Todos sabemos que as eleições europeias não costumam ser muito participadas. As razões apontadas pelos partidos são várias mas a verdade é que os cidadãos não se sentem representados pelos euro deputados, nem acreditam no funcionamento das instituições europeias. As notícias que nos entram em casa pela televisão dão quase sempre conta do poderio da Alemanha, França e Inglaterra que condicionam as decisões dos pequenos países. É verdade que o nosso país ganha mais em estar inserido na União Europeia do que fora dela, isso é inquestionável, de qualquer forma, durante os quatro anos de mandato mal se ouve falar dos nossos deputados em Bruxelas e Estrasburgo. Sabe-se que vão ao domingo, que regressam na quinta... É notório que as famílias políticas europeias condicionam a estratégia e a tomada de decisões. Sinceramente a ideia que fica, confirmada por algumas pessoas conhecidas com familiares políticos euro deputados (sim, que isto é uma aldeia) é que ser euro-deputado é um grande tacho. Aliás, um dos tachos certos e seguros que ainda vai valendo a pena. O que é me interessa se o Miguel Portas é um gajo porreiro e fuma uns berlaites se vai para Bruxelas e só se volta a ouvir falar dele quatro anos depois quando vem fazer campanha. E o Rangel, o que esperar deste grilo bem-falante que tresanda a loby e lobbie de hotel. E a Ilda Figueiredo? Tacho! E o Vital Moreira? Toma lá para a reforma! E eu? Voto em branco.