Ópera de Tchaikovski em cena no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, até dia 29
Há duas irmãs - Tatiana e Olga - e uma pilha de livros. Há a mãe e a ama delas. Há uma visita: Lenski. Este anuncia que traz um amigo e vizinho Oneguin. O Evgueni que dá nome à ópera de Piotr Ilitch Tchaikovski, em cena no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Olga é arrebatada por Lenski e Tatiana logo se perde de amores por Evgueni. A primeira é correspondida, a segunda nem por isso. Está traçado o enredo - construído a partir do texto com o mesmo nome de Aleksandr Sergeevitch Puchkin - que vai levar a um desfecho infeliz (como é clássico nas óperas).
Mas o libreto pouco ou nada importa. Em primeiro lugar importa a música de Tchaikovski - absolutamente sublime e extremamente bem interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a batuta do maestro Michail Jurowski (dias 23 e 25, será dirigida por Johannes Stert). Importam as árias de Tatiana (a soprano ucraniana, Natalija Kovalova) e do Príncipe Gremin (o baixo russo, Alexei Tanovitski).
A primeira derramando o seu amor por Evgueni, na qual Kovalova é sublime, mostrando o grande potencial dos seus dotes vocais - apesar de um pequeno deslize na última nota da ária. Quando já quase no fim da ópera, entra em cena, no camarote presidencial, o Príncipe Gremin, a voz de Tanovitski inunda o São Carlos. Os seus graves são de tal forma brilhantes que é impossível não ficar preso à sua voz.A encenação, do reconhecido encenador alemão, Peter Konwitschny é limpa e eficaz, sendo de destacar a utilização do pano de boca vermelho que imprime uma forte carga dramática às cenas de Tatiana com Evgueni.
O Coro do São Carlos está, como sempre, muito bem, em todos os momentos - e são vários - em que entra em cena. Serão precisos mais pretextos?
Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa. Dias 23, 25 e 29 (às 20) e 27 (às 16)
Primeira peça de Harold Pinter pelos Artistas Unidos. Texto de Jorge Silva Melo
O Quarto é a primeira peça de Harold Pinter. Um casal toma o pequeno-almoço. Ela fala, ele está absorto. A vida quotidiana num mundo ameaçado. A peça conta com a tradução de Pedro Marques, e interpretações de Lia Gama, João Miguel Rodrigues, Cândido Ferreira, João Meireles, Sylvie Rocha, Carlos Paca. Em Comemoração três casais iniciam um diálogo que se torna numa guerra de palavras. José Maria Vieira Mendes traduz a peça que tem as interpretações de Alexandra Viveiros, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Sílvia Filipe, Sylvie Rocha, Tiago Matias, Vânia Rodrigues. Ambas as peças são uma co-produção dos Artistas Unidos/ Teatro Municipal de Almada.
E a encenação está a cargo de Jorge Silva Melo que escreve: "Harold Pinter. Um universo de incertezas, contradições, mentiras, invenções, não-ditos, uma escrita sucinta, rarefeita. E um diabólico domínio da lingua que lhe permite, com quase nada, criar tensões. Numa segunda-metade do século XX dinamitada por tantas vanguardas, Pinter insistiu sempre no realismo presencial do teatro: um sofá é um sofá e ele gosta de quartos de três paredes. Os seus celebrados diálogos são coloquiais e muitas vezes anódinos. Mas um "bom dia" dito por uma personagem sua pode ser um jogo mortal e não uma fórmula de cortesia.
O seu ramo não é o da psicologia. Não temos passado para muitas personagens, nem motivação para os seus actos. Filho do "behaviourismo" dos "Assassinos" de Hemingway, O Serviço, um dos seus primeiros textos, é uma constatação. Ora, como é que um actor se pode limitar a constatar? Limitar-se a estar presente, sem as armadilhas das intenções profundas? (...)
Mais tarde, Pinter, começando um novo ciclo na sua obra, depois de em 1970 ter encenado no Mermaid Theatre de Londres uma peça de James Joyce, Exilados, peça então esquecida, debruçou-se sobre esta estrutura ibseniana e veio sobrepor ao teatro da surda ameaça com que as suas peças iniciais foram rotuladas, um teatro da memória, os intrincados torcidos e tremidos da memória de que são exemplo Paisagem e Há Tanto Tempo. Parece ter deixado de haver perigo ou o perigo está dentro de nós, num passado nunca lembrado mas sempre presente. A que também não é alheio o trabalho que fez com Joseph Losey ao tentar adaptar Proust ao cinema (que dará, em 2000, a adaptação cénica Remembrance Of Things Past).
