Terça-feira, 16 Mar
FARMÁCIAS:   Lisboa - Farmácia ...
    |    TRÂNSITO:   Albufeira  
Trânsito condicionado na A2 (Auto-estrada do Sul) no sentido Algarve - Lisboa entre o nó da A22 (Via do Infante) e o nó de Silves (Manutenção na via esquerda).
  A2
    |    TEMPO:   Lisboa   Parcialmente nublado   min: 9ºC | máx: 17ºC

HUMANISMO CRISTÃO

Seguindo Nogare (1985), pensamos aqui no humanismo ético-sociológico, ou seja, "humanismo que visa tornar-se realidade, costume e convivência social".

Artigo escrito por Dguedes
5:02 Quarta-feira, 27 de Jan de 2010
A História aprova esse ponto de vista: cada vez mais, as condições são favoráveis à conscientização do ser humano da necessidade de vida social baseada na sua prioridade.Assim, veremos Cristo em Sua vida na Terra, quando pensamos de que maneira relaciona-se com esse tema, ou seja, com a primazia da mulher e do homem no processo de desenvolvimento da família humana.Vendo o ser humano constituído pelo corpo e pelo imaterial, admitimos a vida e a consciência referenciais básicos para essas reflexões. O primeiro relacionado à vida digna para todos; o segundo referindo-se a liberdade, entendida em função da "consciência da necessidade".Numa visão preliminar, duas passagens permitem identificar posições de Jesus, sobre esses referenciais. "Em João 10.10 afirma: Eu vim para que tenhas vida..." A Vida é questão decisiva para Nele pensar. Não é a riqueza, mas a vida sem exclusão. Em Mateus 5.1-12, externa as bem-aventuranças, proclamando, a meu ver, a liberdade constituem conjunto básico para esclarecer Sua visão, aqui explica através do humanismo.Pensemos algumas cenas dos Evangelhos, entre inúmeras outras, que permite melhor entender o humanismo subjacente à Sua palavra e ação. Em Marcos 2.27, afirma que "o sábado foi feito para servir ao homem e não o homem para servir o sábado". Numa ampla visão, isso pode ser entendido como reconhecimento da prioridade do ser humano e, portanto, da vida e da liberdade, quando pensamos nas relações sociais.Em Lucas 4.14-21, Jesus anuncia, de vez, a missão referente à libertação dos pobres e oprimidos. Lendo Isaías 61.1-2, que anuncia a vinda do Messias, com essa missão, Ele assume para si essa indicação.Após a leitura, Jesus disse para todos os presentes: "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabam de ouvir".Em Marcos 12.31, Jesus afirma "Ame seu próximo como a si mesmo". É a mensagem que permite pensar o processo orientado para a libertação, seguindo o pensamento geral da fraternidade. Em Mateus 7.12, Cristo fala em importante procedimento para as relações sociais: "Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles". É o convite para a realização de sociedade com vida digna para todos.Tenha-se presente que as relações sociais nos tempos vividos por Jesus tinham características econômicas, políticas e ideológicas que constituíam obstáculos decisivos para o desenvolvimento da sua palavra e ação, principalmente quando temos em vista que Sua pessoa concreta era identificada com os pobres e oprimidos.Suas idéias e modo de proceder constituem centro da tendência histórica que tem por perspectivas a vida e a liberdade. Opondo-se, de vez, aos obstáculos para que isso aconteça, foi revolucionário sem igual na construção da História. Os tempos atuais confirmam que a evolução da família humana assim vem acontecendo.
 
 
Aumentar texto  Aumentar texto Diminuir texto  Diminuir texto ImprimirImprimir Enviar por emailEnviar por email ComentarComentar
 
Partilhe este artigo: del.icio.us digg facebook myspace google search.live
 
 
7 comentários
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Sábado, 30 de Jan
Desde que o Jesus nazareno,
foi no Cristo grego transformado,
e depois Rei dos reis coroado,
o cristianismo tornou-se obsceno.

Não há qualquer prova histórica,
de Cristo,a sua existência,
o que existe,é a mirambólica,
do teólogo, empírica ciência.

Do grego,a palavra Cristo,
quer dizer ungido ou unguento,
e Roma quiz assim com isto,
inventar pois um sacramento.

Os velhacos e os poderosos,
desde os tempos mais antigos,
criaram processos tortuosos,
para prémios e castigos.

Os Reis e os Ditadores,
que oprimem o Povo vário,
premeiam os seus seguidores,
e castigam o adversário.

Os Bonzos da Religião,
aliados dos Ditadores,
impingem a Biblia ou o Corão,
para domar os trangressores.

Transgressores de absurdas Leis,
que êles atibuem a Deus,
e que castigam os infiéis,
especialmente os ateus.

