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Sondagem

Os portugueses e o sexo

Consulte a INFOGRAFIA INTERACTVA da sondagem publicada na VISÃO desta semana. Depois, tire as suas conclusões e faça valer a sua opinião. Entre no debate, sem medos e sem pudores!

Joana Patrício
12:40 Quinta-feira, 18 de Jun de 2009

Leia a opinião de Joana Patrício, Investigadora Cesnova - Faculdade de CSH, da Universidade Nova de Lisboa, e, depois, tire as suas próprias conclusões sobre esta sondagem:

Nas últimas décadas, a sexualidade e as suas várias dimensões, que antes estavam mais ocultas na vida privada, foram, progressivamente, trazidas para a esfera pública, na sociedade portuguesa, evidenciando-se nos meios de comunicação social e nas preocupações de carácter político, cívico ou religioso. Nas relações pessoais acentua-se de forma gradual o reconhecimento da sexualidade e do comportamento sexual como sinónimo de desenvolvimento e de bem-estar individual dos seus intervenientes.

Embora se anuncie esta maior igualdade entre os parceiros sexuais, os resultados do inquérito, assentes nas respostas de 663 pessoas inquiridas, das quais 45,9% são homens e 53,4% são mulheres, mostram que estes vivem a sua sexualidade de forma bastante diferente, transpondo para o campo das práticas sexuais o que é socialmente expectável e aceite nos seus comportamentos: os homens têm uma sexualidade mais activa, ao contrário das mulheres, que indiciam um menor dinamismo.

Esta interpretação deve ser articulada com o que tradicionalmente se espera do homem e da mulher. Durante o seu crescimento e entrada na vida adulta, o homem é induzido a seguir um modelo de masculinidade, cujo carácter tradicional sublinha a sua heterossexualidade, virilidade e competição, características que são validadas entre pares e que o colocam em maior contacto com a sua sexualidade. Pelo contrário, e até muito recentemente, a sexualidade da mulher tem sido omitida, associada a uma ausência de libido ou de prazer feminino.

A existência de uma sexualidade centrada em maior actividade e prazer da mulher tem sido condenada durante séculos.

As respostas dos homens sublinham uma masculinidade assente na virilidade e na heterossexualidade, apesar de os resultados revelarem alguns casos de experiências homossexuais, ainda que residuais. Comparados com as mulheres, ao longo da sua vida, os homens têm um maior número de experiências sexuais: iniciam a sua vida sexual mais cedo, têm mais parceiros sexuais e praticam relações sexuais mais frequentemente. Dado que mais de 65% dos inquiridos e inquiridas estão casados ou vivem em união de facto, e perante uma maioria de mulheres que apenas teve um parceiro sexual, é de sublinhar o exercício da sua sexualidade mais confinado ao contexto da conjugalidade ou do namoro com o marido/companheiro/a, coincidindo relacionamento sexual e projecto amoroso e de vida. Pelo contrário, o homem, reiterando a sua masculinidade, acumula experiências sexuais antes e durante a sua relação conjugal: 60% dos homens tiveram três ou mais parceiros sexuais.

O desenvolvimento sexual do homem contrasta com a vivência das mulheres de uma sexualidade socialmente avaliada como menos positiva, marcada pela falta de informação e desconhecimento, violência e um maior acanhamento em responder a determinadas questões. Embora a maior parte das mulheres e homens diga sentir sempre prazer durante a relação sexual, no caso das mulheres esta nem sempre culmina no seu orgasmo. Este facto poderá dever--se a aspectos pessoais, mas também a constrangimentos sociais que impedem a mulher de conhecer o seu próprio corpo, como, por exemplo, através da masturbação, prática que mais de 60% das inquiridas referiram nunca ter experimentado. Pelo contrário, os homens escapam a este tipo de constrangimento social que inibe a estimulação.

