A maior importância das principais propostas de revisão constitucional do PSD é mostrar como governará se ganhar as eleições
José Carlos Vasconcelos
0:08 Quinta, 29 de Julho de 2010
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A maior importância das principais propostas de revisão constitucional do PSD não reside nelas próprias como tal mas no que revelam sobre a orientação política do partido e a forma como governará se ganhar as eleições. Porque sendo óbvia, dada a oposição do PS, a inviabilidade de tais propostas de mudança de princípios básicos da Constituição da República (CR), o seu único sentido útil é o de o PSD delimitar o seu próprio território e afirmar que com ele no poder acabará o atual modelo de Estado Social. Não pela impossibilidade material de o manter (embora alguns o sugiram ou com isso vagamente se justifiquem...), mas por opção ideológica. De resto, Passos Coelho já disse que pelo menos essa vantagem tinham aquelas propostas: ninguém poder dizer agora que PS e PSD são iguais.
Ora, sendo indiscutível que o PS é um partido socialista/social-democrata; e sendo-o também que com José Sócrates se situa, na teoria e na prática governativa, na "ala direita" dessa áreas (daí ser corrente dizer-se que o PS passou a ocupar o espaço do PSD; e o PCP, e amiúde também o BE, classificarem o PS como de direita) - o que Passos Coelho está a fazer é colocar o PSD totalmente fora, se ainda estava dentro, da social-democracia. Ou seja: no campo do puro liberalismo ou neoliberalismo. De tal forma que, para ser coerente e ajustar a semântica à realidade política, o partido devia voltar a chamar-se "popular democrático" (PPD), como antes, num tempo em que o seu programa era, aliás, muito mais social-democrata ou socialista que é hoje mesmo o do PS!...
Julgo que o líder do PSD está enganado: ao contrário do que pensa, a maioria dos portugueses não estão cansados do Estado Social, não lhe atribuem os malefícios e as dificuldades do momento, nem admitem ser preciso desmantelá-lo ou diminuí-lo ainda mais para "salvar" a economia. Ao invés, sabem que a crise atual, global, resulta dos excessos ou perversões daquele liberalismo ou neoliberalismo, e queixam-se de o Estado Social ser "pouco" ou não ser o que desejariam - com razão ou sem ela muitos atribuindo a culpa ao atual Governo.
Ora, ao defender, com tudo que isso significa e indicia, o fim do direito à Educação e à Saúde tendencialmente gratuitos (assim pondo de facto em causa o Ensino Público e o Serviço Nacional de Saúde, uma das grandes conquistas do nosso regime democrático e das mais importantes para toda a gente), o PSD não conquista para si um espaço que lhe seja favorável - oferece-o ao PS. Oferece ao PS, de bandeja, a bandeira mais mobilizadora: a de defensor do Estado Social, num momento em que a crise e as grandes dificuldades das pessoas mais exigem a sua existência e intervenção.
Com estas e outras propostas, como a de que se retire da CR a proibição de despedimentos "sem justa causa", se o PSD deixa de ser relativamente identificável com o PS, corre o risco de o passar a ser com o CDS - o qual, face ao perigo da invasão do seu território, até já o criticou. Assim, o PSD, além de oferecer ao PS a fundamental bandeira ou causa do Estado Social, não o "encosta" à esquerda, levando os eleitores a associá-lo ao PCP e/ou ao BE, antes lhe reforça a centralidade política. O que pode permitir ao PS, se outros fatores não intervierem em sentido contrário, reconquistar muita classe média não politizada, muito do centro e centro-esquerda que perdeu ou perderia.
Também as propostas do PSD relativas ao sistema político não são nem felizes, nem oportunas, nem prioritárias - e algumas terão até sido já abandonadas. De resto, neste domínio como em outros, as reformas mais necessárias não exigem qualquer revisão constitucional: é o caso da reforma do sistema eleitoral. Bom, mas acredito que o projeto do PSD tenha muitas coisas interessantes, ainda não conhecidas. Julgo, porém, por todos os motivos se impor que o debate sobre a revisão da CR só ocorra após as presidenciais. Por isso o PSD não devia formalizar a apresentação do seu projeto antes delas, forçando os outros partidos a apresentarem os seus nos 30 dias subsequentes e misturando o que não deve ser misturado.
O PSD de Sá Carneiro, Mota Amaral ,João Jardim, Cavaco Silva e milhares de militantes foi, e momentaneamente ainda é, de matriz social-democrata, como agora se convencionou dizer. Foi envolto nesta matriz que este partido cresceu e se tornou alternativa de governo em Portugal. Assim foi e ainda é. Esta matriz está configurada nos respectivos estatutos. Qualquer militante que se proponha dirigir este grande partido deve, e está obrigado, a se conformar com esta realidade.
Já sofreu fortes ataques no sentido de mudar a raiz social-democrata, mas nunca tão intensos como agora, dirigidos por um grupo que se situa à direita do CDS e pretende tomar por dentro este grande partido e deslocá-lo para a direita liberal.
Para isso terá de mudar os estatutos, submeter a respectiva aprovação aos militantes e denominar o partido de outra forma. Por exemplo, porque não PLD - Partido Democrata Liberal?
Se isto acontecer será legitimo, não será é a mesma coisa.
Só um “tanso” é que ainda não percebeu que o que está em causa em toda esta história, é o regresso ao passado, do famigerado regime de Oliveira Salazar, com a capa de democracia envergada pelos ppd/psd,s. Como os basbaques que urdiram toda esta teia, durante seis anos não conseguiram obter provas que incriminassem José Sócrates, porque não as há, vêm agora, qual virgem ofendida dizer que não foram feitas perguntas a José Sócrates por falta de tempo, falta de tempo!..., seis anos não é muito tempo? Só para deixar no ar a ideia que as investigações ficaram a meio, não houveram conclusões,ficando sempre a suspeição de que Sócrates é corrupto.
Senhores…..deixem os lugares que ocupam sem serem eleitos por ninguém e que custam ao erário público rios de dinheiro, formem um partido que é para isso que estão vocacionados e candidatem-se à Assembleia da República e aí sim têm toda a legitimidade para fazer política, na justiça, não, aí a politica tem que ficar sempre do lado de fora da porta dos tribunais.
São horas de o povo português tomar consciência de quem efectivamente está com ele e de quem se serve dele para fins inconfessáveis no sentido de destruir tudo o que foi feito com a revolução de Abril.
é uma especie prepotente, eu posso eu quero eu mando e também não acredito que sejam independentes, pendem para onde a balança pesa mais, são como os mais tem os seus favoritos , como todos nós enfim é uma especie onde há muitos tipos a chibar e as as coisas vão aparecendo na comunicação social muito facilmente enfim , sáo o que são, costumo dizer, as pessoas só t~em a importãncia que os outros lhe atribuem,