Não deixa de ser surpreendente que depois de mais de dois anos a tentar encontrar remédios para a crise em que vivemos nada ainda tenha acontecido a estas empresas de "rating
O ouro foi catalogado como protecção contra a inflação nos anos 70 e 80, mas creio que este é um atributo errado. O ouro não é uma protecção contra a inflação, é antes uma protecção em relação à desconfiança nos governos. Porque muito se fala de "Grécias" e Portugal e Espanha como sendo importantes na desgraça mundial, convirá referir agora que este comentário incide sobre todos os países, ...
Se existe uma coisa boa que se pode retirar desta crise é certamente o facto de os países desenvolvidos compreenderem melhor agora os problemas económicos dos países subdesenvolvidos, e sobretudo compreenderem melhor os impactos das terapias habitualmente impostas pelo FMI quando chamado a intervir.
Por outras palavras, creio que esta crise está a dar um banho de humildade aos países ...
A psicologia evolutiva diz-nos que, apesar de vivermos num mundo moderno, estamos ainda programados para resolver os problemas como o faziam os nossos antepassados. Acontece que não se pode comparar o incomparável. As épocas não são as mesmas.
Vem a propósito referir aqui que na época actual se trabalha com números infinitamente maiores comparativamente aos números dos anos noventa, ...
Os políticos têm o hábito de privilegiar os mais influentes parceiros económicos: é uma constatação e um facto. Os governos não apoiam as pequenas empresas. Gostam de apoiar as Quimondas e as Autoeuropa, porque rapidamente representam um foco empregador importante com impacto imediato em termos políticos e sociais. O problema coloca-se no momento da saída, quando vem a crise.
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Para os mercados de capitais a fé é uma boa coisa como se pode comprovar actualmente. Em 1929, a subida do mercado depois do crash durou cinco meses, desta vez já vamos em seis. Em 1930, o mercado voltou a cair fazendo novos mínimos, mas quem sabe se desta vez não será diferente? Tenhamos fé.
Todo o sistema financeiro continua assente no pressuposto de que o risco é controlado pelas administrações das instituições e pelos respectivos departamentos de risco, utilizando os mesmos modelos que levaram à falência o LTCM, o Bear Stearns ou a Lehman Brothers.
Nada é mais difícil para um investidor que atravessar um período de baixa de mercado, mas uma subida brusca e violenta como esta que vivemos pode ser ainda mais dramática para os incautos.
A democracia é um jogo de números e é nele que está o poder e também a perversão. Quanto mais ignorância houver (e ela é comum na pobreza), mais convirá que haja. Ninguém está verdadeiramente interessado em tirar gente da pobreza, sobretudo a intelectual, mas tão só em aumentar o número dos seus cultores.
Foi Hitler que em 1925 no seu livro Mein Kampf escreveu o princípio cardinal da propaganda nazi: "As massas serão mais facilmente vítimas de uma grande mentira que de uma pequena", e isto é ainda válido nos dias de hoje
As crises são inerentes à lógica do crescimento, são salutares e necessárias ao progresso económico. As crises permitem abanar o "status quo", e permitem explorar melhor os novos conceitos, alternando as estruturas e dando início à verdadeira exploração das novas ideias.