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Debate

Salários dos gestores: A crise não é para todos

Grande parte dos executivos de topo das maiores empresas nacionais engordou os seus rendimentos pessoais. Alguns duplicaram o ordenado entre 2007 e 2008. DÊ A SUA OPINIÃO

Paulo M. Santos
11:13 Quinta feira, 30 de Abr de 2009
Salários dos gestores: A crise não é para todos
Alain Gonçalves/WHO

O número é gordo: 810 891 euros. Foi este o salário médio que cada administrador executivo, de dez das maiores empresas portuguesas cotadas em bolsa, ganhou ao longo de 2008. Um rendimento 136 vezes superior ao de uma pessoa que tivesse auferido o salário mínimo em vigor durante o mesmo ano. Veja as contas: 14 meses x 426,5 euros = 5 971 euros. E um português que ganhe um salário médio estimado em torno dos mil euros necessitaria de duas vidas para conseguir um rendimento igual ao que um daqueles gestores aufere num ano.

Mesmo assim, este valor ficou abaixo dos 861 958 euros que os mesmos executivos receberam, em média, em 2007. Uma descida que parece ir ao encontro do que tem sido um dos temas mais mediáticos de toda a actual crise: a moderação dos níveis salariais dos gestores de topo das grandes empresas.

Ainda recentemente, numa reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, foi admitido existirem salários "escandalosos", em empresas da União Europeia.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse estar "preocupado com a dimensão desproporcionada" dos salários dos gestores e também apelou à moderação dos salários dos altos quadros das empresas.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, por seu turno, considerou que defender o limite dos salários dos gestores é "politiquice barata e reles". Mas o banco por si liderado, o BPI, baixou o rendimento da sua comissão executiva, Ulrich incluído, em 41% de 2007 para 2008.

E o que podem os governos fazer além de lançarem apelos? Muito pouco. A solução pode estar na via fiscal. Salários desta grandeza são tributados à taxa máxima de IRS, de 42 por cento. "No máximo, o que o Governo pode fazer é criar um imposto especial para indivíduos que ganhem mais que um determinado montante", esclarece Diogo Leite Campos. O fiscalista faz questão de esclarecer, contudo, que tal medida apenas seria aplicada aos rendimentos futuros, pois a lei fiscal, sublinha, "não é retroactiva".

O problema não é de agora, apenas ganhou maiores proporções devido à crise e à injecção de dinheiro que os Estados, um pouco por todo o mundo, estão a fazer nas empresas.

Mas como é que tantos gestores conseguiram atingir tais patamares de rendimento? A resposta óbvia seria algo do género: "São uma consequência natural do capitalismo." Mário Parra da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Ética Empresarial, tem uma visão diferente. "O que aconteceu é que foram atraiçoados alguns dos princípios básicos do capitalismo, um modelo que se baseia na propriedade e não na gestão." O capitalismo, acrescenta, assenta, ainda, na "ideia de que quem gere mal a sua empresa, arrisca-se a perder o seu património ". Era assim quando os gestores eram os donos do capital. Entretanto, tudo mudou.

Segundo Mário Parra da Silva, assistimos a uma tomada de posição de poder dentro das corporações: "O jogo tornou-se perverso.

As empresas passaram a ser controladas por pessoas que, na verdade, não as possuem.

O princípio de que o capitalista tem de correr o risco de perder o seu património foi deturpado. De uma lógica de preservação de património para as gerações futuras, passou-se a uma lógica de rendimento mais alto possível e mais depressa possível." Por outras palavras, ganhar o máximo hoje, sem olhar para o amanhã.

O paradigma deste tipo de capitalismo "deturpado" é o gigante segurador AIG. À beira da falência, a empresa foi alvo de uma injecção de dinheiros públicos 173 milhões de dólares, no âmbito do programa de apoio ao relançamento da economia, nos EUA. E o que é que a gestão da companhia fez, alguns meses mais tarde, com esses montantes? Autocompensou-se. A cúpula directiva da AIG atribuiu a si própria um bolo salarial no valor de 165 milhões de dólares.

Ou seja, em vez de servirem para endireitar as contas da AIG, os dinheiros dos contribuintes premiaram os responsáveis pelo descalabro da seguradora.

O caso chocou a opinião pública e obrigou à intervenção directa do Presidente dos EUA, Barack Obama, que acabou por cobrar em impostos parte dos salários que estes executivos tinham recebido.