No contexto do casal, e de acordo com os dados, as práticas sexuais parecem beneficiar o prazer do homem. Embora entre homens e mulheres se saliente a reciprocidade na prática de sexo oral, estas praticam-no mais e recebem-no menos. Aliás, as relações sexuais afirmadas pelas mulheres parecem ter um carácter mais tradicional, possivelmente centrado no coito, ou em outras práticas sexuais como, por exemplo, a troca de carícias.
Por último, é de destacar a violência sexual detectada no estudo. A maior parte dos inquiridos/as diz nunca ter sido coagido/a a ter sexo, mas 15% referem ter sido vítimas de "relação sexual forçada", acto criminalizado pela lei portuguesa. Por outro lado, e apesar de a maioria dos inquiridos, e sobretudo inquiridas, parecer não ter alterado significativamente a sua vida sexual por causa do medo em contrair o VIH, entre os que mudaram o seu comportamento verifica-se que os homens passaram a utilizar mais o preservativo. Pelo contrário, as mulheres poderão ter mais dificuldade em introduzir o preservativo na sua vida sexual, colocando a sua saúde em risco. Perante uma maioria de respondentes que vive conjugalmente, a introdução do preservativo poderá suscitar sentimentos de desconfiança no casal.

Os dados do inquérito mostram que a sexualidade praticada por homens e mulheres assume contornos muito diferentes que assentam no que é socialmente expectável para ambos ­ obstáculo que só poderá ser abolido no contexto da relação sexual mais igualitária.

Palavras-chave   sexo   portugueses   sondagem   estudo   reportagem   opinião   homens   mulheres   VISÃO
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Opinando a propósito
José Gonçalves Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:37 | Quinta-feira, 18 de Jun de 2009
O meu comentário àcerca dêste tema é para dizer que nos meus tempos de jovem a sexualidade era tabu devido à influência da Igreja na conduta das pessoas.Só tive a minha primeira relação sexual aos 22 anos de idade e porque fui «levado«por companheiros já experientes,a um bordel em Lisboa.Sou casado há 59 anos,tenho
85 anos de idade,e a minha da experiência sexual,pouco ou nada tenho a recomendar a quem quer que seja,pois os jovens de ambos os sexos,agora sabem mais do que eu,um velhadas que há dez anos que não tem relações sexuais.São as consequências da velhice.O meu contributo para o inquérito,é portanto zero,mas de qualquer modo os mais novos ficam a saber o que os espera.
    Re: Opinando a propósito   
helder reis (seguir utilizador), 1 ponto , 23:55 | Quinta-feira, 18 de Jun de 2009
    Re: Opinando a propósito   
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 21:06 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Novas perspectivas sobre a sexualidade
Sukiaaa (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:31 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
Apesar de acreditar na reportagem e sondagem, a verdade é que já há muitas mudanças na perspectiva sobre a sexualidade. O centrar o acto sexual no prazer da mulher não é sinónimo de altruísmo da parte do Homem, mas de inteligência e uma perspectiva correcta. Sendo eu do sexo masculino, seria ridículo não reconhecer que a sexualidade da mulher é muito mais evoluída e complexa. E no acto sexual a sua capacidade quer de intensidade quer de durabilidade são claramente superiores. Ultrapassando o instinto do homem de rapidamente atingir a ejaculação e sentir-se satisfeito, passamos para uma perspectiva bem mais tântrica da sexualidade, em que é dada mais relevância a um acto sexual longo e constantemente prazeroso do que a sua redução ao prazer em 'explosão'. É sem dúvida preferível um acto sexual prolongado (falo de horas seguidas) prescindindo da ejaculação, até porque se descobre algo fantástico: mesmo sem ejaculação o homem pode atingir plenamente o orgasmo. Quando se chega a esse ponto de auto-controlo, as diferenças entre os sexos dissipam-se, e ambos os parceiros passam a ser multi-orgâsmicos. A isto se soma o facto reconhecido pela Medicina CHinesa e pelo Taoismo de que a ejaculação provoca no homem o desgaste da sua energia vital. Para a mulher, o orgasmo apenas a reforça.
        Claro que a maior parte dos homens, para além de n conseguir admitir a superioridade da mulher na sexualidade, achará isto ridículo: mas apenas os que nunca experimentaram e nunca o sentiu.
    Re: Novas perspectivas sobre a sexualidade   
mortalha (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: Novas perspectivas sobre a sexualidade   
Sukiaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: Novas perspectivas sobre a sexualidade   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 17:43 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: Novas perspectivas sobre a sexualidade   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: Novas perspectivas sobre a sexualidade   
mortalha (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
Tenho dúvida
maria teresa (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 20:07 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
Não estou muito de acordo com os resultaddos deste estudo.
Primeiro, não acredito que 60% nunca se tenha masturbado, toda a gente o faz, faz parte da natureza humana é fisiologico. É preciso ver que há muitissimas formas de masturbação, até as crianças sem saber que o estão a fazer o fazem com regularidade só depois em adultos percebem que aquele prazer já lhe era familiar.
Segundo também me custa muito a crer que a 68% não veja qualquer tipo de material erótico, acho que o resultado se prende mais com a vergonha de assumir.
Em relação a percentagem de orgasmos, acredito que as mulheres o finjam muitas vezes, é muito estranho pois só um homem muito basico é que não consegue perceber se é ou não real, a maior parte esta-se é a marimbar para o prazer da mulher. O orgasmo é de tal forma físico na mulher mais que no homem, os espasmos, o corpo transpira, o coração acelera, a respiração fica alterada, é demasiado evidente para a desculpa de que se pensou que ela já tinha atingido o seu orgasmo. Nem é preciso fazer barulho nem aqueles gritinhos, que tanto se vé nos filmes, não têm que ser rigorosamente verdadeiros.
Por fim outro dos parametros que deixam dúvidas prende-se com a percentagem de mulheres ser maior que o dos homens. Não devemos esquecer que nesta questão deve-se subtrair por 3 tudo o que o homem diz em relação a sua sexualidade enquanto que nas mulheres se deve multiplicar por 3. Não falha, faz parte da natureza, da formação e da educação que nos é dada há seculos.
    Re: Tenho dúvida   
bernadeta (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
JA.Pombal (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
bernadeta (seguir utilizador), 1 ponto , 22:29 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
costa22 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
bernadeta (seguir utilizador), 2 pontos , 23:29 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
JA.Pombal (seguir utilizador), 1 ponto , 23:08 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
valdonascimento (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Tenho dúvida   
mmsousa (seguir utilizador), 1 ponto , 8:13 | Quarta-feira, 24 de Jun de 2009
Homossexualismo, suing e o diabo a sete
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 23:54 | Quinta-feira, 18 de Jun de 2009
Há anos que não faço sexo, desde que o meu Felismino, que Deus o tenha, se foi. E no meu tempo havia muito recato e respeito não é como hoje em que elas e eles fazem sexo a torto e a direito. É uma vergonha!