Quer seja o Papa romano,
quer o Patriarca de Moscovo,
quer seja o Imã muçulmano,
todos êles oprimem o Povo.
Vou deixar isto aqui...
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Sábado, 30 de Jan
Movimentos Humanistas como os do séculos XV a XVII, em que se contrapôs o antropocentrismo ao teocentrismo medieval; o Iluminismo do século XVIII em que se criticava abertamente a Igreja sem medo ir parar à fogueira; e as filosofias do século XX em que se promoveu a alternativa humanista e racional face às tradicionais perspectivas baseadas na fé, eram todas em grande parte de inspiração Ateísta.
Ateísmo, por que não?
leaoferro (seguir utilizador), 1 ponto , 1:09 | Quinta-feira, 4 de Fev
Já Nietzsche dizia no séc.XIX, em «Crepúsculo dos Deuses»: ««O conceito de «Deus» foi, até agora, a maior objecção contra a existência». Hoje, em pleno sé XXI, em nome de Deus, nas igrejas, nas mesquitas e em certos programas ditos religiosos das televisões americanas procura-se recuperar a velha filosofia dum deus pessoal e fiscalizador dos nossos actos. Depois, em nome dessa entidade inventada parte-se para a guerra contra os que são considerados «infiéis» conforme o lado em que se situam os opositores. É lamentável que o sr. Dguedes ainda continue com os olhos vendados a fazer a apologia de ideias que estiveram na origem de tantos momentos trágicos vividos pela humanidade: das guerras religiosas à "Santa Inquisição", a morte e a dor têm sido uma constante. Desde que, no séc. IV o Imperador Constantino criou o catolicismo, deu origem ao surgimento duma classe privilegiada e exploradora uma classe que se ocupa a dominar os espíritos menos esclarecidos enquanto vai gozando as benesses que soube conquistar ao longo dos séculos praticando entretanto todos os desmandos conhecidos que vêm constantemente a lume através da comunicação social: vigarices, estupros sobre mulheres e crianças indefesas... É isto a fé e a crença num Deus bom e redentor? Certamente NÃO. Por isso eu digo, como Buñuel: «Sou ateu, graças a Deus»
 
 
    Re: Ateísmo, por que não?   
serico115 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:01 | Sexta-feira, 5 de Fev
Ateu «graças a Deus»
leaoferro (seguir utilizador), 1 ponto , 1:55 | Sábado, 6 de Fev
Agradeço-lhe a amabilidade da sua resposta, que já esperava e que só me surpreendeu pela sua falta de agressividade. Por acaso ainda não tive a oportunidade de ler «Cristo Filósofo» de Frederic Lenoir.
  E já agora, a talhe de foice, pergunto-lhe se já leu «O Santo Condestável» de Tomás da Fonseca (Antígona, Lisboa, 2009) e «A Desilusão de Deus» de Richard Dawkins (Casa das Letras, Oficina do Livro, 2007). Também eu gostaria de escrever qualquer um deles embora não sinta capacidade para tal.
Quanto à utilização da expressão - «Ateu, graças a Deus» é evidente que se trata de uma «boutade» que me ocorreu na altura, parafraseando Buñuel em «Nazarín».
Com os meus cumprimentos,
leaoferro
    Re: Ateu «graças a Deus»   
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:04 | Sábado, 6 de Fev
HUMANISMO
serico115 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Sábado, 6 de Fev

Obrigado também pelo 'feed beack".
O que me atraiu, sobretudo, foi o tema "humanismo" que pressenti emanar de si, essa tônica mais evidente, e que a amalgama de conceitos, ideologias e religiões mais não fazem, do que atropelar essa vertente, e que, para mim, e acho que para si também, merece ser talvez a que mais devesse ser posta no cimo da pirâmide.
Quanto a minha falta de agressividade, ela talvez não tenha a tônica de mais destaque no modo de como procuro fazer a abordagem dos diversos temas, embora isso em nada impeça que seja bastante persistente e raramente deixar cair a consumação do que me proponho fazer ou obter. Desempenhei funções de comando e coordenação, onde essa pratica tem de ser tida permanentemente em conta, especialmente quando pretendemos desempenhar cabalmente qualquer missão a que temos de dar resposta onde as boas relações têm de ser apanágio quer com quem se encontra hierarquicamente acima, quer abaixo, e quando tem de se interagir também com todos os cidadãos.
Mas referindo o que me disse, não tive ainda disponibilidade de ler, ainda que ha já muito que esta em minha intenção fazê-lo. Tenho uns cinco livros que ainda não terminei de ler, por falta de disponibilidade. O último dos quais, A FURIA DIVINA, de que estou a gostar, especialmente depois que o Jose Rodrigues dos Santos fez a entrevista na TV, e que ajuda muito ao enquadramento da leitura que, não tendo acontecido tal leitura, pelo menos de inicio se tornaria para mim menos perceptível.
Um abraço e continuo por aqui. J. Costa
7 comentários
Página 1 de 1   
PUB
 
Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade na Visão
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo.
Clique aqui para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para redaccao@visao.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.
Grupo ImpresaACAP