OS CASOS PORTUGUESES

Por cá, durante a apresentação das contas de 2008, entre Março e Abril, empresas como a Sonae, Millenniumbcp, Banco Espírito Santo, Impresa, entre outras, anunciaram uma redução ou congelamento dos pagamentos aos altos quadros, medidas que estarão em vigor em 2009, independentemente da dimensão ou desempenho empresarial da empresa.

No entanto, apesar da diminuição de alguns dos rendimentos dos gestores de topo, esta não foi regra única para os salários de 2008. Num grupo de dez grandes grupos analisados pela VISÃO, apenas quatro optaram por baixar os salários dos executivos. A Portugal Telecom foi a empresa onde se registou uma maior descida. No entanto, em 2007 os seus gestores beneficiaram de um pagamento extraordinário, no valor de 4,9 milhões de euros, atribuídos a título de rendimento variável. Foi o prémio por terem conseguido cerrar fileiras e bloquer a OPA lançada pela Sonae. E este acréscimo extraordinário, em 2007, é, também, uma das principais razões da queda, igualmente extraordinária, registada em 2008, dos salários de topo, naquela empresa.

Contas feitas, o ordenado médio dos administradores executivos da PT 890 mil euros por ano mantém-se acima da média das restantes grandes empresas nacionais por nós analisadas.

Onde os salários vêm registando uma acentuada derrapagem, mais em linha com os resultados e a cotação bolsista, é no Millenniumbcp.

Quando a equipa de Carlos Santos Ferreira iniciou uma nova era na gestão daquele que é o maior banco privado português criado após o 25 de Abril, as políticas salariais da cúpula de gestão sofreram uma mudança brusca. Um corte radical com o passado da instituição Santos Ferreira foi o primeiro presidente do banco não escolhido ou aceite pelo fundador do Millenniumbcp, Jorge Jardim Gonçalves.

Em 2007 e 2008, os administradores não receberam qualquer rendimento variável.

Esta foi, aliás, a única empresa em análise cujos gestores apenas levaram para casa o rendimento fixo. Em média, os sete admi- nistradores do banco receberam 487 mil euros por ano, quase metade da média do que pagaram as outras empresas. O salário de 2008 também levou um significativo corte em relação ao do ano anterior: menos 27,5 por cento.

No BPI, a política de vencimentos não é muito diferente. Em 2008, cada um dos elementos da equipa de Fernando Ulrich recebeu, em média, 526 mil euros, um montante em que estão incluídos o salário fixo e os prémios de gestão.

ELECTRIZANTE

Já no Banco Espírito Santo a política é outra. A comissão executiva, composta por 11 elementos, recebeu 12,6 milhões de euros, o que equivale a um salário médio superior a um milhão de euros anual para cada gestor.

Mas o recorde das subidas de salários entre 2007 e 2008 pertenceu à Rede Eléctrica Nacional REN. Os gestores desta empresa liderada por José Penedos viram o seu ordenado aumentar 157%, de um ano para o outro. Uma subida impressionante, em tempo de crise. Além do mais, a empresa nem apresentou um desempenho melhor que no ano anterior, pois os lucros baixaram 12,3 por cento. É importante, todavia, fazer uma ressalva: apesar da subida vertiginosa, a média salarial, que é, aqui, de 656 mil euros/ano, continua muito abaixo da média das restantes empresas analisadas pela VISÃO.

A justificação para tão significativos aumentos pode ler-se nos relatórios do governo societário da REN. Verifica-se que, em 2007, a componente do rendimento variável destes gestores foi praticamente inexistente: 7 mil euros para cinco pessoas.

O rendimento fixo ascendeu, nesse ano, a 1,27 milhões de euros. E em 2008, a componente fixa aumentou para 1,87 milhões, o que equivale a um aumento de 47 por cento.

Além disso, a componente variável também foi substancialmente insuflada, passando para 1,4 milhões de euros.

Nos mesmos relatórios, a administração lembra que, deste total, 430 mil euros foram recebidos por administradores de sociedades participadas. Mesmo assim, se retirarmos essa verba, o aumento das remunerações continua a ser de mais de três dígitos: qualquer coisa como 122 por cento.