Hoje em dia há muitas modas (homossexualismo, suing e o diabo a sete) e o sexo banalizou-se tanto que as pessoas copulam só para se entreter e á falta de melhores coisas para fazer. Hoje é cada vez mais dificil achar uma moça virgem e as que estão são mal vistas. Eu bem as vejo aqui da minha janela muitas vezes enroladas com homens muito mais velhos e muitos deles casados e com filhos mais velhos do que elas. E os pais delas nem sequer ligam. Eu só perdi a virgindade aos 22 anos e depois de estar casada com o meu Felismino que Deus o tenha e que foi um grande homem.

Agora até as mulheres casadas copulam mais com outros homens do que com os maridos. Eu nunca conheci outro homem para além do meu Felismino, só uma vez é que me senti tentada por outro homem, depois de ter enviuvado, sentia-me muito sozinha e carente e ainda pensei em aceitar o seu pedido de casamento mas descobri que ele era um porco na cama e só gostava de fazer por trás, e já o tinha feito com quase todas as galderias de Lisboa. O alarve pretendia casar-se comigo para ter uma esposa mas queria continuar a enrolar-se á cansana com outras. Nunca mais, agora não quero mais saber de homens. São todos uns devassos e uns falsos que só pensam naquilo...
    Re: Homossexualismo, suing e o diabo a sete   
Vindix (seguir utilizador), 1 ponto , 15:58 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: Homossexualismo, suing e o diabo a sete   
RayanaWolfer (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Sábado, 27 de Jun de 2009
    Re: Homossexualismo, suing e o diabo a sete   
RayanaWolfer (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Sábado, 27 de Jun de 2009
JU
julper (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
Eu questino: qual a faixa etária das pessoas inquiridas. Eu tenho 36 anos e não me identifico muito com o que li. Casei com o 3 namorado que tive, tive dois filhos dele, divorciei-me e casei novamente com outra passoa. Não concordo com o 'dormir com qualquer pessoa', mas numa relação a dois considero que vale tudo e à que ser desinibido/a e tirar o maximo prazer do acto sexual. Considero que é uma parte muito importante na vida de qualquer casal. Tanto a mulher como o homem devem explorar o seu corpo e o do companheiro e devem encarar isso como normal, só assim conseguem ser felizes sexualmente. A sexualidade é para ser vivida intensamente e com muita entrega de ambas as partes.
Há tanto para dizer...
JA.Pombal (seguir utilizador), 1 ponto , 13:37 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
A sexualidade faz parte da vida do homem, tal como a alimentação, a respiração, e todas as componentes não só fisiológicas, mas também psíquicas.
Actualmente, não é vista como fim exclusivamente reprodutivos, ou apenas como fonte de prazer para o sexo masculino, mas sim como uma forma de prazer e de descoberta do eu e do outro. Digo mais, um homem ou uma mulher necessitam de ter uma boa relação com a sua sexualidade, independentemente da orientação sexual, das práticas sexuais, dos parceiros, da própria fisionomia.
Não nos podemos esquecer que é fundamental a educação sexual desde cedo, para manter os jovens informados e assim contribuir para escolhas conscientes e com o mínimo de riscos possível, não só no que respeita a situações de gravidez, mas também de transmissão de infecções sexuais.
A família deveria ser o principal vector de informação, o que infelizmente ainda não acontece na maioria das famílias portuguesas. Essa questão vai ao encontro do que refere o Sr. José cravinho, em que os mais velhos referem frequentemente que os jovens sabem muito mais do que eles sobre estas questões como forma de tentar desculpabilizar o seu fechamento. Sim, os mais jovens hoje têm à sua disposição muitos meios para se informarem, mas é sempre importante conhecer as experiências das pessoas mais velhas.
E atenção, as pessoas que se encontram numa fase mais avançada de vida também têm direito à sua sexualidade, devendo considerá-la um aspecto muito importante, talvez essencial.
É pena que não se vendam orgasmos na farmácia
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
É pena que não se vendam orgasmos na farmácia

