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Rácios para tomada de decisão....

Escolher uma empresa para investir na bolsa não é tarefa fácil, é preciso ter em conta vários factores. É certo que não existem fórmulas mágicas, mas há técnicas que podem facilitar a tomada de decisão, mesmo para os investidores "não financeiros", como a utilização dos rácios financeiros ou de mercado.

João de Deus
9:10 Segunda, 7 de Setembro de 2009
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Estes indicadores são importantes para a leitura e interpretação da saúde financeira das empresas, mas nunca esquecendo: devem ser utilizados como base de apoio para uma decisão adequada e complementados com outras técnicas.

É preciso "alguma prudência" na utilização dos rácios, "sob pena de se tirarem conclusões incorrectas ou mesmo com pouco significado".

  • Pontos fortes e fracos

Os rácios financeiros têm vantagens e desvantagens. Por um lado são "mais intuitivos e objectivos", pois condensam uma grande quantidade de informação complexa de forma simples e sucinta. Para além de serem um bom indicador da saúde financeira de uma companhia, permitindo comparações entre empresas. Por outro, constituem uma análise quantitativa que se baseia em dados históricos e não tendo em conta os dados qualitativos, como por exemplo a capacidade da equipa de gestão ou a qualidade dos seus produtos, e também não avaliam as condicionantes sectoriais, o ambiente económico e até as diferentes práticas contabilísticas.


Para além dos rácios mencionados, existem outros que podem ser fundamentais para melhorar a análise do investmento. P/FC (PCF em inglês, de Price Cash-Flow), pois dita "a verdadeira capacidade de a empresa gerar dinheiro, revelando a parte que cabe a cada acção". Mas não pode "ser considerado lucro, pois tem que se lhe descontar as amortizações e as provisões mas, de qualquer maneira, indica a capacidade de gerar lucro"; RCP\ROV (Rentabilidade dos Capitais Próprios/Rentabilidade Operacional das Vendas), que revela "o que a empresa ganha num ano, depois de descontar amortizações de equipamento, pagar despesas e o imposto sobre os resultados"; RLA (Resultado Líquido por Acção ou Earnings per Share [EPS]), pois "dá uma ideia da capacidade da empresa em gerar resultados para o accionista" e da Taxa de Dividendo (Dividend Yeld), que "em momentos de crise, sobressai face a outros indicadores". Este indicador permite "comparar os rendimentos obtidos com acções com os rendimentos obtidos por outros produtos de menor risco, como os Certificados de Aforro ou Obrigações de Tesouro".

A análise histórica da empresa é importante, mas fundamental é saber qual o futuro que lhe está reservado. Para fazer uma análise financeira previsional o investidor precisa de ter capacidade para prever a evolução das diferentes componentes dos documentos financeiros e estar atento aos passos dados pela administração, no sentido de saber se os pressupostos das previsões estão em sintonia com a estratégia da companhia.

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