O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou-se, esta sexta-feira, "surpreendido e honrado" com a atribuição do Prémio Nobel da Paz, mas considerou que tem de fazer mais para o merecer
visao.pt
17:05 Sexta, 9 de Outubro de 2009
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Numa declaração na Casa Branca, Obama disse que recebeu a distinção com "profunda humildade" e considerou que o prémio é um apelo à acção, a trabalhar com outros países para resolver os problemas que o mundo enfrenta no século XXI.
"Sinto que não mereço este prémio", mas "aceito-o como um apelo à acção para os desafios globais do século XXI", disse o Presidente dos EUA.
"Recebo a decisão do comité Nobel com surpresa e profunda humildade", disse, acrescentando: "para ser sincero, penso que não mereço estar na companhia de tantas personalidades que transformaram a sua época e que foram distinguidas com este prémio", afirmou.
Duas razões por que ganhei o prémio (do discurso de aceitação de Obama):
"Aceitarei esta recompensa como um apelo à acção, um apelo lançado a todos os países para que façam frente aos desafios globais do século XXI"
"Estas mudanças não podem ser realizadas por um só líder ou por uma só nação".
Para mim, este é um efeito perverso da Obamania que assola o mundo inteiro, especialmente a Europa.
Não terá sido demasiado cedo para atribuir o Prémio Nobel a Barack Obama? Ele tem intenções muito boas, não só a nível externo, mas uma coisa são as boas intenções e outra é a realidade dos factos...
Caíu a máscara e o Comité Nobel Norueguês afinal está bem mais interessado em assegurar a venda do petróleo norueguês aos States do que em manter impoluta a fama e a determinação dos que até hoje atribuiram os vários prémios Nobel da Paz.
Obama fica mal na fotografia e não merece - ele próprio o reconhece. É uma palhaçada desnecessária...
Devemos ser certamente legião por esse mundo fora, os que estamos partilhados entre a nossa admiração quase incondicional por Obama e o desapontamento que tem suscitado em nós a sua prossecução de certas características bushianas, já não tanto no Iraque mas sim no Afeganistão e outras circanias que tais. Sentimos, decerto, que este Prémio Nobel não é totalmente despropositado, que há algo nele de merecido, nem que por antecipação, mas a nossa empatia com o gesto norueguês mescla-se paradoxalmente com uma insuperável sensação de desagrado profundo perante a tibieza -- não ousamos dizer a cumplicidade... -- do contemplado para com a "res bellica". Regozijamo-nos e simultaneamente contorcemo-nos, impotentes. É que lá, nas lonjuras afegãs, são as bombas que falam mais alto, e estropiam para todo o sempre mesmo os mais incautos. E isso, meu deus, desola-nos e insuporta-nos mais, muito mais, do que seria de desejar.
Obama mostrou termais bom senso do que a Academia Sueca.Dew facto,o que é que ele fez pela paz? E mais: talvez tenha mesmo de manter uma guerra no Afeganistão,se não mesmo intervir no Irao.E isto não é uma crítica,porque o líder do Ocidente tem a a obrigação de o defender contra o terrorismo.Realmente,o critério é desajustado.
eu não estou nada confuso, a lei da vida é isto mesmo e só ganha quem é determinado arrojado e destimido, portanto 3 frases sublimes que se aplicam a seres como Obama tão simples como isso de resto não passam de versos que os demais procuram nos seus comentários sem nexo, mas enfim (OS CÃES LADRAM, MAS A CARAVANA PASSA) e mais em tão pouco tempo já fez mais, do que muitos que andam há anos nestas andanças , isto é como o futebol há jogadores que jogam anos e anos e não passam de jogadores normais e há outros que em pouco tempo se tornam em estrelas
portanto não há confusão nenhuma (very simple)
Até o próprio Obama tem noção de que não é um prémio merecido. Estamos a desvalorizar a veracidade do prémio. Podemos até dizer que estamos a desdourar o prémio em relação a outros galardoados e até chegar ao próprio Alfred Nobel. Com toda a certeza que o Presidente Obama tem-se esforçado pela paz e a sua luta contra as armas nucleares é notável, mas penso que não chega a um Nobel. Como já disseram aqui, ao fim ao cabo isto é tudo um conflito de interesses.