ACIMA DO MILHÃO

Falámos, até agora, de salários médios das cúpulas directivas. Não sabemos quanto ganhou Ricardo Salgado, nem Santos Ferreira, nem José Penedos em particular. Na EDP, pelo contrário, a transparência chega aí, ao salário do presidente da comissão executiva. António Mexia defende que "os ordenados têm de ser transparentes".

E, de facto, é dos poucos gestores que revela o seu salário. Em 2008, recebeu 686 mil euros de rendimento fixo, exactamente o mesmo que em 2007, e 570 mil de rendimento variável, menos 30 mil euros que no ano anterior. Ou seja, um total de 1,256 milhões de euros. Os restantes seis administradores executivos encaixaram 6,4 milhões, quase 1,1 milhões por cabeça, em média mais 50 mil euros/cada que em 2007. O ano passado foi de crise, os salários aumentaram (salvo o do presidente que até perdeu 30 mil euros) mas os lucros da EDP cresceram mais de 20 por cento.

Paulo Azevedo, o novo "patrão" do grupo Sonae, também não tem problemas em divulgar, no relatório do governo da sociedade, os seus rendimentos. O filho de Belmiro de Azevedo, que tomou as rédeas da empresa em 2007, recebeu, em 2008, 1,06 milhões de euros, menos 9,4% do que os 1,17 milhões recebidos em 2007. Mas os outros três administradores executivos da Sonae SGPS auferiram, em média, mais de 850 mil euros.

Paulo Azevedo garantiu à VISÃO que a Sonae "tem uma política salarial muito ligada ao mercado, mas goza da reputação de ser menos dada a grandes salários que o mercado em geral".

Quanto à descida dos salários dos gestores e à possibilidade de eles diminuírem no grupo Sonae, o líder do grupo esclarece que "se o mercado baixar muito, nós também baixaremos, mas não creio que isso aconteça.

Eu próprio tenho um prémio inferior ao do ano passado, mas isso tem a ver com a performance das empresas. A parte variável, no que se refere aos gestores, tem um peso muito grande, e muito acima do peso do mercado.

Se há menos negócio, há menos salário".

Mas estes dois casos de divulgação dos salários são das poucas excepções que confirmam a regra. Apesar das recomendações da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários de maior transparência nos salários dos gestores, a grande maioria das empresas apresenta apenas de forma agregada os rendimentos da equipa de gestão.

Diogo Leite Campos diz que esta prática não é da maior transparência, pois "alguns ganham o dobro dos outros e esse valor nunca é divulgado". Além disso, realça o facto de existir outro tipo de prémios, em espécie, que não são mencionados no relatório de governo das sociedades, "um documento onde estas práticas deveriam ser relatadas".