E se se vendessem deveriam ser comparticipados pelo estado, para ver se o nosso povo ficava satisfeito e deixava de se preocupar tanto com a sexualidade alheia
    Re: É pena que não se vendam orgasmos na farmácia   
JA.Pombal (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
A sexualidade
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 20:45 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
Tendo começado relativamente cedo, aos 14 anos, com a paixão da minha juventude (com quem continuei durante mais 6 anos até chegarem as "agruras da sogra", os preconceitos e a maturidade - "o amor e uma cabana" fica bem é nos filmes), tendo experimentado uma "ida às meninas", e tendo "passeado" um pouco até ao casamento aos 25 anos (tenho 50, portanto 25 de "montanha russa"), sou talvez "experiente " o suficiente para ter uma opinião.
Sobre a sexualidade existem muitos mitos, e grande parte deles nasceu na sociedade ocidental, sec. 17, 18, e 19, e extereotipada pela Igreja e por uma pseudo-moral modernista donde sobrou todo o marketing que existe hoje à sua volta, com o que de mais negativo com ele acarreta, a mercantilização do sexo puro e duro. A sexualidade tem sido escalpelizada do seu sentido mais nobre - dar corpo à emoção e paixão.
    Re: A sexualidade   
José Gonçalves Cravinho (seguir utilizador), 1 ponto , 21:33 | Sexta-feira, 19 de Jun de 2009
    Re: A sexualidade   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Sábado, 20 de Jun de 2009
    Re: A sexualidade   
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Sábado, 20 de Jun de 2009
    Re: A sexualidade   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 13:36 | Sábado, 20 de Jun de 2009
A mania das regras
cmvg1971 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:14 | Domingo, 21 de Jun de 2009
Li o dossier relativo à sexualidade dos portugueses e achei-o muito interessante.
No entanto, acho que há uma certa tendência para se imporem normas e para se definir o que está "in" e "out" e, se antigamente o sexo era mal visto, agora parece quase uma obrigação.
Em termos de sexualidade, acho que cada um sabe de si e ninguém tem nada a ver com o que cada um faz dentro das quatro paredes de um quarto (ou noutro local), desde que cada um dos parceiros (sexuais e/ou afectivos) esteja satisfeito.
Não admira que, com toda imposição e "normativização", haja pessoas que perdem o interesse pelo sexo e que até estejam saturadas.
    Re: A mania das regras   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Domingo, 21 de Jun de 2009
    Re: A mania das regras   
cmvg1971 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Domingo, 21 de Jun de 2009
Modernidade versus igualdade
mmsousa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Domingo, 21 de Jun de 2009
Li o artigo, mas o que vou deixar aqui é, não o resultado de pesquisas feitas por entre um leque maior ou menor de pessoas, que por si só, tem apenas o valor de uma “sondagem”! O que vou deixar é um testemunho pessoal, não só daquilo que vivi até hoje em termos de sexualidade, como aquilo que me é dado a conhecer por outras pessoas, do sexo feminino e masculino!
Cada caso é um caso! A aparente modernidade das mulheres, hoje em dia, a independência, ou a aparência dela, é uma delas. Podemos, ou achamos que podemos, ser aquilo que quisermos, sem que isso seja uma fatalidade ou uma âncora que carregamos para toda a vida.
Como se sabe, a liberdade é um valor bonito em absoluto mas que convém lidar com muito cuidado. É aditiva, e a maioria das vezes leva a excessos, e a simples ideia de que fazemos porque podemos, trilha caminhos perigosos.
O campo da sexualidade é quem mais tem privado com esta condição. De submissas passámos a activas num piscar de olhos e muito se perdeu nesse caminho de desembaraço social e afectivo. O romantismo por exemplo…ficou pelo caminho…
No entanto, tenho para mim, como convicção forte, que no falando do sexo oposto as coisas mudaram tb e muito! O interesse sexual e o avanço para as novas experiências em maior quantidade, e variedade de género é tão mais volátil que deixa qualquer mulher moderna à beira de um ataque de nervos!
Com 43 anos e 15 anos de casamento, posso dizer que em termos de qualidade e minha vida sexual está melhor que nunca! Seja o sexo praticado de uma forma mais ou menos rápida (conforme o tempo, local e disponibilidade!) é 90% das vezes, excelente! No entanto já dei com o meu parceiro a pensar o melhor, de perfeitas atrasadas mentais apenas porque as hormonas o “obrigam” a isso.
O que é certo é que somos diferentes …e ponto final! Podemos evoluir em termos de inibições, podemos agir de uma forma menos preconceituosa e despudorada, mas os homens vão ter sempre uma forma de encarar a sexualidade diferente da das mulheres!

