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Portugal SA, o País visto como uma empresa

 

10:26 Sexta, 2 de Outubro de 2009
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Portugal SA é um research da DIF Broker da autoria de Tiago Fernandes e de Ruben Xavier. Consistiu em avaliar Portugal do ponto de vista da sua capacidade competitiva, analisando-o como se de uma empresa se tratasse.

Uma maioria dos nossos mais reputados economistas, têm vindo a alertar para a necessidade de perspectivar Portugal a longo prazo no sentido de avaliar da possibilidade do país poder ou não entrar em colapso financeiro. Pareceu-nos prioritário fazer esta análise a fim de concluir com objectividade.

A política que tem sido dominante neste País, marcada pela total ausência de consensos, é sempre responsabilizada quer pelas decisões tomadas quer por aquelas que não toma. A ideia de que os políticos poderiam ser qualificados de gestores, só porque ocupam lugares na administração da PORTUGAL SA é uma utopia ou um mito. A abordagem feita ao País como se fosse uma empresa tem isso em consideração. A realidade é que Portugal tem sido um país com demasiados políticos, poucos gestores e muito menos investidores. A política nacional não tem tido estratégia económica ou, se a teve, ela serviu apenas alguns políticos e só por coincidência ou casualidade em algum momento pôde beneficiar o país.

A grande maioria dos gestores portugueses de maior reputação gerem empresas de "quase monopólio", sem problemas de estruturação de capitais ou de financiamentos, demonstrando claramente que, nessas condições, somos tão bons como quaisquer outros de não importa que outro país.

Ao mesmo tempo deixa claro que a capitalização do nosso tecido económico é, assim, o calcanhar de Aquiles da nossa economia.

A capitalização de Portugal SA também afecta sectores cuja reestruturação se mostra consensual. Na educação, a necessidade de aprender conceitos base em economia, de forma generalizada como já acontece com o ensino do inglês, é premente e permitiria que noções como consumo, receitas versus gastos e investimento fossem compreendidas desde muito cedo.

O empreendedorismo e a noção de risco podem ser ensinados e mostraria quão importante seria constatar que, como está convencionado na nossa sociedade, o risco só tem um lado e esse lado é o mau.

Uma cultura empresarial reflecte-se no incentivo à criação de empresas com estrutura para poderem vir a ter um capital aberto assim como à formação dos seus accionistas, o que permitiria uma gestão mais profissionalizada. Um outro sector aqui envolvido é, naturalmente, o fiscal. A sociedade PORTUGAL SA necessita de capitais e esses capitais não podem provir unicamente do aforro nacional. Devem contar também com o internacional. Os investimentos estrangeiros conseguidos são-no, na sua maioria, com apoios do estado ou seja, com acesso à poupança nacional. O objectivo deve ser outro. Captar poupança internacional para projectos nacionais. Esse sim é o objectivo que pode ser concretizado se for encontrado um modelo fiscal atractivo.

Porque estamos a falar de capitais não podemos deixar de referir o capital de risco mas com uma cultura diferente daquela a que nos habituou. O capital de risco, em Portugal, nunca teve uma ligação ao mercado de capitais e por essa razão nunca se mostrou capaz de captar investidores. Infelizmente, para o bem ou para o mal, o dinheiro é a pedra angular de qualquer modelo económico ou de qualquer política.

Portugal SA tem uma visão diferente e faz uma abordagem diferente da nação mais antiga da Europa que é Portugal.


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O Vil Metal
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 13:33 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
O dinheiro é a pedra angular de qualquer modelo económico ou de qualquer política?
Pensava que os constrangimentos da economia assentavam nos recursos naturais. Se não há recursos, não há matérias-primas, logo não há economia possível.
Não será, pois, o dinheiro (capital) a consequência e não a causa de toda a actividade económica?
Consistindo a economia na actividade de produzir e consumir, no limite, parece-me que o dinheiro serve apenas para ajudar a suportar a escassez.
Portugal SA
simples.palavras (seguir utilizador), 2 pontos , 22:48 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
Pretendem os autores mostrar que o dinheiro "pedra angular" é o sistema de qualquer economia ou política...controlado por um punhado de gente de topo.
Será que as gerações futuras terão condições minimas de sobrevivência por inexistência de recursos naturais?
O dinheiro não se transforma em comida, água e oxigénio para a nossa sobrevivência. A preservação do meio ambiente é que permitirá a continuidade da própria existência humana.
Há muita coisa que o dinheiro não compra...
opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:25 | Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
Eu,um simples operário emigrante na Holanda,dersde 1964 e já velhote,(quase 86 anos)não entendo nada de Economia e Finanças a não ser a economia caseira que tem de ser administrada com a finança da minha pensão de velhice,mas o que eu estranho nêste
artigo é que o escrevente e também os comentadores,não focaram
os escandlosos ordenadões dos galifões,(Directores,Gestores) galifões/Directores,Administradores,Gestores)quer da Tap,quer doutra qualquer Emprêsa.Pois segundo eu penso os escandalosos
ordenadões dêsses Senhoritos certamente que podem levar uma Emprêsa à falência.E êsses patrioteiros duma figa,tal como os
Banqueiros,assumem-se como os salvadores da Pátria.Mas aqui na
Holanda também há situação semelhante no que respeita aos
ordenadões dos galifões.
formação económica nas crianças
leitor (seguir utilizador), 1 ponto , 11:37 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
Interessante a formação económica nas crianças. Efectivamente poupar é uma decisão económica, para ganhar dinheiro devemos tomar decisões económicas e para gastar dinheiro a mesma racionalidade é necessária. O conceito de dinheiro no seu todo precisa de ser explicado às crianças
    Re: formação económica nas crianças   
simples.palavras (seguir utilizador), 2 pontos , 23:16 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
ainda sobre a racionalidade e o exemplo da Tap
leitor (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
Se os pilotos da Tap tivessem percebido qual é a racionalidade económica de uma empresa não teriam feito greve. Uma empresa que só vive à custa do contribuinte e que tem um grupo de trabalhadores que faz greve à espera de melhores condições numa empresa que já não lhes pode pagar o que lhes paga não tem racionalidade económica. Por outro lado talvez os pilotos tenham feito greve justamente porque perceberam a racionalidade económica desta empresa, que é de continuar a operar quer tenha perdas ou muitas perdas ou só perdas
    Re: ainda sobre a racionalidade e o exemplo da Tap   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 21:56 | Sábado, 3 de Outubro de 2009
    Re: ainda sobre a racionalidade e o exemplo da Tap   
nome (seguir utilizador), 1 ponto , 17:58 | Terça, 29 de Dezembro de 2009
O estudo Portugal SA que esta no PDF
leitor (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Terça, 5 de Janeiro de 2010
Li na revista Invest de Janeiro um excelente trabalho sobre o estudo Portugal SA com comentarios de Eduardo Catroga, João César das Neves e Luis Mira Amaral. Para quem não se quer dar ao trabalho de ler o PDF do estudo Portugal SA que está com este artigo (eu não li tudo) tem ali um resumo que me parece interessante.
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