Sexta feira, 10 Set
FARMÁCIAS:   Lisboa - Farmácia ...
    |    TRÂNSITO:   Lisboa  
Trânsito intenso na A5 (Auto-estrada do Estoril) no sentido Cascais - Lisboa entre o nó de Monsanto e o nó da Cruz das Oliveiras.
  A5
    |    TEMPO:   Lisboa   Parcialmente nublado   min: 18ºC | máx: 32ºC
Página inicial  >  Actualidade  >  Sociedade  >  Homens, a infidelidade recomenda-se!

Comportamento

Homens, a infidelidade recomenda-se!

Maryse Vaillant, 65 anos, psicóloga francesa e autora do livro Les Hommes, L´Amour, La Fidélité, explica à VISÃO os supostos equívocos que ambos os sexos têm acerca do adultério

Clara Soares
12:39 Quinta feira, 7 de Jan de 2010

Porque legitima a infidelidade masculina no seu novo livro?

Levei dez anos a estudar o assunto e concluí que os homens o fazem por uma questão de identidade - precisam dessa liberdade para não sufocarem. As mulheres não deveriam sofrer tanto por os parceiros as "enganarem". Pode ser também libertador para elas saber que o amor que eles lhes devotam não está aqui em causa. 

Como chegou a essa conclusão?

Fui fazendo o registo dos comportamentos dos dois sexos. Recolhi vinte testemunhos masculinos e dez femininos, sobre o tema. Além destas confidências, tive também em conta memórias de experiências com homens que conheci.

A infidelidade esteve na base do seu divórcio?

Não. Porém, fui eu a infiel.

Reabilita a infidelidade deles. E no caso delas?

Conforme expliquei no meu livro anterior [Como as Mulheres Amam], elas concentram-se, sobretudo, em construir e sustentar o crescimento dos seus homens. Isto não quer dizer que não sejam capazes de trair o homem que amam, para se sentirem desejadas, vivas.

Como feminista, é-lhe fácil assumir esse pressuposto?

Enquanto jovem, era uma feminista agressiva. Hoje quero compreender os homens, sem os condenar. Não é fácil ser homem: a sociedade e a família ainda lhes pede que sejam viris, conquistadores, orientados para o poder. A guerra dos sexos já acabou, perdeu sentido.

Chega a falar de monogâmicos patológicos...

Há homens que são fiéis por escolha. São os "verdadeiros". Os outros são-no por dependência, interditos morais ou incapacidade de se tornarem autónomos. Chamo-lhes "fiéis mafiosos".

Mas admite que haja infiéis patológicos? Casanovas Crónicos?

O que é excessivo não é normal. Mas o que é feito por obrigação, que limita e aprisiona, não é natural.

Mas as mulheres continuam a sofrer com isso.

Somos mais fortes e maduras, comparativamente aos homens, que são mais frágeis. O sofrimento é opcional, se encararmos e compreendermos os pactos de fidelidade como culturais.

O que recomendaria a uma jovem adulta solteira que está a iniciar uma relação amorosa?

Que abandone o sonho de ter um príncipe encantado. Que tire partido da vida, sem correr para um envolvimento precoce e dependente. Que saiba conhecer-se e aprenda a fazer pactos inteligentes.

O que são pactos inteligentes?

Aqueles que partem da ideia de que o amor envolve encantamento e sofrimento, e que é algo que se constrói. Há quem opte pelo adultério consentido. Houve mulheres que me disseram preferir fechar os olhos aos deslizes do companheiro, alegando que por o conhecerem bem e lhe darem essa liberdade, o tinham sempre de volta.

B.I.

Maryse Vaillant é formada em Psicanálise. Exerceu funções directivas e consultivas em Educação. É divorciada, tem uma filha e quatro netos. Afirma-se feminista e é escritora desde 2001. Temas de eleição: violência, perdão, família, casal. O seu último livro tem gerado muita polémica em todo o mundo.

