Os mercados reagem a estatisticas oficiais, mas seria melhor que não o fizessem porque elas não querem dizer nada de muito fiável. Na passada semana sairam os numeros do emprego nos Estados Unidos e o mercado fez o que costuma fazer subir descer enquanto se lê melhor as estatisticas. Pois agora que foram esmiuçadas vê-se que o orgão oficial fez uma revisão dos numeros e encontrou mais 1.2 milhões de desempregados. Antes eram 7.2 milhões agora são 8.4 milhões. A revisão do mês de dezembro também é interessante de 85.000 passaram para 150.000. Com este tipo de margem de erro não há estatistica que resista. Já aqui se falou em outro post na fiabilidade dos numeros do crescimento da economia americana agora o emprego, será que alguém fala verdade?
1. A estatística não é nenhuma ciência. É uma disciplina que tem um papel na ciência em campos experimentais e observacionais, mas o padrão de variação dos dados com que lida é tal, que raramente a resposta da estatística é óbvia.
2. O mais das vezes, as pessoas tendem a responder aos questionários estatísticos dizendo, precisamente, o contrário do que pensam na esperança de influenciar os resultados.
3. Os números (estatísticos ou outros) não são a realidade, apenas uma parte dela.
Lá nos Estados Unidos como cá o importante deve ser aquilo que se escuta e não aquilo que é oficial. A Goldman Sachs e os seus ex colaboradores espalhados pela politica seriam também bons candidatos a serem escutados. Talvez depois fosse possivel perceber porque faliram os concorrentes directos e depois apareceu dinheiro para salvar a AIG