Visão - Homepage
Faça aqui o seu
Subscreva dos feeds RSS da visão.pt
RSS
Assinaturas: Papel | Tablets e Vouchers | Digital
Convite aos Leitores: Deixe aqui a sua Opinião
Página inicial  >  Opinião  >  Ricardo Araújo Pereira  >  Paz e amor para todos menos para mim

Paz e amor para todos menos para mim

Acreditar que Deus existe é uma convicção profunda, mas acreditar que não existe, curiosamente, não é

5:35 Quarta, 30 de Dezembro de 2009
Partilhe este artigo:

O Natal é tempo de paz, tempo de amor, tempo de lamentar a existência de pessoas como eu. Não admira que seja uma época que toda a gente aprecia. No dia que assinala o nascimento do salvador, o cardeal-patriarca não resistiu a lembrar que há quem não tenha salvação possível. Acaba por ser uma observação animadora. Se alguma coisa pode transtornar quem mereceu um lugar no paraíso é o facto de haver fila para entrar. Pois bem, eu serei menos um a obstruir os portões do céu: na homilia da missa de 25 de Dezembro, D. José Policarpo saudou os judeus e todos os que acreditam num Deus único - mas, ostensivamente, não me saudou a mim, que sou ateu. Os judeus acreditam tanto como eu que o menino cujo aniversário se celebrava é o filho de Deus. No entanto, receberam uma saudação. Para mim, nem um caridoso aceno de cabeça.

O ateísmo tem sido, para mim e para tantos outros incréus, a luz que me tem conduzido na vida. Às vezes fraquejo, em momentos de obscuridade e de dúvida, mas, mesmo sendo incapaz de provar a inexistência de Deus, tenho conseguido manter a fé - uma fé íntima fundada numa peregrinação que tem a grandeza e a humildade da longa caminhada da vida - em que Ele não exista. Todos os dias busco a não-existência do Senhor com renovada crença, ciente de que a Sua inexistência é misteriosa demais para que eu a tenha inventado.

É certo que o mesmo D. José Policarpo já havia dito que o ateísmo era o maior drama da humanidade - acima da fome, da guerra e do próprio time-sharing. Fê-lo, porém, em data menos misericordiosa. Sonegar saudações no Natal é particularmente cruel. O anátema mais duro é o que é lançado no tempo do perdão. Estou habituado a receber anátemas e garanto aos menos experientes que os anátemas natalícios são os que aleijam mais. Em todo o caso, no fundo eu sei bem que não sou digno de ser saudado. Acreditar que Deus existe é uma convicção profunda, mas acreditar que não existe, curiosamente, não o é. Alguém, munido de um aparelho próprio, mediu a profundidade das convicções e deliberou que as do crente são mais fundas que as do ateu. Quando alguém diz acreditar em Deus, está a exprimir legitimamente a sua fé; quando um ateu ousa afirmar que não acredita, está a agredir as convicções dos crentes. Ser crente é merecedor de respeito, ser ateu é um crime contra a humanidade. Ainda assim, esperava ter sido saudado. Eu não acredito em Cristo, mas sempre acreditei nos cristãos. É a primeira vez que vejo um deles recusar ao menos uma saudação a um pecador.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
 
 
Aumentar texto  Aumentar texto Diminuir texto  Diminuir texto ImprimirImprimir Enviar por emailEnviar por email
Partilhe este artigo:
 
 
36 comentários
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Acreditar...
a.dúvida (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:42 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
Qualquer pessoa que indague sobre a existência de Deus tem inicialmente, uma opinião préviamente formada. A de um ateu é que Deus não existe, a de um crente é que Ele existe.
Claro que damos mais valor às opiniões que concordam connosco do que àquelas que discordam...
Cada um tem as suas convicções, não há mal nenhum nisso. Mas ser-se ateu, implica, per si, admitir a possibilidade da existência de Deus.
O homem sente necessidade de se justificar, sente necessidade de uma razão para proceder de certa forma,... dizer que se acredita em Deus "porque sim" é um não argumento.
Não venho aqui discutir a existência ou não de Deus... Qualquer que seja a nossa opinião, ninguém consegue explorar o assunto sem uma ideia pré concebida.
Gostei francamento do seu texto.
Paz e amor para si e um excelente 2010.
Sara
subscrevo.
Eudissequetal (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 17:07 | Quinta, 31 de Dezembro de 2009
Apesar de católico, discordo profundamente da igreja na forma em como tenta transformar a fé num negócio, como tenta distorcer a história do mundo, do seu conservadorismo medieval e também do fanatismo de muitos dos crentes.

