A administração diz que a decisão visou "homogeneizar a informação". Oposição fala em acto de censura. Sócrates desmente que tenha tido influência. Moura Guedes conta que tinha novas "cachas" no caso Freeport. DÊ A SUA OPINIÃO
12:00 Sexta, 4 de Setembro de 2009
Partilhe este artigo:
A suspensão do Jornal Nacional de sexta-feira caiu como uma bomba na vida política nacional. Para muitos, a decisão da administração da Media Capital é um acto de censura, que visa calar uma voz incómoda para o Governo e o primeiro-ministro. Este, por seu turno, diz não ter tido qualquer influência e exige explicações.
Acompanhe aqui e nos artigos relacionados toda a polémica em torno deste tema e dê a sua opinião no espaço de comentários.
Jornalistas da TVI querem passar notícias sobre Caso Freeport
A equipa redactorial que trabalhava para o Jornal Nacional de sexta-feira da TVI tem a intenção de manter as peças jornalísticas que estavam preparadas. Entre as investigações realizadas nas duas últimas semanas contam-se pelo menos duas peças sobre o Caso Freeport. "São peças comprometedoras para o primeiro-ministro", assegurou à VISÃO um jornalista que trabalha na equipa do Jornal Nacional de sexta.
A decisão de suspender a emissão do Jornal habitualmente apresentado por Manuela Moura Guedes partiu do proprietário da TVI, o grupo espanhol Prisa. No seguimento dessa decisão, toda a direcção da TVI se demitiu. A mesma fonte, que não pode ser identificada, assegurou que os alinhamentos do telejornal eram mantidos secretos pela equipa redactorial e que, se foi essa a razão para a sua suspensão, os conteúdos foram "espiados".
"Homogeneizar a informação", defende a administração
A administração da TVI justificou, esta tarde, a suspensão do Jornal de Sexta com a necessidade de homogeneizar o noticiário durante toda a semana, e assegurou que em nada será alterada a "informação de qualidade e de interesse nacional".
A reacção da administração da TVI surge na sequência das especulações que surgiram quanto aos motivos que conduziram a esta decisão.
Em comunicado, a TVI esclarece que a grelha de programação da TVI foi alterada com o "objectivo de homogeneizar e reforçar a consistência do Jornal Nacional ao longo de toda a semana".
"São peças comprometedoras para o primeiro-ministro", venham elas! Estamos num país livre.
Não há nenhuma razão válida para que a TVI as não publique. Sim, porque a Manuela Moura Guedes não detém a propriedade desse material. A informação pertence à TVI, quer seja ela a apresentá-la ou outro jornalista da estação.
O proprietário da TVI, o grupo espanhol Prisa, não anda aqui para perder dinheiro. Analisou os índices de audiência e, servindo-se da sua experiência em casos destes, resolveu cortar o mal pela raíz.
A 'princesa' do jornalismo de esgoto abespinhou-se? Toda a direcção da TVI se demitiu? Que maçada, lá vão os números do desemprego aumentar, mais cedo ou mais tarde.
"A mesma fonte, que não pode ser identificada", mas que jornalismo é este, senão sensacionalismo puro e duro? Para quê este segredo de polichinelo de "alinhamentos do telejornal mantidos secretos"? Secretos? Isto é inaudito!
Bem, uma coisa é os jornalistas terem o dever de não revelar as fontes, outra é a inconcebível existência, numa mesma redacção, de 'quintais privados'' secretos. Pois, andou muitíssimo bem a Prisa ao despedir a MMG.
Amanhã, já veremos o calibre dessas informações. Cá por mim, a montanha vai parir uma rato.
Francamente, discutir o episódio de M-M-G. nao se me afigura que mereca o impacto que está a suceder consecutivamente neste site.
Quer se goste ou nao do Sr. José Socrates, sou da opiniao, como já aqui foi dito, que o dito senhor, nao iria - porque nao é estupido- interferir no despedimento da referida Sra. com eleicoes à porta.
Quanto à tao falada Sra., sabe-se que é péssima jornalista e com carácter mal formado e Ponto Final... mude-se de linha.
Respeitosos cumprimentos.
Santos Silva - Hamburg/Deutschland
A ser verdade, o que consta na noticia, há que por em publico, seja de que maneira for, por exemplo o que diz vguerra (penso que é vaso de guerra, o que é um bom nick nome) ISTO É , NO YOUTUBE.
Grande vaso de guerra, assim é que é.
Cumprimentos.
Santos Silva - Hamburg/Deutschland
Afinal falavam da era do dr Salazar, ora aí esta ela com maiores requintes de pulhiçe, esta democracia tem de ir abaixo pois só interessa ãos tubarões da ladroagem e bandidagem.
Socialismo deste só na sibéria.
