Desde sempre defendi que as solucoes sobre a Hotelaria e o Turismo no Algarve, deviam ser econtradas em conjunto com a Regiao de Turismo, as Associacoes do sector, as Autarquias, os Empresários e o póprio Governo Civil . - aqui é um dos meus calcanhares de Aquiles -
A figura do Governador Civil, é um mero simbolismo, a sua actuacao por parca e sem especificidade por aí além, nao traduz, òbviamente, qualquer mais valia para o distrito que "Governa" .
E assim sendo, bate-me pela regionalizacao do País, sendo também adepto da Autonomia do reino dos Algarves.
Como muitas regioes do País, o Algarve ficou descaracterizado do que lhe era próprio, as industrias de conservas, de frutos secos e até a comercializacao dos próprios citrinos, pura e simplesmente desapareceram, ou nao teem expresao alguma, nao esquecendo a frota pesqueira.
A agricultura no Barrocal algarvio, hoje é só efectuada por gente já idosa, com excepcao de alguns jovens empresários-agricultores.
Perdeu-se um pouco para nao dizer muito, a nossa identidade gastronómica, nao se preservando a cozinha algarvia, porque o turista que nos visita, seja nacional ou estrangeiro, procura para além do descanso e lazer conhecer os nossos hábitos e costumes, a nossa cultura e a nossa maneira de viver e essas passam implicitamente pela gastronomia.
O cimento armado, sem obedecer à arquitectura tipica do Algarve com as suas caracteristicas de origem árabe, proliferou desenfreadamente, obedecendo aos lucros chorudos com a total anuencia dos autarcas corruptos. (esse também é um mal grassante pelo País fora)
Logo, opino que o Algarve deve ser sèriamente repensado e por gente séria, com carácter, que saiba o que quer, para onde caminha, sem utopias, mas crente nos projectos viáveis.