Só António Costa (PS) destoou no consenso generalizado, afirmando que razões ambientais e de segurança devem levar a que a zona do aeroporto seja transformada no "segundo pulmão verde" da cidade, com transportes rápidos, em trajectos de cerca de meia-hora, a ligarem Lisboa ao aeroporto de Alcochete "de quinze em quinze minutos".
Pedro Santana Lopes, da coligação Lisboa com Sentido, insistiu na necessidade de manter a Portela a funcionar para os voos de curta e média duração, por razões de competitividade, afirmando que querer ali uma zona verde e "arrasar um investimento de milhares de milhões" é uma "opção inconcebível".
Pelo Bloco de Esquerda, Luís Fazenda defendeu uma opção mista: não "eternizar" a Portela pelas razões ambientais e de segurança, mas também "não fazer desactivação rápida" da infra-estrutura, reservando para já a definição do uso que se possa dar aos terrenos.
O comunista Ruben de Carvalho considerou "exequível e desejável" manter a Portela a par de um novo aeroporto, afirmando ser "excessivo" transformar os terrenos num espaço verde e defendendo que têm boas condições para "clusters de novas indústrias não poluentes, criadoras de riqueza e emprego".
O candidato do MEP, José Costa Ramos, rejeitou a construção do novo aeroporto, afirmando que a crise económica deve adiar "os grandes investimentos públicos" e ressalvando que a competitividade da cidade não passa só pelo aeroporto.
Pelo MMS, António Costa considerou que "Lisboa tem que ter aeroporto, não faz sentido acabar com a Portela".
O candidato do PNR, José Pinto Coelho, chamou "crime lesa-cidade" à hipótese de retirar o aeroporto da Portela em favor da "construção megalómana" de Alcochete, que deve servir apenas para voos de companhias de baixo custo.
Bruno Sousa, do PTP, defendeu também a manutenção do aeroporto na Portela, porque "faz sem dúvida falta para a competitividade".
Sem se referir ao aeroporto, Carlos Paisana, do PCTP-MRPP, criticou as "promessas eleitoralistas" dos candidatos do PS e do PSD, optando por criticar a falta de transportes públicos e o que chamou a "inutilidade" da Autoridade Metropolitana de Transportes sem Lisboa ser uma região em si.