Porque a sua escrita é viva, se move imparável numa tentativa cada vez mais acerada de abranger o mundo pantanoso, houve quem se surpreendesse com a clareza política de alguns dos seus textos dos anos 80/90 de que Um Para O Caminho é famoso exemplo. Mas esta clareza, esta economia, esta brutalidade rarefeita vinham de trás, de muito longe: e os pobres diabos ameaçados de O Serviço ou de Feliz Aniversário estavam no mesmo universo onde o poder é arbitrário. Só que agora quem entra em cena é o ameaçador, quem toma a palavra e vai até à boca de cena não é o ameaçado. E também Harold Pinter dá voz (e deu corpo ao representá-lo ele próprio) ao torturador..."
Cinco peças sobem hoje aos vários palcos do Festival de Teatro de Almada. A escolher e a não perder.
Todos os grandes governos evitaram o teatro íntimo, de Daniel Veronese, que também encena, estreia-se hoje, às 22, no palco grande da Escola D. António da Costa, em Almada. Construída a partir de Hedda Gabler, de Henrik Ibsen, a peça de 2009 interroga o modo como a sociedade contemporânea olha a mulher. Veronese fixa-se na resistência mais subtil que, muitas vezes, as condiciona à invisibilidade dizendo mesmo que "continuamos a diferenciar a avaliação dos comportamentos em função do sexo de quem os pratica". Com Claudio Da Passano, Elvira (Pipi) Onetto, Marcelo Subioto, Osmar Nuñez e Silvina Sabater da companhia espanhola Teatro Metropolitan. O espetáculo será legendado em português.
No Fórum Romeu Correia, às 19, oportunidade para rever (estreou a 5) A Música, de Margueritte Duras, com encenação de Solveig Nordlund. Um casal - interpretado por Carla Maciel e Manuel Wiborg - cujas vozes não nos deixam. Estão separados e o seu amor toca-nos profundamente.
Três peças às 21 e 30, em três espaços de Lisboa: O Ginjal ou o Sonho das Cerejas, de Anton Tchecov, com encenação de Mónica Calle, na Casa Conveniente; Dança da Morte/Dança de la Murete, de e por Ana Zamora, no Teatro do Bairro Alto; e Jogo Limpo, de François Bégadeau, com encenação e interpretação de Américo Silva, no auditório do Instituto Franco-Português. Em O Ginjal, a encenadora bate-se pelo direito à utopia, ao inútil, ao que já não vende e não serve para nada, paradigma do teatro e da arte. Dança da Morte recupera textos portugueses e espanhóis dos sécs. XIV a XVI, centrados na temática da morte. Neste espetáculo atores (destacando-se Luis Miguel Cintra) títeres e músicos confrontam o apagamento contemporâneo da morte com a sua dramatização arcaica. A temática de Jogo Limpo não podia ser mais atual. Monólogo de um treinador de futebol que tem que incentivar os seus jogadores a inverterem o sentido do jogo e a saírem vitoriosos do prolongamento. Uma coprodução entre o Teatro da Terra (de Ponte de Sor) e o ator e encenador Américo Silva.
Já se decidiu?
Noites Brancas, a partir de Dostoiévski estreia-se a 27, no Teatro da Trindade, em Lisboa
Dostoiévski é o ponto de partida. As suas Noites Brancas são a inspiração para o palco, mas não se julgue que se trata de uma adaptação cénica literal do romance, mas antes, de "uma apropriação do texto veiculada por uma criação que o manipula e questiona numa abordagem que não se quer subserviente e ilustrativa do mesmo". Assim se explica o colectivo Procur.Arte que hoje sobe ao palco do Teatro da Trindade, que co-produz o espectáculo.
Reflectir sobre a relação criada entre o significado de um texto e todas as variáveis extensões proporcionadas pela presença dos corpos dos intérpretes e as imagens criadas por estes no espaço é um dos propósitos do projecto cuja encenação está a cargo de Francisco Salgado. Uma co-criação de Sofia Dinger, Bernardo Almeida e Manuel Henriques que também interpretam.
Depois de Fragmentos de um Discurso Amoroso, a partir de Jean Genet, e de Cerejal, a partir de Tchecov, o colectivo Procur.Arte debruça-se sobre o dramaturgo russo para uma intepretação original.
Teatro da Trindade, estreia a 27, às 21 e 45. De quarta a sábado.
Nos 20 anos da Companhia Teatral do Chiado a homenagem ao co-fundador Mário Viegas
Há amigos que parece que partem todos os dias. Há pessoas que quando se vão embora deixam um vazio demasiado grande. Há aqueles cuja falta parece impossível de sanar. Mário Viegas foi um desses homens. O actor, dramaturgo, encenador e co-fundador da Companhia Teatral do Chiado (CTC) morreu há 14 anos.