Concordo em absoluto com o RAP. Sempre mordaz e corrosivo, sem cair na crítica barata.
    Re: subscrevo.   
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 1:34 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:08 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
Como ateu,aqui expresso a minha saudação a Ricardo Araújo Pereira por êste seu artigo.Pois se consta nos Direitos Humanos,que
se deve respeitar a liberdade das crenças religiosas,também devia
constar o respeito pela liberdade dos ateus poderem apregoar as suas objecções às crenças religiosas.Eu sei que aos Poderosos que governam o Mundo,lhes interessa a manutenção das várias Religiões,
porque elas são o ópio dos Povos.Em Portugal,a Seita Negra ou seja a Internacional Vaticana,sempre esteve ao lado dos opressores e exploradores do Povo,seguindo a norma do apóstolo Paulo que dizia
que se deve obedecer à Autoridade porque toda a Autoridade vem de Deus.E os Deuses foram criados pelo Homem,à sua imagem e semelhança e segundo os seus interêsses.O Deus biblico do judaico-cristão é um Deus caprichoso,tirano,vingativo e sanguinário.
Que Deus é êsse assim tão mau,
tão tirano e tão sanguinário,
que se porta pior que um marau,
e mata o «Filho«no Calvário ?!
    Re: opinando a propósito   
nahar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
    Re: opinando a propósito   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 18:47 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
    Re: opinando a propósito   
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:01 | Domingo, 3 de Janeiro de 2010
Ateus
manelcaldeira (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:39 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
Partilhando eu do mesmo ideal do Ricardo, entre outras coisas, custa-me entender a ideia de bondade e compreensão que está associada à Igreja e aos cristãos que depois não é posta em prática quando surge alguém com ideia ou opinião diferenciada. Da parte da Igreja há sempre a ideia dos "bons" e dos "maus", de "eles" e "nós", o que me parece inadequado pois o que se espera é que tudo seja feito para, apesar do credo, podermos viver em comunidade de forma pacífica e organizada.
    Re: Ateus   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 20:06 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
    Re: Ateus   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 19:09 | Sexta, 1 de Janeiro de 2010
    Re: Ateus   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:26 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
    Re: Ateus   
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 1:28 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
Drogas intelectuais
Epicuro (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:59 | Quinta, 31 de Dezembro de 2009
As drogas intelectuais, ao contrário das drogas físicas, não são proibidas. Quando alguém entra em transe religioso, e começa a falar de seres de outros mundos e demais visões decorrentes do consumo de drogas intelectuais, toda a gente acha normal. Já se for decorrente de uma droga física toda a gente fica indignada. É uma discriminação para com os toxicodependentes. Se alguém é apanhado numa transe de álcool, proíbem-no de conduzir e é socialmente excluído. Se é apanhado numa transe religiosa, a fazer figurinhas em Fátima de joelhos e dizer palavras mágicas, já acham muito normal. Não há igualdade perante as drogas nem perante os drogados. Está mal. Se é permitido aos teodependentes que consumam, que tenham casas de chuto só deles, e ainda que levem a sério (sem se rir) o que dizem sob o efeitos das suas mocas, também havia de existir a mesma liberdade, tolerância e respeitabilidade para os que gostam mais das outras drogas, e para o que dizem sob efeito delas. Dizer que Deus não existe a um religioso é a mesma coisa que dizer a um heroinómano que a moca que a heroína dá é virtual, e só acontece na cabeça dele. É lógico que o toxicodependente recusa-se a crer que a sua moca não é real. Além disso não há ninguém mais odioso que um limpinho no meio dos drogados. É o que acontece aos ateus no meio dos cristãos. Um gajo que se recusa a partilhar a nossa droga merece morrer. E é esse o ódio dos cristãos aos ateus. Pior que aqueles que consomem outras drogas só os limpinhos.
    Re: Drogas intelectuais   
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 1:30 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
    Re: Drogas intelectuais   
assokapa (seguir utilizador), 1 ponto , 18:45 | Domingo, 3 de Janeiro de 2010
    Re: Drogas intelectuais   
Epicuro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Terça, 5 de Janeiro de 2010
hm
poem (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 20:42 | Quinta, 31 de Dezembro de 2009
O que se entende por "DEUS"?

