Um assunto sério de mais para ser tratado com leviandade. Levanta-se então a questão, qual a verdadeira razão para a manutenção de valores de sinistralidade tão elevados. Recordo-me que em tempos, umas das razões apontadas seria a qualidade das nossas estradas, talvez até fosse uma de entre muitas. Não me parece no entanto aceitável sequer admitir, não responsabilizar na devida medida os condutores, são e serão sempre os principais responsaveis na maioria dos acidentes. Abordar este assunto na sua plenitude leva-nos a duas outras questões, formação e a fiscalização. Quaais as novidades em termos de formação, seria aconselhável reduzir os actuais períodos de validade das cartas, propor reciclagens, qual o tipo de formação adequada para os novos condutores, claro que desconheço os pormenores, mas parece-me que algo muito mais radical vai ter que se ser feito. Quanto á fiscalização, será a mais adequada e eficiente, não sendo sequer a minha intenção descredibilzar ou ofender os intervenientes no terreno, até porque, não serão concerteza eles os maiores responsaveis, algo está mal, mais uma vez sendo eu um leigo e desconhecedor dos meandros da planificação, parece-me que nos falta algo, talvez mais pessoal afecto a este segmento, talvez mais e melhores meios electrónicos, talvez penalizações mais severas e rápidamente executadas, creio no entanto que todas as baterias se devem dirigir no sentido dos condutores e a sua formação.
Quer queiramos quer não, controlem-se as velocidades, multem-se severamente os transgressores e verão, subitamente, as estatísticas a descer consideravelmente. Como? Coloquem-se radares fotográficos automáticos. Logo que os carros ultrapassem os limites fixados pelas leis (se é que as leis valem alguma coisa), a imagem segue de imediato para casa dos infratores, sejam eles simples cidadãos ou ministros. Enquanto os cofres do Estado ficam recheados, os acidentes baixam e todos estamos a ganhar: utentes das estradas, companhias de seguros, bombeiros e todas as equipas ligadas ao envolvimento de sinistros. Querem melhor forma de fazer engordar os «porquinhos»-mealheiro do Estado? Queira a Nação que os acidentes terminem!...
Outrora existiu um "Plano Nacional de Prevenção Rodoviária", o qual foi elaborado por diversas entidades, oficiais e não oficiais, ligadas ao sector e que através de um trabalho exaustivo elaboraram o referido plano e definiram objectivos. Basicamente este trabalho permitiu detectar as diversas deficiências do sistema rodoviário, nomeadamente os utentes mais vulneráveis, foram estabelecidas prioridades de intervenção, foram também definidas as estratégias de actuação e criados objectivos a pequeno, médio e longo prazo. De referir que alguns dos objectivos iriam até aos 10 anos. Abreviando um pouco, as diversas entidades intervenientes iniciaram as tarefas definidas e decorridos sensivelmente 6 anos a maior parte dos objectivos estavam alcançados, embora alguns não acreditassem serem possiveis de alcançar. Após este sucesso, procurou-se ser mais ambicioso e definir mais exigência nos objectivos a definir. Até este momento havia uma vontade politica de combater este grande flagelo de saúde publica. Desde a chegada ao governo do PS, o já referido Plano acabou, e esta força politica procurou dar continuidade ao problema aumentando as coimas, tirando apoios e fazendo restruturações, sem nexo, nas entidades fiscalizadoras, ou seja deixando de investir em prevenção rodoviária o que implica sem duvida nenhuma um aumento da insegurança rodoviária.
(Cont.) De referir, que entre os objectivos que foram alcançados em 6 anos constam : Redução de 50% nos numeros de mortos e feridos graves
Redução de 60% de peões mortos e feridos graves.
Infelizmente optou-se por abandonar o Plano, não investir ou investir muito pouco em prevenção e segurança rodoviária, procurando como medidas válidas aumentar as coimas do nosso código da estrada mas por outro lado diminuindo a vigilância das entidades fiscalizadores nas nossas estradas. Erro de quem pouco percebe do assunto, o aumento das coimas só vai atingir um pequeno estrato de utentes, a probabilidade de um utilizador ser fiscalizado num periodo muito alargado é minma ainda por cima com a diminuição da fiscalização ainda pior. Por outro lado a presença da autoridade no terreno é sem duvida uma grande medida dissuasora. Enfim a tendência positiva, na redução da sinistralidade rodoviária, parece que começa a inverter-se, não havendo investimento não podem haver beneficios, mesmo conhecendo o governo do custo para o país dos acidentes rodoviários.
Muito haverá ainda para dizer, nomeadamente no que diz respeito á restruturação dos serviços do MAI (DGV, DGTT) etc, incluindo os diversos problemas de assistência INEM, os quais não indiciam nada de bom, e que irão também afectar em termos da gravidade (mortalidade) rodoviária.
Finalmente, não nos podemos esquecer que todos nós, que temos seguro automovel, pagamos uma % para P. e Segurança Rodoviária, para quê??
Não gosto mt de comentar este assunto, porque já fui vítima dela, mas estou hoje bem por enqt, pois o tempo dirá um dia como estarei se estiver num lugar e num destino de neve que adoro esses tipos de destinos e de paises gelados como Suécia e arredores.
Quero ainda lembrar do tal ministro que disse um dia aos jornalistas que a velocidade que ele ia era para tratar de assuntos de interesse de Portugal e dos Portugueses a 212km/h ( como este ministro pensa em nós com amor e carinho, não foi Portugueses?)
Mas ainda me chocou imenso quando li uma notícia sobre um idos que morreu na estrada por passar devagar e o motorista, nem quis parar e sim matar esse idoso que sofria de diabetes e que andava devagar devido à sua doença e à sua idade.
Mas também te digo, se os polícias um dia me multarem quando eu não passar na passadeira, eu agarro na multa e faço-o engolir há minha frente, porque eu já na passadeira no dia dos meus anos, em 2005, estive para ser atropelada, e não fui nela, porque como fuio atleta fiz skipping para trás e passou-me mesmo junto a mim o carro, e no ano passado dentro da universidade e em cima da passadeira e com o autocarro parado, ao sair por trás e na passadeira fui atropelada.
Nunca mais saio por trás de um autocarro, assim ele vê-me e o outro também eno inverno todos devem fazer isso, e devido a este atropelamento, espero um dia fazer mudar a lei e ter esse poder e meter anos de prisão para quem matar uma pessoa, e atropelar por causa do civismo.
e dentro da minha ignorancia... aquilo que eu vejo todos os dias... é um conjunto de condutores que não respeita as leis do transito e um conjunto de verificadores (policia) que apenas quer apanhar os que mais facilmente lhes podem dar um hipotese de multa...
no trnasito é necessário cuidado e esse cuidado não existe nem do lado dos utilizadores (condutores) nem do lado dos verificadores...
assim... vamos todos depender sempre da boa vontade de uns e de outros e da sorte.