O presidente do Governo Regional e líder do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, afirmou, sexta-feira à noite, que num país democrático, um primeiro-ministro envolvido em tantas polémicas como José Sócrates já teria sido substituído. Veja o VÍDEO da SIC
visao.pt
12:14 Sábado, 28 de Março de 2009
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"Num país democrático, o primeiro-ministro não pode andar nas bocas do mundo como andou José Sócrates neste mandato", disse o líder madeirense à margem de um jantar-comício em Santa Cruz.
Foi o cemntário do líder político à notícia divulgada, ontem, pela TVI, no seu Jornal Nacional, em que foi passada uma alegada gravação de uma conversa entre um administrador da Freeport, Alan Parkins, o empresário Charles Smith e o funcionário João Cabral, e em que se teciam graves afirmações sobre o primeiro-ministro.
Jardim sustentou que "se isto fosse por exemplo na Inglaterra, o partido maioritário continuava no poder mas já tinha substituído o primeiro-ministro".
Pouco depois de emitida a notícia na TVI, um comunicado do primeiro-ministro, José Sócrates, anunciava que ele vai agir judicialmente por "difamação" contra quem envolveu o seu nome no caso Freeport.
Se fosse outra pessoa qualquer que tivesse dito o que disse A. João Jardim talvez ainda valesse a pena reflectir na alocução, mas como foi o próprio que o disse, não me parece que lhe prestem muita atenção.
A autonomia de que ele fala muito não lhe permite dizer tudo o que lhe vem à cabeça, ultrapassando muito o limite do razoável e mesmo da decência.
O lugar que ocupa à frente do governo da Madeira exigir-lhe-ia uma postura de todo compatível com a dignidade e merecimento do mesmo.
Não é assim, da forma como o faz, que consegue que outros o ouçam.