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Diários de Viagem

Rute Norte na Índia [17]

Vamos à Cidade Almoçar

17:26 Quarta, 17 de Março de 2010
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Rute Norte na Índia  - Rute Norte na Índia [17]

Aproveitemos este almoço para falar de questões nucleares, agora que a Índia lançou o seu primeiro submarino nuclear - de tecnologia exclusivamente indiana - o "Arihant", ou seja, o "destruidor de inimigos". Este é o primeiro de dois submarinos que Nova Deli desenvolveu com ajuda russa. Até agora, a Índia apenas conseguia lançar mísseis balísticos por terra e ar; com o Arihant poderá fazê-lo também por mar. Estes submarino transportará ogivas nucleares e poderá disparar mísseis até 700 quilómetros de distância. Lembremo-nos que a Índia se recusou a assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Lembremo-nos também dos constantes conflitos entre a Índia e o vizinho Paquistão, por causa do diferendo sobre Caxemira.

Citando o jornal Público (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393375 ):

"Coincidência ou não, assinalam-se hoje os dez anos de um confronto armado entre a Índia e o Paquistão junto à Linha de Controlo (LOC), que separa os dois lados de Caxemira. A mini-guerra eclodiu depois de o chefe do Exército paquistanês ajudar militantes islamistas caxemires a transpor a LOC. Morreram 1100 soldados de ambos os lados.

A Índia, que conduziu o seu primeiro teste em 1974, deverá possuir entre 45 e 90 armas nucleares. O rival Paquistão, que também desde a década de 1970 desenvolve um programa nuclear, anunciou em Maio de 1998 que realizara cinco ensaios atómicos.

Mas não terá sido apenas por rivalidades com o seu arqui-inimigo que o Governo indiano investiu tanto na construção dos submarinos. As autoridades vêem também com apreensão o fortalecimento militar chinês, que não só tem tornado a China numa forte potência regional, operando na zona de influência de Nova Deli, como lhe tem permitido vender armamento aos vizinhos indianos, Paquistão e Sri Lanka.

A necessidade de um reforço das defesas marítimas tornou-se ainda mais evidente depois dos atentados de Bombaim, em Novembro do ano passado, uma vez que foi por mar que os atacantes chegaram a solo indiano. "O mar está a tornar-se cada vez mais relevante no contexto dos interesses de segurança da Índia, e temos de reajustar a nossa preparação militar a este ambiente em mudança", acrescentou Singh [Primeiro-Ministro indiano]."


Resumindo e (infelizmente não) concluindo: temos ali um problema e vamos torcer para que os vizinhos se entendam, para bem deles e também para o nosso, pois ainda vamos apanhar por tabela.


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O Kailash depressa se apercebeu que uma garrafinha de água por dia não era nada. Não faríamos mais nada senão parar para comprar água. Assim, não foi de meias medidas: tratou de comprar logo duas ou três caixas, ficámos com água para toda a viagem. Uma das coisas incluídas nesta viagem, pela agência, era água fresca ao dispor. Pelo que percebi era uma garrafa por dia, mas com 44 graus diários uma é manifestamente insuficiente, pelo que me ofereceram toda a água que precisei. Levávamos uma geleira no banco de trás.


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E bananas, é algo que vamos comprar muitas vezes. Bananas, maçãs e algumas mangas. Sobretudo bananas, que é só descascar e comer. De vez em quando também oferta da agência de viagens. Hoje foi.

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