Palavras-chave   Sexo   adultério   infidelidade
Partilhar no Facebook
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
 
 
Aumentar texto  Aumentar texto Diminuir texto  Diminuir texto ImprimirImprimir Enviar por emailEnviar por email ComentarComentar
 
Partilhe este artigo: del.icio.us digg facebook myspace google search.live
 
 
41 comentários
Página 2 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
Coragem
fspulga (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Segunda feira, 11 de Jan
Não é nada disso. Ninguem pode escrever uma coisa destas para alguem ler. a diferença da "quantidade" da infedilidade masculina para a "quantidade" da infedilidade feminina tem uma razão muito simples. Chama-se depêndencia natural do género, que apesar de todas as possiveis emancipações apregoadas ainda não existe na cabeça das mulheres essencialmente porque não tinha nada que existir. A mulher será infiel mentalmente mais vezes que o homem, mas na prática não o é por dependência. E não e só a dependencia financeira, é essencialmente a dependência própriamente dita, que vai da económica. á psicológica, até ao facto de poder ficar sem ninguem para chatear sem razão, e entrar em depressão, ficar sem alguem que lhe aqueça os pés etc. A grande diferença tem essencialmente a ver com a própria diferença, que se calhar tem tambem a ver com o facto de ter sido feita de uma costela, um osso supranumerário.
  Não se deve nem se pode ver a mulher como ser igual ao homem, porque isso não tem piada nenhuma. Eu por exemplo até sou defensor acérrimo da emancipação da munher, pois com tanta tv cabo, computadores placas de indução, bimbys, etc. o que eu queria mesmo era ir para casa tomar conta da mulher a dias, e ver a tv cabo enquanto se faz o almoço. É muito dificil ser especialista em gajas. A razão da diferença é essencialmente coragem. A beleza da mulher está no desiquilibrio, as modelos não têm um aspecto diferente do que têm porque é esse aspecto que agrada, a homens e a mulheres.
2 para dançar o tango
Luís, Oeiras (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Terça feira, 12 de Jan
Se um homem trai ele trai com uma mulher(não necessariamente). Logo, a posição de fêmea fíel ao laço conjugal deixa de existir. A menos que haja um excessivo número de mulheres solteiras por aí. Desconheço as estatísticas.
10 -- ANOS -- 10?...
RPaul (seguir utilizador), 1 ponto , 22:35 | Terça feira, 12 de Jan
...Para chegar a esta conclusão?
      Bem... É mais uma sobre o assunto. E, quase garantidamente, não irá passar disso mesmo! Teve o dom de gerar aqui alguma "discussão" algo interessante sobre o assunto, mas pouco mais. O facto de existirem alguns casos verídicos no seu estudo, parece-me que apenas é tido em conta um universo muito... "fechado". Quase me faz lembrar aquele tipo de estatísticas em que, se o meu vizinho come dez frangos por semana mas eu nem dinheiro tenho para comprar um, estatísticamente -- e é o que conta, no final! --, ambos comemos cinco frangos por semana. (E eu a passar fominha!...)
        "Traições" sempre existiram e vão continuar a exitir. Mas os motivos são bem mais vastos do que aqueles que são dados a conhecer neste e noutros estudos sobre o assunto. Eventualmente, talvez se se juntassem todos conseguissem chegar um pouco mais perto da verdade!...
      Agora, venha um estudo sobre quem não é nem nunca sentiu a necessidade que parece tão óbvia de ser "traidor" para com o parceiro...
Sexismo e infidelidade
anonimoX (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Quarta feira, 13 de Jan
Se não fosse sexista o título publicado por Maryse Vaillant seria "A infidelidade recomenda-se!". Mas este título, para além de menos comerciável, estaria em conflito com a consciência moral da sociedade: a infidelidade, a traição, a mentira, são sempre degradantes qualquer que seja o tipo de relação humana em estudo.
Com a adição do substantivo "homem" parece que a psicóloga quis fazer uso e sustentar velhos preconceitos e injustiças sexistas, muitas delas inclusive fomentadas pela religião: o homem pode ser infiél porque coitado é frágil, a mulher nasceu para sofrer porque é forte.
Não estaria muita da infidelidade masculina associada à sua longa história de poder, o qual corrompe?
VISÃO
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Segunda feira, 25 de Jan
Por favor podem me informar porque motivos não consigo aceder á pagina seguinte.
Obrigado.
PS- gostaria de ter acesso a todos os meus comentários, obrigado.
    Re: VISÃO   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 10:50 | Segunda feira, 25 de Jan
41 comentários
Página 2 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade na Visão
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo.
Clique aqui para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para redaccao@visao.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.
Grupo ImpresaACAP