No ano em que se comemoram 20 anos da criação da companhia, o também actor, também encenador e também co-fundador da CTC, Juvenal Garcês encena Amor com amor se paga (um acto teatral para Mário Viegas). Uma peça em forma de homenagem com textos de Tchecov, Ibsen, Strindberg, entre muitos outros. Palavras e dramaturgos que de uma forma ou de outra estiveram ligados a Mário Viegas. Porque os interpretou, porque os encenou, ou pura e simplesmente porque gostava muito deles. "São frases onde acontece Teatro", como nos explica Juvenal Garcês sobre a escolha destes textos. Entre eles, alguns elos de ligação: o humor, o teatro, a loucura e a tragédia. Com Alexandra Sargento, Emanuel Arada, João Carracedo e a participação especial de Manuela Cassola e Juvenal Garcês.
Uma das mais populares óperas de Mozart, em cena no TNSC
Há caixas e caixotes de mudanças um pouco por todo o palco. Malas e presentes dos noivos Susanna (Joana Seara) e Fígaro (Leandro Fischetti). Ambos estão radiantes com o casamento próximo, mas o Conde de Almaviva (patrão de ambos) vai querer estragar-lhes os planos. Ponto de partida para uma das óperas buffas mais populares de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) As Bodas de Fígaro, em cena no Teatro Nacional D. Maria II, até 8 de Maio. A encenação, a cargo de Guy Montavon, director da Companhia de Ópera de Erfurt, na Alemanha, que co-produz o espectáculo, tem alguns momentos surpreendentes como a cena do casamento.
Destaque para as vozes de Joana Seara - e como é bom ver uma cantora portuguesa interpretar um papel principal no São Carlos - e de Marco Vinco, Conde de Almaviva. E para a Orquestra Sinfónica Portuguesa e coro do TNSC, como sempre, bem dirigidos por Julia Jones. Com libreto de Lorenzo da Ponte - a partir da peça de Pierre Beaumarchais La Folle Journée ou Le Mariage de Fígaro - a ópera teve a sua estreia absoluta em Viena, em 1786. Um enredo forte e extremamente divertido que esta produção soube levar a cabo.
Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa. Dias 28, 30 de Abril e 4 e 6 de Maio, às 20; 2 de Maio, às 16; 8 de Maio, às 16 (tarde família, com preços reduzidos)
FOTOGALERIA O confronto do Auto da Alma com o nosso tempo. Em cena no Teatro D. Maria II, com encenação de Luís Miguel Cintra
Há um homem muito triste (José Airosa), um homem muito firme nas suas convicções (João Grosso), dois brincalhões mais e menos cínicos (Ricardo Aibéo e Dinis Gomes), um homem muito humilde (Luis Lima Barreto), um homem muito senhor de si (José Manuel Mendes), um homem meigo (Vítor d'Andrade), um malandro (Duarte Guimarães), uma mulher, vigilante (Sofia Marques). Há ainda a Alma (Rita Blanco) e o ajudante de cena com máscara (Luis Miguel Cintra). Personagens de Miserere, o Auto da Alma e outros textos de Gil Vicente, em cena no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.
Trata-se de uma co-produção entre o TNDMII e o Teatro da Cornucópia. A encenação e colagem de textos é de Luis Miguel Cintra. Que nos diz de Miserere o seguinte: "Quisemos, cumprindo funções oficiais, corrigir uma injustiça, a do esquecimento nos últimos anos de um dos mais belos textos clássicos portugueses por demasiado 'religioso', mas quisemos também fazê-lo apostando numa encenação, isto é, numa sua leitura, nada consensual, polémica, arriscada, reivindicando para o Teatro Nacional uma vontade de intervenção artística que não seja a mera apresentação dos clássicos com a função de conservação do património dramático, e passe pela possibilidade de o tornar num lugar de criação contemporânea portuguesa. Julgo que um Teatro Nacional tem o dever de produzir progresso cultural, e que pode e deve possibilitar a provocação intelectual do seu público heterogéneo, composto em princípio por cidadãos responsáveis pelo seu próprio pensamento". A não perder. Até 23 de Maio.
Primeira encenação em Portugal da peça de Ionesco, pela mão do colectivo de criação Al.gu.res.
Há um grande círculo de madeira onde repousam duas cadeiras e um candeeiro. Vão servir de assento e de mote às duas personagens principais de As Cadeiras, de Eugène Ionesco, que o Al.gu.res, colectivo de criação, apresenta a partir de 30 de Abril, no Instituto Franco-Português, em Lisboa.
Um casal de velhos, interpretados por Pablo Fernando (que também assina a encenação) e Nádia Nogueira, recorda a sua vida sempre em busca de deixar uma mensagem ao mundo. Nesse processo, contracenam com muitas personagens invisíveis que, aos poucos, vão ocupando as cadeiras que começam a surgir em cena. Eles querem deixar um rastro de vida, querem provar que a sua existência teve um sentido e a forma como, no limite, decidem fazê-lo não tem regresso.
