23 Nov 2011 06:24:00 GMT]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/o-almoco=f634969]]></link>
    <description><![CDATA[Palavra de honra que não estava nada à espera quando hoje entrou no restaurante depois de mim, um pouco gordo, um pouco marreco, de cabeça talvez um bocadinho grande demais para o corpo e, apesar de haver duas ou três mesas sem ninguém, aproximou-se da minha ]]></description>
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    <title><![CDATA[O vivo e puro amor de que sou feito ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 10 Nov 2011 09:00:00 GMT]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/o-vivo-e-puro-amor-de-que-sou-feito=f632473]]></link>
    <description><![CDATA["Nem sequer aprendi a tomar conta de mim. Desenho vogais e consoantes e demoro séculos a achar as letras certas. O que será morrer, morrer mesmo? O meu primo já sabe mas não me vai contar. Um dia aprenderei sozinho. Vi o meu pai, apenas perfil, na cama do hospital. Apenas perfil, garanto. O meu pai" ]]></description>
    <comments><![CDATA[14]]></comments>
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    <title><![CDATA[O Encontro ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 27 Oct 2011 08:43:00 +0100]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/o-encontro=f629902]]></link>
    <description><![CDATA[Que raio de ideia, ter-te marcado encontro neste sítio, porque diabo não escolhi uma pastelaria, um café, um centro comercial, tudo menos uma esquina que me disseste ser perto do teu emprego para acrescentares, logo a seguir, juras de pontualidade, e eu a acreditar em ti ]]></description>
    <comments><![CDATA[36]]></comments>
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    <title><![CDATA[O grito]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 13 Oct 2011 08:38:00 +0100]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/o-grito=f627129]]></link>
    <description><![CDATA[Na realidade a minha mãe nem dias piores nem dias melhores, sempre na mesma. Há quatro anos deu-lhe o ataque em maio e ficou assim até hoje, inalterável. Não sei se gosto dela: sei que tenho de tomar conta das coisas. Se calhar gosto, não penso nisso. Não tenho ocasião para pensar e, se penso, é no vizinho de pijama ]]></description>
    <comments><![CDATA[10]]></comments>
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    <title><![CDATA[Croniquinha ]]></title>
    <pubDate><![CDATA[Thu, 22 Sep 2011 08:56:00 +0100]]></pubDate>
    <link><![CDATA[http://aeiou.visao.pt/croniquinha=f623638]]></link>
    <description><![CDATA[Não abandono os sítios de que me fui embora, coloquei a alma, escondida, sob cada objecto. Continuo em Veneza com sete anos, em Berlim com quarenta, não saí do lago do Jardim Zoológico, onde passeava, com o meu avô, num barco com pedais. Lembro-me dos patos, dos cisnes, de ser tão feliz, lembro-me de tudo. Não esqueci nada, não vou esquecer nada ]]></description>
    <comments><![CDATA[33]]></comments>
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