Hannah Montana é uma referência e uma inspiração para pais travestis de todo o mundo
3:28 Quarta, 2 de Junho de 2010
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Esperava-se que a passagem de Miley Cyrus por Portugal estimulasse uma reflexão profunda acerca do fenómeno Hannah Montana. Tal não sucedeu. Não houve um único colunista português que tenha dedicado cinco minutos a pensar na menina de 16 anos que todos os pais de crianças pré-adolescentes desejam que contraia uma amigdalite que a impeça de cantar até 2025. Pois bem, esse silêncio acaba hoje.
Hannah Montana é uma série televisiva cuja protagonista leva uma vida normal durante o dia e, à noite, em segredo, veste uma roupa provocante e sai de casa para ir trabalhar. Esqueci-me de dizer que se trata de uma série infantil. E que a protagonista trabalha à noite como cantora. Os leitores que já se tinham precipitado para o canal Disney devem sentir-se fortemente envergonhados e procurar tratamento.
A série conta a história de Miley Stewart, uma adolescente normal e pacata frequentadora da escola que tem, no entanto, uma identidade secreta: depois das aulas, beneficiando de um astuto disfarce que consiste numa cabeleira loira, encanta o mundo inteiro como Hannah Montana, uma estrela pop de indumentária galdéria. Ou seja, durante o dia é uma vulgar rapariga, durante a noite é uma rapariga vulgar.
Miley Cyrus, a actriz que faz de Miley Stweart e Hannah Montana, acaba de dar, no Rock in Rio, um concerto que, nos primeiros cinco minutos, foi o mais concorrido do festival. O concerto começou às 22h00 e, às 22h05, 70% da plateia já tinha ido para casa fazer ó-ó, pois estava com soninho. Mas Miley bateu, ainda assim, o recorde de assistência, deixando para trás, por exemplo, Elton John. Ambos os artistas vestem lantejoulas, mas o público distingue claramente aquele que prefere.
Mas o mais interessante em Hannah Montana talvez seja o modo como a série contribui para um mundo mais moderno e mais tolerante. Hannah Montana é uma referência e uma inspiração para pais travestis de todo o mundo. "Vês, Pedrinho? O papá é como a Hannah Montana: à noite põe uma peruca loira e passa a ser outra pessoa. Não é decadente, é fofinho. Não é estranho, é Disney." Talvez seja este o fascínio de Hannah Montana: uma estrela que sabe encantar as crianças mas também consegue ser entusiasmar o mundo do transformismo. Não há muitos artistas que se possam gabar do mesmo. E, aqui para nós, ainda bem.
Pessoalmente acho que o conceito de beleza da Disney marca muito por baixo, a esta "menina" não lhe acho a mínima graça que seja,...já o que canta,...está completamente fora do baralho,...
Mesmo tendo consciência de que estou fora do publico alvo,...Bem Haja,...
Hannah Montana...eu chego a ter medo desta personagem.
Tenho saudades dos filmes que a Disney fazia, "Rei Leão", por exemplo. Este sim é uma grande produção da Disney.
Na minha opinião, a Hannah Montana é uma versão do FF em feminino e numa dobragem que deixa muito a desejar!
Daqui a uns meses vamos ver as nossas adolescentes a fazer o mesmo...entramos num bar nocturno e a atração da noite é uma rapariguinha de 16 anos que ainda cheira a leite a cantar, vestida com uma mini saia e com um mini top, ah, e com uma peruca loira para os pais não a conhecerem!
Enfim...este mundo está para os ratos!
Existem uma grande falta de referências e de valores o que faz com que as pessoas e principalmente os mais jovens caiam numa espécie de idolatrismo exagerado por coisas novas ou fenómenos de sucesso, que por vezes não justificam um estado de quase histerismo. Muitas pessoas gostam, e os outros vão atrás e nem se questionam porquê ou perguntam a si próprias porque são também seguidores. A componente individual é necessária para se saber porque é que se gosta de algo. Mas falando de Ana Montana que é apenas uma protagonista de uma série que mostra os seus dotes de cantora, nada de especial. Para chamar à atenção do público,( os que conceberam a série televisiva ) que não acho que seja nada de muito diferente, fazer alguma coisa às escondidas porque não nos faz sentir bem connosco próprios e devido a isso não queremos que se saiba ou então porque os outros nos impedem de o fazer .Tudo se pode resumir à frustração ou à concretização de alguma coisa que nos faz sentir diferentes e melhores. Ou pode ser a tal simulação de liberdade, já que não se possui verdadeiramente. Um escritor simula a sua liberdade sempre que se isola para escrever e será que essa é a verdadeira expressão de liberdade? Talvez tivesse sido isso que chamasse à atenção das pessoas que neste mundo chato vivem quase todas dentro de vidas chatas e aborrecidas.
Sinceramente, eu acho que ela (Miley Cyrus) agarrou numa oportunidade para lançar a sua carreira. Eu já tive oportunidade de ler um pouco da sua autobiografia e, pelo que diz, ela tinha onze anos quando fez o casting o que é uma idade muito nova para se fazer decisões de uma futura carreira. Ela, provavelmente, achou que seria bom para a sua carreira enquento artista. Pessoalmente não gosto muito das músicas da Hannah Montana, mas acho que enquanto actriz tem bastantes qualidades.