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Comportamento

Homens, a infidelidade recomenda-se!

Maryse Vaillant, 65 anos, psicóloga francesa e autora do livro Les Hommes, L´Amour, La Fidélité, explica à VISÃO os supostos equívocos que ambos os sexos têm acerca do adultério

Clara Soares
12:39 Quinta feira, 7 de Jan de 2010
Homens, a infidelidade recomenda-se!

Porque legitima a infidelidade masculina no seu novo livro?

Levei dez anos a estudar o assunto e concluí que os homens o fazem por uma questão de identidade - precisam dessa liberdade para não sufocarem. As mulheres não deveriam sofrer tanto por os parceiros as "enganarem". Pode ser também libertador para elas saber que o amor que eles lhes devotam não está aqui em causa. 

Como chegou a essa conclusão?

Fui fazendo o registo dos comportamentos dos dois sexos. Recolhi vinte testemunhos masculinos e dez femininos, sobre o tema. Além destas confidências, tive também em conta memórias de experiências com homens que conheci.

A infidelidade esteve na base do seu divórcio?

Não. Porém, fui eu a infiel.

Reabilita a infidelidade deles. E no caso delas?

Conforme expliquei no meu livro anterior [Como as Mulheres Amam], elas concentram-se, sobretudo, em construir e sustentar o crescimento dos seus homens. Isto não quer dizer que não sejam capazes de trair o homem que amam, para se sentirem desejadas, vivas.

Como feminista, é-lhe fácil assumir esse pressuposto?

Enquanto jovem, era uma feminista agressiva. Hoje quero compreender os homens, sem os condenar. Não é fácil ser homem: a sociedade e a família ainda lhes pede que sejam viris, conquistadores, orientados para o poder. A guerra dos sexos já acabou, perdeu sentido.

Chega a falar de monogâmicos patológicos...

Há homens que são fiéis por escolha. São os "verdadeiros". Os outros são-no por dependência, interditos morais ou incapacidade de se tornarem autónomos. Chamo-lhes "fiéis mafiosos".

Mas admite que haja infiéis patológicos? Casanovas Crónicos?

O que é excessivo não é normal. Mas o que é feito por obrigação, que limita e aprisiona, não é natural.

Mas as mulheres continuam a sofrer com isso.

Somos mais fortes e maduras, comparativamente aos homens, que são mais frágeis. O sofrimento é opcional, se encararmos e compreendermos os pactos de fidelidade como culturais.

O que recomendaria a uma jovem adulta solteira que está a iniciar uma relação amorosa?

Que abandone o sonho de ter um príncipe encantado. Que tire partido da vida, sem correr para um envolvimento precoce e dependente. Que saiba conhecer-se e aprenda a fazer pactos inteligentes.

O que são pactos inteligentes?

Aqueles que partem da ideia de que o amor envolve encantamento e sofrimento, e que é algo que se constrói. Há quem opte pelo adultério consentido. Houve mulheres que me disseram preferir fechar os olhos aos deslizes do companheiro, alegando que por o conhecerem bem e lhe darem essa liberdade, o tinham sempre de volta.

B.I.

Maryse Vaillant é formada em Psicanálise. Exerceu funções directivas e consultivas em Educação. É divorciada, tem uma filha e quatro netos. Afirma-se feminista e é escritora desde 2001. Temas de eleição: violência, perdão, família, casal. O seu último livro tem gerado muita polémica em todo o mundo.

Palavras-chave   Sexo   adultério   infidelidade
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41 comentários
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Sexista Compulsiva
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 14:03 | Quinta feira, 7 de Jan

Tudo isto não passa de conversa sexista - o que não deixa de ser um racismo. Mas parece que a senhora está a curar-se, ao aconselhar que o melhor é abandonar o mito do 'príncipe encantado'.

Na verdade, no Universo, cada parte procura a outra metade. Continua por demonstrar que uma só pessoa consiga provir as necessidades de afecto da outra.

Acresce que - atendendo ao tempo de gestação e à aquisição de autonomia do animal humano no estado adulto - se o macho se ficasse pela fecundação de uma só fêmea, há muito, o bicho homem já teria desaparecido do Planeta.

De um ponto de vista meramente reprodutivista, o macho está apetrechado para poder fecundar quantas fêmeas queira. A fêmea, tem de aguardar nove meses até poder voltar a conceber uma nova réplica de si própria – isto se não abortar no processo e se a cria sobreviver na sua extrema fragilidade dos primeiros cinco anos de vida.

