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BPN

Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro de mentir

Ouvido na comissão de inquérito ao BPN, o ex-presidente do banco acusou Dias Loureiro de se desviar da "verdade factual" e de ter mentido sobre uma reunião com o ex-vice-presidente do Banco de Portugal

visao.ptLusa
22:11 Terça, 26 de Maio de 2009
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Oliveira e Costa falou esta terça-feira perante a comissão parlamentar encarregue do caso BPN e atacou sobretudo o antigo administrador do banco Dias Loureiro. O ex-presidente do BPN começou por afirmar que as declarações de Dias Loureiro na comissão parlamentar de inquérito "permitiram-lhe grandes economias sobre a verdade factual" e "desviaram-se do cerne das questões".

"As respostas dadas aos deputados correspondiam melhor ao modelo que tinha" e "desviaram-se do cerne das questões" com "grandes economias sobre a verdade factual", disse Oliveira e Costa.

A estratégia de Dias Loureiro "em grande parte foi frustrada pelas argutas perguntas dos deputados", acrescentou.

Por outro lado, entre as versões de Dias Loureiro e do ex-vice-governador do Banco de Portugal, António Marta, de um encontro sobre a supervisão ao BPN, "a verdade está do lado de António Marta", considerou Oliveira e Costa, acusando Dias Loureiro de mentir.

O ex-presidente do grupo SLN e do BPN declarou depois que o antigo administrador terá afirmado em 2002 que seria presidente do grupo num curto prazo de tempo depois da sua entrada. "Dias Loureiro intitulou-se em certos círculos presidente do BPN", acrescentou.

Acusações a Joaquim Coimbra 

De acordo com Oliveira e Costa, que está a ser ouvido pelos deputados da comissão de inquérito ao BPN, Joaquim Coimbra forçou à ruptura das negociações para vender o grupo a entidade estrangeiras, nomeadamente a interesses ligados à família real da arábia saudita e ao grupo americano Carlyle.

"Foi assim [forçando a ruptura das negociações] que Joaquim Coimbra teve oportunidade de se vingar" e "iniciar um processo de destruição do grupo SLN [Sociedade Lusa de Negócios]", afirmou Oliveira e Costa.

Uma fortuna para Cadilhe

Sobre Miguel Cadilhe, o ex-presidente do banco revelou que a sua entrada no grupo custou duas vezes e meia mais do que aquilo que Oliveira e Costa ganhou durante uma década.

Oliveira e Costa foi o fundador e esteve durante anos à frente do BPN e do grupo SLN, do qual é um dos maiores accionistas (com mais de três por cento), de onde foi afastado em inícios do ano passado, após pressões nesse sentido de outros accionistas de referência.

Os investidores árabes

Perante a comissão de inquérito, Oliveira e Costa assegurou ainda  que os accionistas da SLN recusaram o valor de venda do grupo acordado em Londres numa reunião com investidores árabes, que fixava as contrapartidas em 2,75 euros por acção.

"A viagem a Londres culminou com um acordo entre as partes para vender o grupo SLN com as seguintes condições: 2,75 euros por acção. O negócio foi apresentado ao Banco de Portugal e solicitei um encontro com os conselheiros para lhes apresentar a avaliação do grupo em 1,3 mil milhões de euros", revelou Oliveira e Costa.

"Isso é uma proposta insultuosa que serve os seus interesses e não os nossos", terá dito um accionista da SLN a Oliveira e Costa, acrescentando que "o que eu quero é vê-lo na cadeia", numa reunião que acabou de forma "turbulenta" e "que quase que acabou à estalada".

Palavras-chave  BPN
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José Gonçalves Cravinho (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Terça, 26 de Maio de 2009
Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velho,
(85 anos)vendi ao estrangeiro a minha fôrça de trabalho,mas os detentores do Poder Económico e Político em Portugal,vendem a
Pátria aos bocados aos interêsses estrangeiros.Êles pertencem
à mesma «Escola» dos que me empurraram p'rà emigração.
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