Palavras-chave   salários   gestores   crise
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Opinando a propósito
José Gonçalves Cravinho (seguir utilizador), 1 ponto , 15:24 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
Eu,um simples operário reformado e já velhote (85anos)acho que a
êstes vencimentos ou ordenados,não se deve chamar Salários,pois
que salário é o pagamento feito ao trabalhador assalariado,que há
milénios era feito em sal (daí o nome)que depois o trabalhador,
trocava por outra mercadoria.No que se refere à enormidade dêstes denominados Salários dos Gestores ou Administradores,eu
acho que é uma afronta,um escândalo num País com tanta pobreza
como é Portugal.Mas esta escandaleira também é motivo de discussão no Parlamento holandês,discussão sem resultados,apesar
do Chefe do Governo ser um cristão evangelista que aliás tem a
colaboração dos Trabalhistas Sociais Democratas.Quanto ao caso
de que uma ou outra Lei não tem efeitos retroactivos,eu pergunto:
_Então não é o Parlamento que faz e desfaz as Leis? Sendo assim,
os Deputados eleitos pelo Povo,em sufrágio universal podem ou devem fazer Leis justas favoráveis ao País e não a uma ou outra
classe social,nêste caso,a classe dos patrioteiros que levam o País
à ruína.Para rematar direi:
_Com populismo e demagogia/muita mentira,verdade parece/
mas em liberdade e democracia/o Povo tem o Governo que merece.
O importante é ser livre
rodriguesma (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
Uma ofensa para a maioria dos portgueses. Resta-nos pensar que somos livres e sonhar com um verdadeiro 25 de Abril.
Os ricos que se cuidem
DMorais (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
Foi António Guterres que assim se exprimiu. Eu penso que não é necessário ser grande futurólogo, para lembrar que a paciêcia dos pobres e miseráveis não é ilimitada e pode chegar o dia, em que estes, desesperados, vão buscar o pão onde ele estiver.
Nessa altura haverá necessariamente lágrimas e ranger de dentes.
A CUPIDEZ DO DINHEIRO
kizzaka (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
Diz Fernando Ulrich ser a instituição de um Salário Máximo Nacional "politiquice barata e reles". De tão baixo coturno isso nem parece linguagem de um banqueiro digno desse nome. Perdeu os limites. Então o economista Ulrich não sabe que o dinheiro "serve para nos ajudar a suportar a pobreza"? (desiludam-se aqueles que vêem nestas palavras conotações maoístas - elas pertencem ao economista J.M. Keynes)
Bem, também, com a financiarização da economia nos últimos 30 anos pelos neoliberais não admira que haja banqueiros (ou devo antes dizer financeiros?) arrogantes que só pensam no seu lucro e dos seus accionistas.
Se não fosse trágico, era de rir: os neoliberais quiseram uma finança totalmente livre (livre de impostos, livre de qualquer regulamentação...) e perderam o seu controlo.
Ignorantes, ou cegos pela cupidez do dinheiro, criaram uma cultura do loto, esquecendo que o homem não se resume às finanças e que o capital é auto-destrutivo por definição, donde a necessidade de regulamentá-lo.
Banqueiros incultos estes de hoje em dia (ao menos os banqueiros da Renanscença sempre se davam com artistas no seu papel de mecenas) acabaram por inventar uma economia de casino a que chamaram pomposamente "global" - uma subcultura financeira que impôs relações promíscuas entre Banca Comercial e Banca de Investimentos, até então interditas com os resultados que estão à vista.
O que espera Obama para aplicar a lei federal e encerrar a AIG, o B. of America, City, Chase...
    Re: A CUPIDEZ DO DINHEIRO   
manuel lima (seguir utilizador), 1 ponto , 22:43 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
    Re: A CUPIDEZ DO DINHEIRO   
kizzaka (seguir utilizador), 1 ponto , 0:09 | Sexta feira, 1 de Mai de 2009
TRISTE,MUITO TRISTE
longueira (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Quinta feira, 30 de Abr de 2009
As declarações de Fernando Ulrich são para a maioria dos portugueses uma afronta!gostaria de ver este Sr. a viver com o ordenado minimo !!
As desigualdades são enormes , penso que seria necessario um novo 25 de Abril !
Penso que o povo que apesar de ser de brandos costumes não vai permitir que este reboliço social continue !
O aval que o estado deu á banca serviu tambem para aumentar os já de si chorudos vencimentos de banqueiros , politicos , executivos de empresas públicas e privadas , ouvir estas afirmações revoltam qualquer português que sobrevive com vencimentos baixos ou com reformas de miséria.
VERGONHA
Camaro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Sexta feira, 1 de Mai de 2009
Escandaloso e vergonhoso o que se le a proposito dos salarios desses senhores,quando a propria VISAO,publica entrevistas com desempregados que nem para comer tem.Carlos.
Ora bolas !
mferncosta (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 16:04 | Sexta feira, 1 de Mai de 2009
Ainda há dúvidas sobre a cupidez, a ganância, a falta de vergonha, a imensidão de falcatruas, vigarices e burlas que uma certa classe de gente rica, poderosa tem perpetrado no País, em empresas privadas, públicas, às claras e às escondidas...? Os ganhos, ou seja, vencimentos, bonus, prémios, senhas de presença, telemóveis, gasolina, cartões de crédito, viajens, etc, etc, SÃO UM ATENTADO a quem trabalha, a quem trabalhou e tem pensões que NUNCA crescem... e a quem está desempregado! E ainda querem que nós acreditemos ? Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Não foi! É pena os senhores do Compromisso Portugal e outros iguais virem agora despudoradamente pedir ajudas ao Estado. Porque o Estado devia-lhes pedir responsabilidades por aquilo que andaram a alardear " Menos Estado, Melhor Estado", ou seja a enganar, à sombra de um neo liberalismo que NUNCA poderá ser solução para qualquer problema português, a fim de poderem tirar benefícios para si e para os seus amigalhaços.
Como diz Lula da Silva - " pareciam saber tanto, esses senhores, e afinal não sabiam nada" Mas em Portugal há muita gente cega. Mas também a cegueira não pode ser total todo o tempo e afectar a todos... Havemos de acordar e depois não venham pedir misericórdia. O exemplo vem deles! Não têm pensamentos que não sejam a seu favor... São agiotas puros! VAMPIROS!
todo para ontem
galvao (seguir utilizador), 1 ponto , 17:30 | Sexta feira, 1 de Mai de 2009
realmente vivemos num pais europeu de terceiro mundo.
os chamados gestores são a unica classe que se enquadra na europa salvo seja .
pelo que li sao pagos tal e qual diferença e pouca so quem realmente, produz algo neste pais, e sistematicamente olhado de lado me com desconfiança.
pois a quando de crises somos os 1º as sofrer, e quando dela saimos voltamos a sofrer pois com os impostos que nao podemos fugir entre outras coisas
Opinando a propósito
José Gonçalves Cravinho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:13 | Sábado, 2 de Mai de 2009
Se me é permitido,ainda faço mais uma observação àcerca dos
vencimentos escandalosos dêsses Senhores patrioteiros,que são uma afronta à pobreza que grassa no País,com salários e pensões de miséria.Felizmente eu que vivo aqui na Holanda desde 1964 e
já velhote(85 anos),tenho a pensão que me foi atribuída pelo Banco
de Pensões holandês.Mas quero frisar aqui que me foi negada a parca pensão portuguesa da Caixa Geral de Aposentações,a que me julgo com direito,por ter perdido a nacionalidade portuguesa em
1972,devido a um Decreto/Lei dêsse mesmo ano.Pois fiquem lá com
essa minha pequena pensão que me foi roubada,que com os juros
vencidos,sempre ajudará um pouco o Orçamento.Eu vendi a minha fôrça de trabalho ao estrangeiro,mas não vendi a minha alma e
apesar de ter nacionalidade holandesa,sinto-me português até morrer.Sou mais português do que êsses que desgovernam o Pais,
e o vendem aos bocados aos interêsses estrangeiros.
A Pátria-Mãe p'ra mim madrasta/empurrou-me prà emigração/
e maldita seja a Governação/ que Portugal p'rà miséria arrasta.
A (des)vergonha da ganância
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 18:03 | Segunda feira, 4 de Mai de 2009
Existem concerteza estilos de vida que necessitam de muito "guito" para serem mantidos; ele é amantes, luxo. esbanjamento, luvas, capas de revistas, tráfico de influências (também é pago), escravos, a dízima para a máfia, guarda-espaldas, testas-de-ferro, empresas falsas, conhecimentos (p.ex, no Conselho de Estado, no BdP, em Bruxelas, na Bolsa, no Magistério, para alterar uma ou duas vírgulas, etc). O que me custa a entender é estes tipos viverem num feliz alheamento da miséria que paira à sua volta( se bem que eles pagam para não terem "um pé-rapados" a menos de 500 mts-um custo que me esqueci) e como se existísse alguma justificação para os rendimentos que auferem. È um facto que os portugueses são uns verdadeiros parolos, podem não precisar de um carro novo mas se tivérem dinheiro, trocam-no todos os anos (?), podem estar encravados de dívidas mas têm de ter um carrito novo cada 4 anos, é uma questão de escala! Mas de quem é a culpa? É dos tipos como este azeiteiro do Ulrich que vivem como abutres da desgraça alheia, e o Sócrates ainda vai emprestar dinheiro aos bancos. É que com isto perde-se a noção do mérito do trabalho, da dignidade do esforço, da criatividade, do empreededorismo....o que é preciso e "confiança política" e "máfia de contactos". E ainda pagamos para sermos "regulados" por um valente punhado de ideotas que confundem criação de riqueza com distribuição de fundos.
Sucialismo
palorca (seguir utilizador), 1 ponto , 9:04 | Quarta feira, 6 de Mai de 2009
E ainda dizem que hà deficet tarifàrio!
É vergonhoso para este pobre País onde se recompensa com "TACHOS" inclusivamente PULITICUS que têm um historial...(J. Penedos)!Mas mais grave é que se separou a distribuiçao da EDP e criaram-se mais lugares para boys,que brilham querendo lucros obscenos numa espiral que não tem em conta o estado a que esses senhores conduziram o País,com a desculpa que se sabe!
Votem meus senhores votem nestes xerifes de nothingam!
Salários dos Gestores: A Crise Não é Para Todos...
JPFalcão (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Quarta feira, 6 de Mai de 2009
Remunerações obscenas, atentatórias de quem aufere um salário médio em Portugal (pouco mais de 1000 euros) para não falar duma legião de pessoas que vivem na situação de pobreza ou no limiar desta.

