Vinte euros por ano é quanto custa deixar os aparelhos em stand-by
Luís Ribeiro e Clara Teixeira
11:28 Quinta, 5 de Novembro de 2009
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Manuel Morgado/WHO
5 Mude as lâmpadas da casa
Anualmente, uma habitação portuguesa gasta, em média, 216 kWh em iluminação, se todas as lâmpadas forem incandescentes. Se forem de baixo consumo, esse gasto é de apenas 20% - passa a 43,2 kWh. A diferença na conta da luz, ao fim de um ano, é de 22,05 euros
. Em menos de dois anos, o investimento na compra de lâmpadas fluorescentes está mais do que pago. A partir daí, é tudo lucro. E também pode dormir com a consciência mais descansada: a sua casa está a emitir menos 7,2 quilos de CO2 por mês. Leve também em conta que as lâmpadas de baixo consumo duram cinco a dez vezes mais do que as incandescentes. Mas, seja qual for o seu tipo de iluminação, nunca mantenha luzes ligadas em divisões vazias...
6 O plasma sai caro
Está indeciso entre aqueles dois modernaços televisores de ecrã fino, com 42 polegadas de diâmetro e de preço semelhante? Escolha pelo consumo. Se a tecnologia de um é plasma e a do outro LCD, fique a saber que o primeiro bebe, em média, mais 40% de energia do que o segundo: um plasma relativamente económico gasta 300 kWh por ano, para uma utilização de seis horas e meia, e um LCD cerca de 180 kWh. São €15,23 de poupança na carteira
e de 60 quilos de CO2 na atmosfera, por ano.
7. Acabe com o 'stand-by'
Meta uma coisa na cabeça: não dá assim tanto trabalho apagar a televisão no botão do aparelho em vez de usar o telecomando, antes de ir dormir. O stand-by, essa invenção para preguiçosos dedicados, é responsável por consumos de até 150 kWh por ano. Televisores, aparelhagens de som, leitores de DVD, descodificadores de cabo, modems... Desligue tudo da corrente. Pode argumentar que a diferença não é significativa. Mas pense que é a mesma coisa que chegar a 31 de Dezembro, tirar €18,9 da carteira
, deitá-los no caixote do lixo e repetir nos anos seguintes. Aproveite e retire também os carregadores de telemóvel da ficha - este é outro culpado pelos consumos-fantasma das casas.
8 Opte por acumulador eléctrico ou aquecimento a gás
Pode representar até 17% do consumo de energia numa casa. Os acumuladores eléctricos armazenam energia durante a noite e libertam calor durante o dia. É, por isso, indispensável aderir à tarifa bi-horária que, neste caso, proporciona uma redução de 45% na factura da EDP. Numa moradia de 110m2 de espaço a aquecer, habitada por quatro pessoas, a instalação de um sistema de acumulação de calor pode ascender a 3 060 euros, segundo a Siemens, valor este que, em comparação com outros sistemas eléctricos, permite um retorno do investimento em três anos. Já o consumo diário da energia, equivalente a sete horas de carga, está estimado em 7,2 euros. Ao fim de cem dias de utilização, correspondentes à duração média do Inverno, os aparelhos consumiram 720 euros de electricidade. Instalar um aquecimento central a gás natural num T3 pode custar cerca de 3 700 euros, de acordo com informação da Galp Energia. O retorno dá-se, em média, ao fim de cinco anos e meio, em comparação com outros sistemas térmicos. Considerando uma utilização média de seis horas diárias, durante cem dias por ano, os encargos com a factura do gás atingem 237 euros, menos €483 por cada Inverno
. Em resumo: os equipamentos a gás são mais caros do que os eléctricos, mas muito mais poupados e também menos poluentes. Para o equivalente a 1 kWh de energia, o gás emite 200 gramas de CO2, contra 500 gramas no caso da electricidade.
9 Reduza em 1.°C o ar condicionado
Por cada hora de funcionamento, um aparelho de 8 mil BTU de potência consome 2,3 kWh - pelos quais paga cerca de 29 cêntimos na tarifa simples regulada. Se estiver ligado durante seis horas, no final do dia a factura atinge 1,74 euros. No fim do mês, são €52,2 de despesa com electricidade só para refrigerar ou aquecer o ambiente. Mas se reduzir a intensidade do aparelho em 1.ºC, no Verão ou no Inverno, pode alcançar 10% de poupança energética. Ou €31,2 em seis meses de utilização
.