Nos tempos que já lá vão, conheci uma pessoa que trabalhava no desmatamento de árvores e que teve um acidente a cortar uma árvore chamada botafogo. Ele foi atropelado
por uma retroescavadora e foi levado ao hospital pelo colega que o atropelou.
Quando o homem acordou, começou a sentir tudo de uma maneira diferente: pensava com os pés, falava com as canelas das pernas e andava com as mãos. Mandaram-no para casa mas ele, inconformado com a sua situação, voltou ao médico. Na clínica, tirou a senha e foi para a sala de espera, onde toda a gente se riu dele, o que o deixou muito envergonhado. Após algum tempo à espera, chegou a sua vez. Ele entrou no consultório e o médico perguntou-lhe o que se passava:
- Não está a ver? - disse o homem.
- Por favor, diga-me! - respondeu o médico.
- Tenho os pés na cabeça e a cabeça nos pés! - disse o homem exaltado.
- Isso é o melhor que lhe podia ter acontecido! Vai ser um grande atleta!
- E eu que estava tão preocupado! - comentou o homem aliviado.
O homem saiu do médico aos pulos de contente e foi logo inscrever-se em provas de atletismo, para testar a teoria do médico. O homem ganhou duas medalhas de ouro, uma de atletismo e outra de ginástica de solo, e um diploma de melhor corredor dos cem metros barreiras a fazer o pino.
Como ele era tão bom, participou nos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 e venceu todas as provas em que participou. Entretanto, farto de vencer tão facilmente, decidiu aplicar o dinheiro que tinha ganho abrindo um jardim zoológico. Este tinha animais fantásticos: chifas (com corpo de chita e pescoço de girafa), macafantes (com orelhas de macaco e tromba de elefante), tigartos (tigres com pele de lagarto) e muitos mais. Ele recolhia todos os animais que eram diferentes, e oferecia emprego a todas as pessoas diferentes como ele.
O jardim zoológico era visitado por pessoas de todo o mundo, que ficavam fascinadas com tanta diversidade. Os bilhetes eram grátis e o zoo estava sempre cheio.
Trabalho dos alunos do 5º B do Colégio São Francisco de Assis, Luanda, Angola, com a professora Céla Santos