Estes "gestores" - muitos dos quais nem competentes e/ou honestos são -, devia ter vergonha de aparecer nos "media" a debitar sentenças sobre a crise e a necessidade de baixar, por exemplo, salários da exmagadora maioria dos trabalhadores, maxime, funcionários públicos! Como é que os "media" dão cobertura e audiência a esta gente??? Porque é que não denunciam frequente e veementemente estas autênticas afrontas??? Porque é que grande parte dos jornais e as TV's ao invés disso, INCENSAM esta gente???? Porque é que - e falando agora em particualrdos gestores/nababos da Função Publica -, quando afirmam, como fez o Governador do Banco de Portugal, que os seus "salários" são "exorbitantes ou excessivos, os jornalistas não os desafiam a aceitar a redução desses seus rendimentos para valores moral e socialmente aceitáveis??? E sendo muita desta gente oriunda de ideologia "socialista"(!!!) a pergunta que fica é: E SE ASSIM NÃO FOSSE???
J P Falcão - Porto
uns coitados ignorantes estes gestadores do caos
alvaroalexandre (seguir utilizador), 1 ponto , 17:49 | Quarta feira, 6 de Mai de 2009
a mudança sempre começa por baixo
nas mais altas consciências
esta é sempre uma necessidade
lembro-me que até Jesus rezava
e nada
tudo continua na mesma
hoje e como antes
eles regressam sempre e multiplicam-se
só nos resta acreditar que o final dos tempos seja já
assim ficavam apenas alguns
esta corja ia toda para de onde nunca deviam ter vindo
a inexistência
TODOS PROTESTAM MAS TUDO VAI CONTINUAR NA MESMA
andrade da silva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:01 | Quinta feira, 7 de Mai de 2009
Fazemos barulho mas nada acontece, aliás, o que vai acontecer após as legislativas será bem pior do que está..Será a completa aliança politica e económica da bloco central. É ouvir o Sr. Braga de Macedo, o Sr. Pina Moura ( que delicioso frente a frente no TVI 24) o Dr. Sampaio, o Sr. Eng. Cravinho e todos os demais que ganham com o bloco de interesses, para perceber qual é o azimute, consumar a ligação de facto , em casamento entre o PS e o PSD

