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Informação Financeira

Mercados Reagem Ao Abrandamento Económico Global

Mercados Reagem Ao Abrandamento Económico Global

 

 

Os mercados de acções retomaram na passada semana o ciclo de quedas iniciado em meados de Abril. A má performance na semana está directamente relacionada com os indicadores económicos divulgados ao longo da semana, em particular na 6.ª feira, dia em que se conheceu o dado mais recente relativamente ao "Sentimento dos Consumidores" nos Estados Unidos, que se revelou aquém do esperado pelos analistas (pior "leitura" em quase um ano). Já anteriormente, na semana, tinham sido divulgados dados relativos à inflação, vendas a retalho, produção industrial e pedidos de subsídio de desemprego, que apontaram, de um modo geral, para um abrandamento na recuperação económica nos estados Unidos, ainda o principal motor da economia mundial. Os investidores estiveram igualmente atentos ao arranque da divulgação de resultados trimestrais das empresas cotadas nos Estados Unidos, de onde receberam estímulos diversos. Na semana de arranque de "earnings season", 23 das 500 acções que compõem o índice S&P 500 divulgaram os seus resultados, tendo 19 delas superado as previsões. Em contrapartida, os "gigantes" Google, General Electric, Citibank e Bank of America apresentaram resultados e previsões de evolução futura que decepcionaram os investidores. Continua igualmente latente a preocupação dos investidores com o "arrefecimento" da economia chinesa, que a par de outras economias asiáticas, foi ao longo dos últimos anos, um dos principais propulsores da expansão económica global. A minuta da última reunião da Reserva Federal Americana divulgada esta semana, revelou uma preocupação crescente do Banco central americano face a um previsível abrandamento da economia. A Reserva reviu ainda (em baixa) as previsões da inflação e a previsão de crescimento dos 3,7 para os 3,5%. O PSI20 recuou 2,5% na semana finalizada em 16 de Julho.

Altavisa Gestão de Patrimónios, S.A.
15:21 Segunda, 19 de Julho de 2010
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Mercados Reagem Ao Abrandamento Económico Global
Semana de 12 de Julho a 16 de Julho
Mercados Reagem Ao Abrandamento Económico Global

As acções das empresas americanas foram "puxadas para baixo" pela divulgação de indicadores económicos piores do que o esperado. A aprovação pelo Senado americano da nova legislação que regulará o sector financeiro (factor de incerteza ao longo das últimas semanas, agora dissipado), a resolução (definitiva?) do derrame de petróleo num poço da BP no Golfo do México, o acordo efectuado entre a Goldman Sachs e a Securities and Exchange Comission (entidade reguladora), que prevê o pagamento de uma multa (mal menor) pelas irregularidades detectadas no caso do Fundo "Abacus", a par de uma "bateria" de resultados trimestrais com pendor positivo, não foram estímulo suficiente para os investidores accionarem o "botão de compra" nas acções. Assim, os 3 principais índices de referência dos mercados accionistas americanos registaram quedas que oscilaram entre os -0,8% (Nasdaq) e -1,2% (S&P 500).

 

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No "Velho Continente", os índices accionistas seguiram novamente a tendência ditada pelos mercados americanos. Os principais mercados europeus (Footsie de Inglaterra, Dax alemão e Cac francês) subiram no arranque da semana tendo invertido para terreno negativo a meio da semana, e tendo, todos eles, terminado a semana com uma performance negativa, pese embora os dados económicos divulgados no Reino Unido terem sido moderadamente positivos, por via de uma diminuição da inflação e do desemprego. A agência de notação financeira "Moody's" reviu o rating de Portugal na terça-feira em dois níveis, citando uma deterioração da situação das finanças públicas portuguesas. Este "downgrade" terá um impacto directo na capacidade de Portugal se financiar no exterior, e nas condições (juro) a que esse financiamento terá lugar. Esta revisão segue-se a outras anteriormente efectuadas sobre a dívida soberana de outros Estados, como Espanha e Grécia, reflectindo uma preocupação sobre a capacidade destes países controlarem os seus défices orçamentais e honrarem os seus compromissos com os seus credores. Portugal tem vindo a introduzir um conjunto de medidas de austeridade para procurar trazer de novo as suas finanças públicas para uma situação de controlo, depois do défice ter disparado dos 2,6% do PIB em 2008 para um valor recorde de 9,6% em 2009.

 

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Os índices asiáticos tiveram um comportamento misto durante a semana. A China divulgou os dados relativos ao PIB no segundo trimestre, que revelaram uma diminuição do crescimento económico dos 11,9% no trimestre anterior, para os 10,3% neste trimestre. Esta medida refere-se ao crescimento anual verificado nos últimos 12 meses. Ainda na China conheceu-se na semana anterior um abrandamento na produção industrial (13,7% versus 16,5%), sendo este arrefecimento um reflexo dos esforços do governo chinês em conter o crescimento, impondo aos Bancos um aumento das suas reservas, de forma a limitar a concessão de crédito à economia, procurando conter a formação/crescimento (?) de uma bolha especulativa.

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