Uma pessoa acredita ou não acredita.
Para acreditar ou não acreditar, significa que houve ponderação.
A ponderação é feita com base em experiências de observação e comparação.
Isso está dependente da definição de conceitos e da percepção.

Daí a questão que coloquei - O que se entende por "DEUS"?
Será que cada um de nós tem a mesma interpretação sobre "DEUS"?
Acho que a existência de diferentes religiões mostra-nos que não.

Acreditar em DEUS não é, na minha opinião, sinónimo de se ser religioso, de se seguir uma religião. Isto de acordo com a minha ideia sobre DEUS (todos temos alguma...).
Para mim essa palavra significa o Universo e o seu funcionamento, aquilo que se vê e o que não se vê.
Sou mais um participante/espectador deste infinito.
Infinito de tudo, até de opiniões. Mesmo que seja apenas uma ilusão da consciência.

Bom Ano
:)
saudações de um cristão, para si
silvino (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
sempre mordaz =D

achei refrescante a inversão da frase de Gandhi para «Eu não acredito em Cristo, mas sempre acreditei nos cristãos.» mas fiquei sem perceber a intenção (para além do recurso humorístico)

não sei quais foram as fontes do ricardo, mas estive a medir com o meu «fezómetro» e parece que não acreditar em deus é convicção ainda mais intensa, na unidade internacional «megafézada por minuto».

ah.. e já agora.. saudações de um cristão, para si (:
UM ESCRITO DE REFERÊNCIA
A.PEREIRA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:23 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
Não sei se o meu caro amigo e autor desta peça escrita tem consciência de que acabou de produzir um referencial de erudição intelectual, com uma simplicidade apenas ao alcance de muito poucos. O tema - que vai para além da «verdade aparente» - é tão polémico quanto milenar mas não me recordo de ter alguma vez deparado com abordagem tão fina de uma realidade grosseira, mesmo que comummente aceite pela negligência da fé religiosa e dos seus mais eminentes intérpretes.

Já agora, a inexistência de "Deus" é de fácil prova, utilizando apenas os mais simples instrumentos da razão. Quando a supressão da sua alegada existência coloca o indivíduo perante um vazio insuportável, essa prova é impraticável.

Parabéns pelo seu artigo.
isto é um título
silvino (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Quarta, 30 de Dezembro de 2009
o RAP utiliza a crónica com humor. não é um artigo de opinião, no sentido restrito, penso eu. ele compreende bem a dinâmica e os requisitos do formato em que se insere. só por isso, já merece a minha atenção e admiração ..embora discorde veemente dele ..é a bida =D
RAP
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Quinta, 31 de Dezembro de 2009
Para um cristão estás a pedir pau nas costas.
Para um ateu convida-te para comer.
Eu não te dou pau nem te convido para comer, porque não sei em quem acreditar.
Qual será a minha religião?
    Re: RAP   
S.R. (seguir utilizador), 1 ponto , 21:05 | Terça, 5 de Janeiro de 2010
Paz e amor para todos menos para mim.
alexandre barreira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Sexta, 1 de Janeiro de 2010
Meu caro RAP, se Deus existe o Diabo também. Portanto não te rales porque tanto um como o outro são Deuses e se és ateu, ou seja, se não acreditas em Deus, o Diabo agradece e a vida continua !
Bem visto!
slb_addicted (seguir utilizador), 1 ponto , 17:29 | Sexta, 1 de Janeiro de 2010
Bem, se os ateus ficam excluídos das saudações e afins, o que dizer daqueles que, como eu, acreditam que tanto pode existir como não existir? Complexa (des)crença a minha em que, a existir Deus, não me cheira que ele esteja interessado em muitas das baboseiras que a generalidade das religiões (senão mesmo todas) anda a vender. Simples visão a minha, segundo a qual, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (e já agora, dos animais também) deveria estar acima de qualquer religião ou regime político, com todo o respeito pelos mesmos (ou pelo que tiverem de bom). E, acima de tudo, moderada posição a minha, a de não impor o que acho, porque sou apenas mais uma no Universo, mas de não hesitar em dizer o que penso do assunto sempre que este vem à baila.