Quanto a mim, o conflito (falso) da infidelidade, assenta em dois aspectos:

a) A "inveja do pénis” - um homem não ingravida e, desde que tenha erecção, pode fecundar nem que viva cem anos.

b) A ideia criacionista do Universo, por um deus único, transformou o sexo em fruto proibido. Ora um homem privado da prática de sexo, torna-se agressivo.

Homens enrezinados dão bons soldados. Têm de descarregar o ‘rancor’ nalgum lado. Imperativamente! – e aqui entramos já no mito da homossexualidade como ‘patologia’...

    Hum...   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Hum...   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 18:05 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Hum...   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 19:12 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Hum...   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 20:47 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Hum...   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Hum...   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 22:27 | Quinta feira, 7 de Jan
O adultério consentido é muito bonito na teoria...
cmvg1971 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:30 | Sexta feira, 15 de Jan
... mas não acredito que as coisas sejam assim tão simples na realidade, pois há o risco dos sentimentos interferirem nos relacionamentos "adúlteros". E quando isso acontece, em que pé ficam os "relacionamentos oficiais e legítimos"?

A autora tem razão quando diz que se deve abandonar a ideia do Príncipe Encantado. No entanto, não é preciso tirar-se um curso de psicologia para se compreender isso. E, sinceramente, fazer-se grandes teorias sobre a infidelidade quando se entrevistaram apenas 20 homens e 10 mulheres, parece-me um pouco demais.
Outra coisa: ela parece compreender e aceitar a infidelidade masculina. Mas e então as responsabilidades partilhadas na vida de casal? Será que isso não conta? É que, para mim, mais vale não se assumirem compromissos amorosos se não houver essa responsabilidade mútua.
Inteligente
Agridoce.Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 13:25 | Quinta feira, 7 de Jan
Ora aqui está uma mulher inteligente - coisa rara!
Masnão precisava ter feito tantos estudos e perder tanto tempo. Com certeza sabe que o macho da espécie humana nunca foi, em nenhuma sociedade e em nenhuma cultura, monogâmico! Nem à força conseguiram que o macho da espécie animal a que chamamos humanos!
A monogâmia é contra-natura à condição masculina do Homem. Bem podem continuar a tentar castrar-nos e a consentir que casemos apenas com uma pessoa de cada vez que só estão a contribuir para a infelicidade, ou para a traição, das pessoas!
O que devia estar em discussão não era se pessoas do mesmo género podem casar. O que devia estar em discussão é porque é que só podemos casar com uma pessoa de cada vez!
LÁ CHEGAREMOS!!!
    Re: Inteligente   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 14:19 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Inteligente   
Agridoce.Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Inteligente   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 18:03 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Inteligente   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: Inteligente   
saraivapco (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Sábado, 9 de Jan
    Re: Inteligente   
Agridoce.Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Segunda feira, 11 de Jan
"Inteligência" selectiva
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 14:04 | Quinta feira, 7 de Jan
Parece esquecer-se que a fêmea também faz parte dessa "espécie humana" de que fala. Li, há uns tempos, um estudo sobre a quantidade disparatada de homens que julga ser pai de filhos que não são na realidade seus... Ou a infidelidade da própria autora. Sim, porque se a infidelidade se recomendar para uns casos, também deve ser recomendável para outros.
A monogomia na sociedade ocidental foi imposta por uma estrutura de teor religioso e PATRIARCAL. Posto isto, se calhar dava jeito repensar quem são os verdadeiros culpados pela sua pobre desgraça enquanto macho. Além disso, casos de poliandria também estão documentados em determinadas culturas.
Fora isto, poligamia não é sinónimo de infidelidade. Nem funciona como antidoto automático contra situações de traição, sequer...
Há para aqui uma certa tendência para a infantilidade, desresponsabilização e posições interesseiras no que toca a este tema.
Freud explica tudo
Moira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:16 | Quinta feira, 7 de Jan
Tendo 65 anos o que é q pode interessar a opinião da autora sobre este assunto?
Sendo psicóloga não estará a tentar justificar a sua própria infidelidade?
O que será pª a autora ser feminista?
Sofrer é opcional? Publicar este artigo tb teria sido ...
Que credibilidade tem um estudo que em 10 anos apenas recolheu 30 testemunhos?
Imagino a autora como alguém cuja fantasia é ser arrastada pelos cabelos pª dentro das cavernas (provavelmente pelo autor do comentário anterior).
Tantos séculos de evolução pª isto!
Moira
Moira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Quinta feira, 7 de Jan
No meu comentário das 14:16, onde se lê ... "(provavelmente pelo autor do comentário anterior)" deve ler-se "( ... do comentário das 13:25)".
As minhas desculpas mas, entretanto, ocorreram mais comentários.
ADULTERIO CONSENTIDO
Avelino Barroso (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Quinta feira, 7 de Jan
Sim, o adultério consentido pode ser inteligente. Mas se a relação clandestina se prolonga no tempo, praticamente a relação conjugal acaba. A mulher traída passa a viver como se fosse viuva.

