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Debate quinzenal Parlamento

José Sócrates debaixo de fogo

O número de desempregados em Janeiro, o valor gasto nas inaugurações das concessões rodoviárias, o alegado pagamento da Caixa Geral de Depósitos ao empresário Manuel Fino e a posição do Governo sobre a eutanásia, centraram as atenções dos deputados no debate quinzenal

18:29 Quarta, 25 de Fevereiro de 2009
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José Sócrates debaixo de fogo

Francisco Louça, líder do Bloco de Esquerda (BE) acusou o Governo de dar justificações "pouco credíveis" sobre o pagamento de 62 milhões de euros da Caixa Geral de Depósitos ao empresário Manuel Fino por 10 por cento da Cimpor.

Durante a sua intervenção no debate quinzenal, Francisco Louçã confrontou o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre um eventual pagamento inflacionado que a Caixa fez a Manuel Fino, comprando-lhe 9.53 por cento da cimenteira por 305 milhões de euros em vez de 244 milhões, que era segundo o Bloco o valor total das acções comprada à cotação daquele dia. 

Na resposta, o chefe do Governo defendeu que o executivo socialista "não interfere na Caixa Geral de Depósitos ao nível das operações em concreto" e que as explicações "devem ser dadas pela própria Caixa". Segundo Sócrates, a única orientação do Governo foi para que o banco do Estado desse "mais crédito a economia e às PME's e isso está a ser feito".

O PSD, através do seu líder parlamentar, Paulo Rangel, acusou por sua vez o Governo de gastar indirectamente 4,5 milhões de euros em inaugurações no valor de 500 mil euros cada uma, o que foi negado pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Obras Públicas.  

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu o alargamento do subsídio de desemprego e pediu mais explicações sobre as garantias do Estado quanto aos depósitos bancários.

Paulo Portas questionou o primeiro-ministro sobre se aceita "em tempos excepcionais, mudar os critérios de acesso ao subsídio de desemprego". O primeiro-ministro não respondeu, lembrando que o Governo já tomou medidas.

O líder do CDS-PP introduziu a questão da eutanásia no debate: "Porque é que um país que tem imenso a fazer nos cuidados paliativos há-de ouvir o país mergulhar na discussão da eutanásia". José Sócrates já não teve tempo para responder.

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