Não é necessário ser-se economista para entender que na sociedade em que vivemos somos todos agentes económicos
15:41 Quarta, 9 de Dezembro de 2009
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Não é necessário ser-se economista para entender que na sociedade em que vivemos somos todos agentes económicos. O mundo das finanças, contrariamente ao que muitos julgam, não é assunto só para os especialistas, ou não estivessem elas sempre presentes , por exemplo, quando pagamos os impostos ou quando sofremos os efeitos da inflação.
No mercado, a Bolsa não é um jogo e os futuros não deveriam ser encarados como um casino. Todos nós, sem excepção, temos posições curtas ("shorts") ou longas ("longs") quer sejam em mercado à vista ou em futuros, e o mais curioso é que para isso não é necessário ter feito uma única operação de Bolsa.
Alguns exemplos do dia-a-dia: quem tem um filho de 18 anos ou menos está curto ("short") nos seus custos de formação universitária, ou pode estar longo se criou um fundo próprio e específico para este efeito.
A compra de uma habitação é um exemplo ainda mais fácil: para o proprietário, o activo (neste caso a casa), fica longo, e curto o empréstimo bancário correspondente.
No contexto das posições que as pessoas tomam como suas escolhas, os investimentos são feitos com o intuito de maximizar a sua carteira de activos e de acordo com a sua tolerância ao risco. O mesmo se passa em Bolsa só que de forma mais rápida e se calhar mais fácil.
Como actores económicos que somos, todos somos também especuladores. A compra de uma casa, de unidades de participação de um fundo de investimento, a escolha de uma profissão ou do número de filhos que se pretende ter, são decisões económicas do foro da especulação, neste caso com o objectivo de se viver feliz.
A palavra especulação não está aqui a mais pela simples razão de que não temos conhecimento do que vai acontecer amanhã. O desconhecimento do amanhã é a razão porque se especula. A especulação é uma arte, a arte do bom senso.
Especular é assumir riscos gerindo-os de forma a minimizá-los, por isso somos todos especuladores mesmo os que não sabem que o são.
Caro Paulo,
Somos todos especuladores, consciente ou inconscientemente.
Iremos nós descobrir as verdadeiras causas dos problemas do sistema económico financeiro e implementar medidas ou reformas que corrijam asrazões que levaram a esta fase "de crise", ou se preferir, a este ciclo económico.
Seremos capazes de aprender a ser mais competitivos, mais fortes, mais resistentes?
Se esta crise permitisse mudar alguns pressupostos no mercado de capitais, por ex. mais e melhor regulação. Equilibrar melhor a balança. Como? Para que lado? Adorava ter a fórmula mágica....
Todos especulamos (na minha opinião) ao decidir comprar/não comprar; vender/não vender; investir agora/depois... Todos temos expectativas em relação ao futuro.
Sara
Discordo totalmente da sua conclusão de que a especulação "é uma arte, a arte do bom senso".
Quando muito será mais uma artimanha (o jogo da batota) e a situação actual da banca financeira atesta a absoluta falta de senso comum da especulação - quanto mais "bom senso"...
Especulação - deve sabê-lo melhor que eu - é por definição toda «operação comercial que visa obter lucros exagerados ou pouco legítimos». No limite, em sentido figurado, especulação sigifica «exploração ardilosa; engano».
Ora isto em nada se parece com as legítimas «expectativas» de que fala a ciência social que designamos por Economia. Somos todos especuladores? Deveras? Falará por si, seguramente.
Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velho,
aqui estou para reforçar a opinião de Kizzaka,pois especulação,
segundo está no Dicionário de sinónimos,é burla,engano,subtilez,
logro,traficância.E os Banqueiros são especialistas nêsse «Jogo«
das Bôlsas de Valores em que está presente a estátua de Mercúrio,
o Deus do Comércio e dos Ladrões.Claro que também na classe baixa
dos pequenos negociantes ou traficantes também há especuladores.
E é de especulação em especulação que um ou outro pelintra,se tiver manhosice pode até adquirir o título de Barão.
a ser Barão.