Leia ou releia a crónica que valeu a Ricardo Araújo Pereira o prémio da ILGA
Ricardo Araújo Pereira foi um dos vencedores dos Prémios Arco-Íris, depois de ter escrito na VISÃO um texto sobre Zezé Camarinha, em que abordava o culto da homossexualidade, e de muitos outros momentos de humor com os Gato Fedorento
Ricardo Araújo Pereira foi um dos galardoados com o Prémio Arco-Iris, que foi atribuido, sábado, numa cerimónia que reune algumas das personalidades que no último ano contribuíram para a luta contra a discriminação com base na orientação sexual.
O Prémio Arco Íris foi instituído em 2003 e desde então "tem-se tornado cada vez mais difícil escolher os galardoados", disse à Lusa o presidente da Associação Ilga Portugal Paulo Corte-Real.
De acordo com aquele responsável, "há cada vez mais pessoas das mais diferentes áreas que são eventuais candidatos, porque há uma crescente preocupação com esta temática. O facto de existir uma grande diversidade de bons exemplos a surgir em todas as áreas torna a escolha cada vez mais difícil".
A coisa cheira assim um bocadinho a esturro. Tendo em conta os excertos de vídeo -- e mais não é possível, pois o texto anunciado não está disponibilizado nem sequer referenciado por data ou por título -- tendo em conta, pois, esses excertos, a intervenção de Ricardo Araújo Pereira ridiculiza os homossexuais, não contribui em nada para a sua libertação. Colocar em cena não basta, é preciso que a encenação tenha um sentido libertador. Ora, não é esse o caso aqui. Quer dizer, os homossexuais estão tão sedentos de reconhecimento público, que qualquer intervenção em que se fale deles serve, e até dá prémio, independentement do conteúdo e do sentido do discurso utilizado sobre si próprios. Deviam saber melhor o que querem e o que (lhes) convém. Não é bom ser excessivamente masoquista. [Admito perfeitamente que a leitura ulterior do artigo na Visão, se vier a ser possível sem ter de proceder a buscas extenuantes, venha a mudar a minha apreciação. Espero que sim. Esperemos, pois, para ver.]