Avelino Barroso
    Re: ADULTERIO CONSENTIDO   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 17:34 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: ADULTERIO CONSENTIDO   
Agridoce.Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Quinta feira, 7 de Jan
    Re: ADULTERIO CONSENTIDO   
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Quarta feira, 13 de Jan
    Re: ADULTERIO CONSENTIDO   
kizzaka (seguir utilizador), 2 pontos , 15:11 | Quarta feira, 13 de Jan
    Re: ADULTERIO CONSENTIDO   
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 9:21 | Quinta feira, 14 de Jan
Mitos e verdades
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Quinta feira, 7 de Jan
Mito - o homem faz sexo físico a mulher faz sexo emocional, ou seja, é mais fácil ao homem trair. Conheço uma "dama" que foi para cama com um "desconhecido" porque o namorado a traiu, qual do dois foi mais phuta? Eu próprio fui, quando jovem, "às meninas" para perceber essa do sexo pelo sexo, saí de lá "transparente", "vazio", "embrutecido".
Mito - que os homens o fazem por uma questão de identidade - precisam dessa liberdade para não sufocarem (o problema aqui é a conjugação do verbo sufocar, em vez de "sufocarem" escreva-se "serem sufocados lentamente e em pleno gozo das suas capacidades mentais e físicas"
Verdade - as mulheres usam e abusam de desculpas esfarrapadas para acabárem com a paixão de um "casamento", para além de se deixárem abandalhar, e disfarçam subtilmente a masquinhez crescente com um pretenso aumento de sensibilidade.
Verdade - os homens tem mais tendência para ir buscar outra parceira porque as mulheres tem mais tendência para se estárem a borrifar.
.......no further comments!
A psicologia como ciência ao micro-ondas
Tamilabar1 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Quinta feira, 7 de Jan
A dita psicóloga, francesa, ainda por cima ouviu 20 homens e 10 mulheres e concluiu sobre a infedilidade. Ja agora o que é para a psicóloga francesa a infedilidade? É que a senhora, apesar de psicóloga, francesa e de 65 anos (o que prova que não aprendeu nem irá aprender) ó se esqueceu de nos explicar qual é a sua dfinição de infidelidade. Um caso fortuito é? Uma ida às prostitutas? Um fim desemana com uma colega? Já agora, com um colega conta para a infelidade ?
A senhora é o que se chama uma cientista de micro-ondas: 30 entrevistas até aos 65 anos - caso se ternha licenciado aos 30, sobram 35 anos de actividade, o que dá brilhante média de menos de uma entrevista por ano!
Os homens podem ser infiéis às suas "espousas", mas a senhora é manifestamente infiel à ciência, ao trabalho e à sensatez.
Mas dá entrevistas e em Portugal dão-lhe ouvidos!
    Re: A psicologia como ciência ao micro-ondas   
minoninha (seguir utilizador), 1 ponto , 14:01 | Sexta feira, 8 de Jan
    Re: A psicologia como ciência ao micro-ondas   
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 17:53 | Sexta feira, 8 de Jan
Estudo (NÃO) fiável
minoninha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Sexta feira, 8 de Jan
Como é que alguém, ainda por cima com uma suposta longa carreira em psicanálise, se atreve a publicar um estudo de comportamento humano baseado em 20 testemunhos, obtidos ao longo de 10 anos?
Não compreendo em que ponto pode isto ser fiável! Isto é uma questão que provavelmente envolve uma série de factores além do género... Idade, contexto social e histórico, religião...
20 homens?? A sério???
A experiência pessoal? Segundo a minha experiência pessoal as mulheres são beeeeeem mais traiçoeiras que os homens...
Vou entrevistar os meus amigos e escrever um livro...
Cara Visão... Honestamente, um pouco de vergonha na cara... Publicar uma coisa destas tira-vos credibilidade a vocês também.
Homens e mulheres traem
eume (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Sexta feira, 8 de Jan
Parece-me que o mito continua a ser o facto de se pensar que as mulheres querem manter o mesmo homem e em regra não traem, porque engravidam!!!? É um perfeito disparate. As mulheres podem saltar de cama em cama (como alguem comentou) sem engravidar.
É verdade que tem tendencia para uma maior ligação emocional, mas anda por ai muita mulher casada que trai o marido, porque sim, porque sente desejo, porque não esta satisfeita... em conclusão em termos de infidelidade atrevo-me a dizer que nesta altura deve anda ela por ela...
O conceito de que os homens traem mais, prendia-se com o facto de as mulheres não trabalharem, estarem em casa e terem um circulo social restrito, agora isso mudou, as mulheres trabalham, conhecem tanta gente como os seus parceiros, logo as probabilidades de traição equiparam-se.
As pessoas perdoarem-se e darem continuidade a uma relação é opção de cada um, por isso estas teorias, nos dias que correm são pura treta!
    Re: Homens e mulheres traem   
registada (seguir utilizador), 1 ponto , 14:41 | Sábado, 9 de Jan
Se a minha mulher te apanha
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Sexta feira, 8 de Jan
Fas das tuas costas um cortiço.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!
FielMafioso54 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:05 | Sexta feira, 8 de Jan
Apreciei o artigo Visão referente ao livro desta psicóloga. Talvez eu seja um desses fiéis mafiosos. Vou ver se qualquer dia me liberto.