Manuel Alegre diz que este bloco central é imoral, mas nada também vai acontecer, porque como já sabemos a sua atitude será da critica moral, talvez com carácter sistemático, mas nada acontece é que é, portanto só ficará ruído e o auto-eco narcísico.

Finalmente se a estratégia liberal de reduzir a expressão eleitoral do PCP em favor do bloco de Esquerda, se concretizar com êxito, então já não haverá nenhuma barreira séria à total conquista do poder pelo bloco central, porque mais que proteste o Sr. Manuel Alegre, a sua voz no interior do PS com o secretário geral Sócrates, Santos Silva e Lelo, será mero ruído.

Sem uma alternativa politica a critica de vozes semi-isoladas serão exactamente simplesmente isso, vozes, e nunca poder para mudar o quer que seja.

  Todavia competiria ao PCP fazer uma profunda análise politica ao resultado das sondagens, porque não pode haver tão pouca gente mobilizada para travar uma luta decisiva para barrar o caminho ao neo-liberalismo, será que o PCP não se isola num conceito de obediência ?
    Re: TODOS PROTESTAM MAS TUDO VAI CONTINUAR NA MES   
longueira (seguir utilizador), 1 ponto , 0:49 | Sexta feira, 8 de Mai de 2009
    Re: A INGERÊNCIA DO SR. PRESIDENTE É GRAVE   
andrade da silva (seguir utilizador), 1 ponto , 1:11 | Sexta feira, 8 de Mai de 2009
    Re: A INGERÊNCIA DO SR. PRESIDENTE É GRAVE   
longueira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:30 | Sexta feira, 8 de Mai de 2009
Salários dos gestores
genoca (seguir utilizador), 1 ponto , 3:56 | Quinta feira, 7 de Mai de 2009
Não foi apenas o capitalismo deturpado, foram também a dignidade e a solidariedade humana.

Eugénia Guerreiro
20 comentários
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