A propósito do artigo "Em papel digital", de Manuel Halpern... Gosto do contacto com o livro de papel, e apreciaria também vir a ler regularmente livros sob a forma digital. Tenho no entanto uma mania inveterada que eventualmente me impedirá de vir a utilizar este novo meio de leitura: gosto de sublinhar a lápis as passagens que me interessam, e faço-o de diversas formas: traços em linha recta ou canelados, ou ainda a tracejado, horizontais ou verticais, à margem; introduzo setas, ou cruzes, pontos de exclamação, etc. Também tomo notas eventualmente, faço porventura comentários no próprio livro... Tenho-me informado desde há anos, mas os modelos à venda de aparelhos de leitura digital não comportam uma função de sublinhados e tomada de notas, o que me arreda de os adquirir e utilizar. Por pouco sentir-me-ia discriminado! Aparentemente esse tipo de aparelho ainda não existe. Proporia aqui: por que não lançar uma máquina desse género em Portugal? O lápis podia ser digital, ou substituído por um jogo de teclas, ou botões, ou outra coisa no género; o sistema podia também permitir sobrelinhados, a cores, etc.... Consta que em Portugal se vai dando "alguma pà caixa" em matéria de novas tecnologias. Por que não havia de haver aí alguém que conceptualizasse um aparelho desses e o desse à luz, para contentamento dos leitores-anotadores de Portugal e do Mundo inteiro? Penso que teria saída (e daria renome cá pà gente, o que nunca seria de desprezar). Para bom entendedor... Não?...