Onde está escrito nesta notícia que os jornalistas foram impedidos de divulgar notícias do FreePort?? Julgo que ninguém pensará que pelo facto do Jornal Nacional de sexta-feira, apresentado por aquela espécie de jornalista, ser suspenso, vai deixar de existir informação na TVI. De notícias "comprometedoras" na TVI estou eu farto!!!... É curioso como os outros canais (SIC, RTP) não têm destas notícias! Já estou a imaginar o João Kleber a apresentar o Jornal Nacional...
O jornalismo deve ser independente, isento... e o/a jornalista não devem emitir opiniões pessoais sobre a notícia.
Quanto a mim este sempre foi o erro de MMGuedes.
DEPOIS DIZEM QUE ESTAMOS NUM PAÍS LIVRE E DEMOCRÁT
Não era preciso ser-se bruxo que depois de tudo que se passou com a TVI e a sua compra pelo senhor que tem uma larga quota na SÓJORNAL (portanto o Dr Balsemão que se cuide), o desfecho só podia ser este, portanto em moldes denocráticoS, VOLTOU O LÁPIS AZUAL, MAS... AGORA MAIS ELEGANTE NÃO ACHAM?. Pois é... estamos a VINTE E QUATRO DIAS DO DIA D, NÃO NOS PODEMOS DEIXAR ENGANAR PELAS PALAVRINHAS MANSAS DO SR PINTO DE SOUSA, O AINDA PRIMEIRO MINISTRO, TODO ELE SE DERRETE, COMPAREM AQUELAS PALAVRINHAS MANSAS, COM AQUELAS HÁ 6 MESES ATRÁS, VEJAM SÓ O DESCARAMENTO, AGORA ATÉ DIZ O QUE DIZ EM RELAÇÃO AOS PROFESSORES, DIZ O SENHOR QUE HOUVE FALTA DE COMUNICAÇÃO MAS... ELE A SANTA LURDINHAS OS MAINATOS DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO TINHAM O REI NA BARRIGA E PARA A FRENTE É QUE ERA O CAMINHO, AGORA COITADOS, ESTÃO A TERMINAR, JÁ ANDAM A FAZER AS MALAS, COMO É EVIDENTE A ESPERANÇA É A ÚLTIMA A MORRER.
POVO DO MEU PORTUGAL, NÃO PODEMOS EMBARCAR EM AVENTURAS ESTA GENTE, PARA GANHAR AS ELEIÇÕES É CAPAZ DE TUDO, COMO POR EXXEMPLO VANDER A ALMA AO DIABO. ASSIM MAIORIAS VENHAM ELES DE ONDE VIEREM TÊM DE SER NEUTRALIZADAS. PARA ACABAR É PRECISO DESCARAMENTO.
VIVA A LIBERDADE, VIVA O 25 DE ABRIL. LÁPIS AZUIS COMO DIZ UM DOS MINISTROS DESTE TRISTE GOVERNO. JAMAIS... JAMAIS.
A mentira, calúnia, as fontes que não revelam quem são, tudo isto cheira a podre. É pena, neste País, ainda existir gente invisivel. Os iluminados, correram em direcção as TVs., a condenarem José Socrates,
mas será possivel alguem acreditar, que algum Socialista tomava a atitude de MANDAR retirar o jornal desta srª. do ar? Não passará pela cabeça das pessoas que neste momento, tudo o q acontecer, o culpada é sempre o mesmo? que tudo deve ser INVESTIGADO, mas a SÉRIO? BOA NOITE
Pessoalmente congratulo-me pelo vexame feito á ex dona da TVI, que a coberto da tolerancia do marido insultava e difamava todos aqueles que não eram da sua côr. o telejornal da sexa moderado por essa senhora, era mais parecido com um tribunal de inquisição. De resto é na TVI que eu vejo todos os telejornais, executados por excelentes profissionais, menos á sexta feira.
Vivemos num pais em que cada vez mais à custa da comunicação social se condena tudos e todos, essa "jornalista de trazer por casa" foi muitas vezes acusada de arrogante, prepotente e de denegrir a classe jornalistica, temos esse exemplo no bastonário dos advogados, mas agora que alguêm teve a coragem de a tirar do parque de diversas delas o que muito favorece a imagem da TVI, quem teve que ser o bode espiatório "socrates", sinto cada vez mais que vivo num pais onde tudo se pode dizer e fazer que o povo é unicamente mero espectador, acho que deveria haver um novo 25 de abril que o outro já está esquecido por muitas pessoas.
Eu não gosto da Manuela Moura Guedes. Gosto mais do Marinho Pinto. Tería sido uma boa ocasião para mudar a Srª. de sítio (para outra posição que não «jonalista»). Mas esta história nesta altura em particular é grave porque não se limita a configurar um caso de censura mas marca mais um paço na falta de pudor em censurar.
Mais do que um controlo dos meios de comunicação social por parte dos governos (o que não é novidade nenhuma), este fait-divers marca o momento em que, no pós-25-de-Abril, a censura deixou de ser velada e escondida na hiérarquia das empresas de communicação de massas.
Antes, os jornalistas eram controlados através do seu editor. Havia controle político mas passava sempre pela hierarquia das empresas. Agora é à descarada.