Mas já agora que até aprovaram casamentos gays, não seria altura de se discutir, sem tabus, a poligamia e a poliandria?!...

É que se houver consentimento, do outro conjugue, evitava-se essa atitude muito judaico-cristã de publicas virtudes e vícios privados, da facadinha no casamento monogâmico.

Em especial a poligamia até é aceite pelo islamismo, embora não concorde com a submissão que eles impõem às mulheres, vemos que lá nisso, do redutor da monogamia, terão razão.

Também os cristãos mórmon, julgo, admitem a poligamia, e a praticaram no passado, e ainda às escondidas nos USA, só a imposição da corrente monogâmica cristã (outras igrejas protestantes, a católica) lhes coarctou esse bom hábito.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, se admitimos casamentos homossexuais, e respeito-os, acho mais natural a poligamia, até para o ocidente que tem crise de natalidade.
Qual é o objectivo disto?
Mariana (seguir utilizador), 1 ponto , 0:01 | Sábado, 9 de Jan
Por mais que se discuta as diferenças entre sexos, sendo que a grande maioria delas surgem de factores culturais e velhos preconceitos, a ideia não seria esquecê-los e evoluir? Isto é, se facilmente se constata que a diferença entre homens e mulheres é muito mais guiada por ideias estabelecidas pela sociedade já há muito muito tempo, e que já nem assenta tanto em factores biológicos, não faria mais sentido deixar de alimentar sexismos e evoluir num sentido de maior igualdade e justiça? Claro que a natureza ditou que os sexos diferissem, mas estas diferenças já estudadas a nível científico não justificam, por exemplo, que se considere tolerável (ou mesmo normal) que um homem "passe" por quantas mulheres quiser, enquanto que se fôr no caso de uma mulher é uma situação perfeitamente condenável.
Sexismo
anonimoX (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Sábado, 9 de Jan
As conclusões de Maryse Vaillant parecem-me sexistas e resultado de análise com falta de isenção: não estaria esta mais focada no "eu" da própria psicóloga do que nos comportamentos dos sexos humanos? O facto de ter sido feminista agressiva e infiel não será o motivo pelo qual procurou uma justificação que ilibasse o comportamento dos homens machistas infiéis, uma vez que estaria a confortar-se a si própria?
Tive oportunidade de conhecer outros casos de psicólogos que enveredaram por esta profissão em consequência da necessidade de se compreenderem a si próprios. Penso que a análise de Maryse Vaillant não permite sustentar a conclusão imperativa "Homens, a infidelidade recomenda-se! ", pois os humanos são seres diferenciados cujos comportamentos sofrem a influencia de diversos factores (p.e. culturais). Critico a análise subjectiva e restrita desta psicóloga que não permite fundamentar a conclusão universal que veio publicar. Este tipo de abordagem freudiana está ultrapassada.
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