Aprendeu a fazer bombas com aspirinas e o mercúrio dos termómetros e, durante a sua curta carreira como operacional da Al Qaeda, nunca lhe faltou a inspiração para engendrar armas de destruição maciça - desde o uso de telemóveis como detonadores de grandes cargas explosivas ao manuseamento de substâncias químicas e biológicas, capazes de provocar o envenenamento a milhares de pessoas. Fala em português, inglês, italiano e árabe com a mesma convicção e conhecimento de teologia, história, política internacional e informática. Paulo José de Almeida Santos admite ter muitas faces e "heterónimos, como Pessoa". Extractos de uma entrevista a alguém que se fartou de ser um burguês para se converter em Abdullah Yusuf - literalmente, José, servo de Deus -, um fundamentalista assumido, que acredita na Jihad (a Guerra Santa) e no Califado para "salvar a Humanidade" e restituir a dignidade aos muçulmanos.
Leia a entrevista exclusiva na VISÃO desta semana.