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O Algarve, O Turismo, A Autonomia, ou a Regionalizacao

A figura do Governador Civil, é um mero simbolismo...

Artigo escrito por lygnus
12:13 Quarta-feira, 27 de Jan de 2010
O Algarve, O Turismo, A Autonomia, ou a Regionalizacao

Desde sempre defendi que as solucoes sobre a Hotelaria  e o Turismo no Algarve, deviam ser econtradas em conjunto com a Regiao de Turismo, as Associacoes do sector, as Autarquias, os Empresários e o póprio Governo Civil . - aqui é um dos meus calcanhares de Aquiles -

A figura do Governador Civil, é um mero simbolismo, a sua actuacao por parca e sem especificidade por aí além, nao traduz, òbviamente, qualquer mais valia para o distrito que "Governa" .

E assim sendo, bate-me pela regionalizacao do País, sendo também adepto da Autonomia do reino dos Algarves.

Como muitas regioes do País, o Algarve ficou descaracterizado do que lhe era próprio, as industrias de conservas, de frutos secos e até a comercializacao dos próprios citrinos, pura e simplesmente desapareceram, ou nao teem expresao alguma, nao esquecendo a frota pesqueira.

A agricultura no Barrocal algarvio, hoje é só efectuada por gente já idosa, com excepcao de alguns jovens empresários-agricultores.

Perdeu-se um pouco para nao dizer muito, a nossa identidade gastronómica, nao se preservando a cozinha algarvia, porque o turista que nos visita, seja nacional ou estrangeiro, procura para além do descanso e lazer conhecer os nossos hábitos e costumes, a nossa cultura e a nossa maneira de viver e essas passam implicitamente pela gastronomia.

O cimento armado, sem obedecer à arquitectura tipica do Algarve com as suas caracteristicas de origem árabe, proliferou desenfreadamente, obedecendo aos lucros chorudos com a total anuencia dos autarcas corruptos. (esse também é um mal grassante pelo País fora)

Logo, opino que o Algarve deve ser sèriamente repensado e por gente séria, com carácter, que saiba o que quer, para onde caminha, sem utopias, mas crente nos projectos viáveis.

 
 
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No reino do... Allgarve !
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 23:30 | Sexta-feira, 29 de Jan
O que me despertou a atenção no seu texto foi:
"E assim sendo, bato-me pela regionalização do País,sendo também adepto da Autonomia do reino dos Algarves"....lamento ser contra a regionalização, pois:

"Portugal é único na longevidade da sua história como Estado e como País independente, no forte sentimento de identidade nacional, na pluralidade das gentes que constituem o seu povo e na rica diversidade do teu território continental"(Alfredo Barroso).

Sim, o Algarve está descaracterizado como muitas outras zonas do País. Por ex. como é possível que a beleza arquitectónica de Faro se tenha descaracterizado na actualidade?

Existe em cada região uma série de dinâmicas ambientais (clima, relevo, flora e fauna, rios, oceanos, etc) decisivos na modelagem da cultura. E aqui podemos dizer, que no Algarve a indústria em geral perdeu toda a sua expressão. Que os bens essenciais que outrora abundaram quer no sector das pescas, conservas, agricultura, lacticínios etc. hoje são na sua maioria importados.

Hoje o Algarve, ou Allgarve... tem o turismo como principal actividade económica. Claro que sabemos que o turismo é sazonal, isso implica que também as unidades hoteleiras tenham de recrutar pessoal por determinados períodos... significa emprego precário... sem contar ainda com uma actividade paralela à indústria do Turismo que é o aluguer de quartos ou apartamentos particulares, que no fundo garantem a sobrevivência de muitas gentes com menos recursos.