    Re: Modernidade versus igualdade   
anita (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Domingo, 21 de Jun de 2009
    Eu sou moderno mas possessivo.   
mortalha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
Mentiram ou omitiram na sandagem
Mia Maria (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Quarta-feira, 24 de Jun de 2009
50.6% dizem que nunca se masturbaram !? Confesso que estou perplexa!

68.7% nunca viram pornografia. Claro que não!

Acho estes numeros alarmantes, principalmente o facto de as pessoas terem vergonha de assumir tudo o que seja em relação ao sexo. Qual é o problema de haver masturbação!? Nenhum!! Eu até considero bastante saudavel.

    Re: Mentiram ou omitiram na sandagem   
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 21:34 | Quarta-feira, 24 de Jun de 2009
Eu acho
Elsa Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 2:09 | Quinta-feira, 25 de Jun de 2009
Infelismente continuam a existir muitos tabus/preconceitos em relação ao sexo, apesar de tanta informação que em anos passados nada havia. No entanto não considero que hoje, entre os adolescentes, exista tabu. Antes pelo contrários. Neste momento, a generalidade dos adolescentes, utiliza o sexo como "moda" e não existem, para mim, nessa faxa etária, qualquer diferenciação no comportamento sexual. Não quero com isto dizer que façam mal, apenas condeno quando não existe a consciência para a utilização do preservativo. Quanto às pessoas mais velhas, ainda existe muito tabu, pela educação que tiveram e nos tempos em que viveram. No entanto, acho que mesmo assim já há mais alguma abertura.
Quanto às pessoas inquiridas, creio que muitas delas se sintam inibidas em darem, como afirmativas, determinadas respostas.
Quanto à masturbação, ainda é de alguma dificuldade algumas pessoas entenderem que é um acto sexual tão normal como outro qualquer.
Aconselho vivamente o Yoga Tantrico.