A peça constitui-se como um exercício de extrema concentração para os actores que têm que responder a falas inexistentes e dialogar com quem não está, interrogando pelo caminho, o público que os escuta. Nunca antes interpretada em Portugal, há muito que a vontade de a pôr em cena estava na cabeça do director. Chegou a hora das cadeiras tomarem os seus lugares e com elas descobrirmos, nalguma medida, o nosso lugar no mundo.
Instituto Franco-Português, estreia a 30, às 21 e 30. Até 2 de Maio; Comuna, Teatro de Pesquisa, de 17 a 20 de Junho; 24 e 25 de Junho, e de 1 a 4 de Julho; sempre às 21 e 30
FOTOGALERIA Nuno Lopes e Gonçalo Waddington na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, numa peça encenada por Marco Martins
Num dia igual aos outros, dois irmãos que não se viam há 15 anos reencontram-se. Num dia igual aos outros descobrem a verdade sobre o seu passado. Num dia igual aos outros, fechados numa divisão, isolados do mundo, colam as peças do puzzle do misterioso desaparecimento do seu pai. Num dia igual aos outros uma família disfuncional procura a redenção. Num dia igual aos outros a vida muda.A peça do dramaturgo americano John Kolvenbach, pela primeira vez encenada em Portugal, sobe ao palco da sala estúdio do TNDM II pela mão do encenador/realizador Marco Martins. No papel dos dois irmãos, dois dos mais talentosos actores da sua geração Nuno Lopes e Gonçalo Waddington.
"A minha ideia, ao princípio, era pensar na maneira como se reage ao trauma. Como é que cada um destes tipos reage à mesma circunstância, e se o ponto de partida é diferente, se cada uma das suas reacções iniciais é diferente, de que maneira é que isso dá origem a vidas diferentes. A personagem como uma bola de neve, a rolar pela montanha abaixo, a acumular. A raiz da personagem é estabelecida na reacção à partida do pai, e depois cresce. E quando estão separados, fica cada um deles mais igual a si próprio", assevera John Kolvenbach numa entrevista conduzida pelo encenador Marco Martins. Num dia igual aos outros será possível as bolas de neve transformarem-se em sabão?
Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, de Quarta a Sábado, às 21 e 45, e Domingos, às 16 e 15. Até 18 de Abril
O Morcego, ópera de Johann Strauss, para ver e ouvir no Teatro Nacional de São Carlos. Estreia de Maria Rueff naquele palco - a improvisar, não a cantar
O Morcego, que na verdade é notário e se chama Falke, quer vingar-se. Há três anos, num baile de máscaras, no qual vestia um fato de morcego, foi levado a beber um pouco de mais por Gabriel von Eisenberg, um abastado proprietário. O resultado não foi brilhante e desde então que quer vencer a humilhação. O seu plano é minucioso e vai envolver não só Eisenberg como a sua mulher Rosalinde, a criada Adele, Frank, o director da prisão para onde Eisenberg é suposto ir passar oito dias. Eisenberg - uma espécie de marialva desta estância termal nos arredores de uma grande cidade austríaca - tem que ficar encarcerado porque se envolveu numa luta sem sentido.
Há um baile onde todos querem ir e onde ninguém revelará a sua identidade. Começa o jogo de enganos, as trocas e voltas de uma ópera onde o riso surge a cada nova cena, num crescendo até ao terceiro acto, no qual Maria Rueff, interpreta Rã, uma guarda prisional que improvisa, (sem cantar e sem purismos) em português, retratando social e politicamente o tempo que vivemos. A encenação está a cargo da alemã Katharina Thalbach (que com apenas 13 anos se tornou pupila de Helene Weigel - viúva de Bertold Brecht - no Berliner Ensemble) que consegue fazer deste Morcego um trabalho notável. Destaque sobretudo para o segundo acto - do baile de máscaras - onde o cenário, conjugado com os efeitos de luz e som, deslumbra o espectador. A coreografia do corpo de bailado - a fazer lembrar o Thriller, de Michael Jackson - foi primorosamente interpretada.
As interpretações de Will Hartmann (Eisenstein) e de Edith Lienbacher (Rosalinde) são seguras e em sintonia, embora o corpo da voz de Lienbacher não seja o mais potente, a sua afinação e expressividade equilibram a equação. Destaque para Carla Caramujo, que interpreta com grande segurança e graça, a criada Adele. Também boas interpretações do coro, e da orquestra do São Carlos, dirigidos por Júlia Jones.
Para ver hoje, dia 1; a 3, a 4 e a 7 de Março, às 20 horas. E a 6 de Março, às 16 (tarde família)