Sara
opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:11 | Sábado, 30 de Jan
Eu sou algarvio de Boliqueime,filho de cmponeses pobres e em 1964
vim para a Holanda como operário para uma Fábrica da indústria
metalúrgica e hoje com quase 86 anos,vou anualmente a Portugal em
visita aos meus familiares e uma das coisas que me causa desolação,
é ver na minha terra,os campos abandonados.Eu ali não tenho nada a não ser os meus familiares,mas embora nada ali tenha,sinto tristeza pelo abandono dos campos.E a razão é que no Algarve,as
terras agrícolas são pequenas courelas que pouco produzem,até
mesmo as amêndoas nem são colhidas.Ninguém está disposto a cavar terra p'ra cima dos pés por um salário de miséria.Será que o
o labor agrícola só seria rentável com o trabalho de sol a sol e
salários de miséria?!Os pequenos lavradores poderiam juntar-se em Cooperativas agrícolas para fazerem produção em grande escala,
mas êsse espírito cooperativo que alguns bem intencionados procuraram desenvolver com a Primeira Rèpública,foi adulterado
e depois foi destruído pela Polícia Política do fascista Estado Novo,
  o que levou as pessoas a desconfiar umas das outras.E hoje com o
Liberalismo Económico e o Livre Mercado,cada um safa-se como pode,nem que seja à custa do seu semelhante e se fôr esperto,
com o Turismo até pode realizar dinheiro na chamada Economia paralela,sem pagar um chavo ao Fisco.Presentemente,pelo que leio nos Noticiários na Internet,o Algarve está a saque,mesmo sem haver mouro na costa.
§§§ parágrafos retirados
lygnus (seguir utilizador), 1 ponto , 16:54 | Sexta-feira, 29 de Jan
Meus senhores, voltamos ao "Lápis Azul", voltamos à Censura, onde estao pelos menos 2 §§ do meu texto, parágrafos esses que faziam referencia ao S. Secretário de Estado que de Turismo nao percebe nada e por outro lado e ainda na sequencia da afirmacao daquele ao dizer que 2009 foi o melhor de sempre no Algarve, quando eu sei por experiencia própria que o Algarve teve em anos idos melhor performance.
Francamente, é melhor ressuscitarem o "António da Calcada"
No reino do ... Al-Gharbe
lygnus (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Sábado, 30 de Jan
Cara D. Sara,
Tocou na sazonalidade de forma inequivoca.
Quanto à regionalizacao, respeitando a sua opiniao e sendo sabedor do que disse, que portugues seria eu se o nao soubesse, a minha ideia de regionalizacao, nao é a dos politicos, porquanto penso que querem numa fase de experiencia piloto, salvo erro 5 (cinco) regioes. Tendo subescrito a peticao para a referida, deixei expresso claramente que as regioes sao um facto desde sempre, ou seja, cada provincia é uma Regiao com acerto de algumas assimetrias, pois, por exemplo ,temos Baixo e Alto Alentejo é só uma questao de vontade politica e administrativa.
Obrigado à Senhora por ter contribuido com o seu comentário, em especial na Sazonalidade, pois tal facto fazia parte integrante do que me subtrairam ao meu texto.
Revisão do escrito
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Segunda-feira, 1 de Fev
Caro comentador, não vou expressar a minha opinião sobre o conteúdo do seu comentário, mas queira aceitar este meu conselho, antes de dar por concluido o texto faça sempre a revisão do mesmo.
Cumprimentos
o algarve de sempre
vsampayo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Terça-feira, 2 de Fev
Será que sabia que o Algarve tal como inicial incluía Alentejo e norte do Tejo por cima de Lisboa, Santarém, Tomar, careces, Mérida e Cáceres e ao lado de Huelva do outro lado?

Eu sou favorável a pelo menos Alentejo e Algarve como região, o Algarve é pequeno de mais com pouca população!

Algarve só não tem o meu apoio, por questões culturais dos políticos locais!
O Algarve de sempre
lygnus (seguir utilizador), 1 ponto , 17:52 | Sexta-feira, 5 de Fev
Caro(a) comentador(a) vsampayo, era bom que o Algarve de hoje, fosse, como diz, o Algarve de sempre.
Terras de alem-tejo nao significa que Alentejo e Algarve fossem unidos administrativamente.
Também nao somos tao poucos como isso, temos especificidades próprias e temos ainda 1/3 de Costa maritima do País.
Gostaria, se tiver na disposicao para isso, que nos ilucidasse quanto às questoes culturais dos politicos algarvios.
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