Partilha de ideias e experiencias 1
Africano (seguir utilizador), 1 ponto , 20:30 | Quinta-feira, 25 de Jun de 2009
O artigo não me diz muito em termos de estatística porque eu ainda acho que a sociedade portuguesa e muito fechada e conservadora, se há coisa que nos palopes herdamos dos portugueses e conservadorismo e tabus, protocolos e por ai alem fora.
Há alguns pontos, que eu gostaria de dar a minha humilde opinião, baseada na minha humilde experiencia, mas antes queria reforçar que sim a mulher e superior ao homem, não há dúvidas nisso, afinal de contas ela tem a capacidade de dar vida a um ser (coisa q não faria sem nos), mas sempre sai dela!
Ego do Homem, e um dos seus maiores inimigos, só que leva tempo a ser reconhecido como tal, maturidade, mas eu pessoalmente acho que se esse mesmo ego quando sincronizado com ego da sua parceira, vai se muito longe. Maturidade Sexual, e algo controverso, cada caso e um caso como MMSOUSA disse, eu pessoalmente não associo a maturidade sexual a idade das pessoas, porque nos dias de hoje uma pessoa de 20 anos pode ter muito mais experiência que uma de 40, não e moral mas e a realidade, a prática faz a perfeição Contudo as mulheres são que nem um vinho a medida que elas amadurecem melhor elas…, claro que tudo tem um limite talvez depois dos 45 já e outra escala que desconheço Mas contudo eu acredito que a melhor fase das mulheres e quando elas atingem os 30 em diante, já tem mais autoconfiança já se conhecem melhor e já não tem medo dizer o que pensam como querem as coisas, vão perdendo muitos tabus, também não acontece a todas
Partilha de ideias e experiencias 2
Africano (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Quinta-feira, 25 de Jun de 2009
como e o caso (anita com todo o respeito). Mas aos 31 a comunicação melhora muito, o que e o factor mais importante numa relação, sexo entre um casal. Mas como e de conhecimento de todos as mulheres amadurecem muito antes dos homens, e parece com o virar dos seculos mais ainda, portanto esses 31 podem virar a pagina antes psicologicamente. Isso de certo modo explica as diferencas de idades nas relacoes, mas Anita antigamente nao era muito diferente, para nao falarmos dos casamentos arranjados.
Expectativa da Mulher. Nem todo tem o poder de ler a mulher apriori/aposteori ao sexo, o homem na sociedade e considerado como um ser que ao nascer ja vem com sabedoria de como satisfazer uma mulher, sim porque mesmo no primeiro beijo dele nem q for aos 7 anos , a menina já espera que ele saiba beijar, agora eu pergunto se vocês mulher não se conseguem satisfazer com o quotidiano, como esperam que o homem apriori tem de saber…, dai que a comunicao e muito importante, VOCÊS mulheres tem de dar um desconto aos homens, também e normal que tenham uma certa expectativa, mas se ele não corresponder as vossas necessidades, nao tenham problemas em dizer, “olha assim mexe mais comigo, e gosto também q ao msm tempo agarres aqui, por exemplo”, meigamente de forma a não dar a entender q ele não sabe o q ta fazer, usem o vosso forte, que mind controller, e controlem a mente dele.
Partilha de ideias e experiencias 3
Africano (seguir utilizador), 1 ponto , 20:36 | Quinta-feira, 25 de Jun de 2009
O homem deve aceitar bem isso, porque ele ta apreender, ate mesmo os que são muito afectados pelo ego, porque o segredo do sexo e que se esta sempre apreender a gente nunca sabe tudo, porque cada caso e um caso, cada mulher e diferente de outra, o que se aplica numa não necessariamente se aplica noutra. Portanto aos meus colegas, Homens eu digo, o que me dizem a mim por não beber, para se apreciar um Whisky e preciso saber apreciar, pois o mesmo se aplica as mulheres que: “PARA SE APRECIAR UMA MULHER E PRECISO SABER APRECIAR E COMO APRECIAR”, e isso não se especifica apenas, no número de orgasmo que tu ou ela atinge a tua prioridade deve ser e ela e o resto vem facilmente.
Mulheres tenham em mente que nem todos os homens tenhem acesso a tanta experiencia, infelizmente que neste caso posso dizer felizmente a falta de luz e TV, brinquedos em África leva-nos a prestar atenção a outras coisas e pratica-las, mais cedo, se me perguntarem quantas pessoas, fiz ou tive não sei dizer honestamente (mas sempre podem dividir por 3 como acima mencionou foi mencionado, Contudo, quantidade não e qualidade, e variedade não e necessariamente mais experiencia, acho ate q quanto mais fazes com a mesma pessoa melhor tens oportunidade de melhorar uma vez que não há tabus, mas o meio aonde eu cresci sempre disseram "se o mais safado possível enquanto miúdo/jovem para depois acalmares e não tentares fazer o no futuro o que não fizeste no passado, secalhar porque as mocas eram umas boas bandidas
    Re: Partilha de ideias e experiencias 3   
Sukiaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Sexta-feira, 26 de Jun de 2009
48 comentários
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