E sim, isto: Acreditar que Deus existe é uma convicção profunda, mas acreditar que não existe, curiosamente, não é, é profundamente contraditório. Lá está, pensa a minha humilde pessoa que qualquer das duas pode ser uma forte convicção, e penso o mesmo da minha e da de muitos que pensam parecido a mim e ainda de outras maneiras, sobrando, basicamente nada (ou sobrando talvez o extremo da convicção forte - ditadura, imposição, radicalismo, xenofobia, parvoíce em geral - tudo o que prejudica demais os outros... e isso parece-me que está um pouco por tudo quanto é religião).
os verdadeiros ateus são os próprios católicos!
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
Olá :) Aqui vai a minha humilde opinião sobre este artigo! como eu adoro este assunto!!!
Isto é tão simples de perceber!!! Vamos lá então:
Os verdadeiros Ateus, são os próprios senhores nazis da igreja católica romana! Como é que é possível ainda haver tanta dúvida? Quem é que ainda se acredita que o vaticano, os bispos, os cardeais e alguns padres acreditam em Deus? E quando escrevo nazis, refiro-me mesmo aos nazis de hitler, nazismo puro!!!
Como diz um amigo meu, os católicos são como nazis disfarçados!
Senão vejamos: A melhor maneira de conquistar as pessoas e criar uma única "raça pura" é dividir mentes, crenças!!! "Divide and Conquer" já nos mostra a história, uma das mais usadas e mais funcionais estratégias utilizadas hà séculos para controlo da humanidade! Esses senhores que estão por detrás da igreja, do vaticano e de todas as falsas religiões em torno do cristianismo, sabem disso muito bem!!! e usam a não crença em Deus que todos eles têm para criarem religiões fundamentalistas em torno de um Deus que eles próprios não acreditam à priori mas que, como não se consegue provar a sua existência física, torna-se extremamente fácil criar um movimento, uma ceita religiosa, uma religião, mesmo que falsa, que o é, a igreja católica, em função de um Deus que eles próprios inventaram para controlo populacional! é espeta.colar o que eles fazem, muito astuto e de uma capacidade de controlo impressionante! mas o mais engraçado é isto: é que eles é que são os ateus!!!
os verdadeiros ateus são os católicos
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
só que não o admitem, nem o podem admitir pois isso seria revelarem-se! por isso atacam violentamente e de forma impiedosa os que se assumem livremente como ateus! porque esses senhores sabem que os ateus têm razão! e que a verdade passa não pelo Deus da igreja católica mas por uma inteligência mais evoluída que criou o Homem e toda a natureza à sua imagem e semelhança! Os ateus estão mais próximos da verdade sobre as nossas origens, são os que gostam de questionar e pensar por si e não pelo que os outros lhe dizem para pensar! os ateus pensam, não andam como cordeiros! eu pessoalmente,não me considero nem ateu, nem agóstica, nem religiosa! Mas estou a observar tudo :) e é engraçado e ao mesmo tempo triste como as pessoas no planeta terra se comportam! é triste porque o planeta é lindíssimo e paradisiaco e a única espécie biológica que nele coabita, o Homem tem destruído e deturpado tudo e toda a verdade! mas será por pouco tempo :)
Bem, mas se fosse só isto. mas vou ficar por aqui... isto dá para escrever um livro espeta.colar e alta.mente!!! ahahahah e estou a escrever :)
Não acreditar é acreditar!
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 2:13 | Sábado, 2 de Janeiro de 2010
E outra coisa importante que convém dizer é que as pessoas ignorantes que são, especialmente os católicos, nem sequer sabem o que é ser ateu e pensam que uma pessoa que seja ateia, não acredita em Deus! isto é que é preocupante pois demonstra total ignorância! mas é muito "graças" ao papel da igreja católica que não lhes interessa diferenciar ser ateu e ser agnóstico, é tudo no mesmo saco! e as pessoas engolem isso tudo como verdade! bem-dito sejais vós, senhores!
E para que não restem dúvidas que na verdade, Acreditar que Deus não existe é uma convicção tão profunda do que acreditar que Ela existe, se conseguirem perceber, sentindo que, não acreditar é um acto de Fé tão Poderoso quanto o acreditar o é! Não Acreditar é Acreditar em Não Acreditar, logo é Acreditar em algo, neste caso no não acreditar! +3a -3a = 0 (a de acreditar) como vêm, a matemática existe por alguma razão e explica-nos o sentido das coisas, não acreditar cegamente e acreditar cegamente, são forças contrárias que se anulam! e nos levam ambas, ao ponto zero!, onde dizem que de tudo vem e para onde tudo vai! por outras palavras: Deus :) eu prefiro chamar-lhe de Deusa :) ou o Grande Electron como George Carlin o diz...
36 comentários
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Grupo ImpresaACAP