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Moçambique

Governo moçambicano anuncia medidas para cortar na despesa de Estado

O executivo de Maputo tenta reagir à onda de confrontos da semana passada, anunciando cortes nos salários e noutras regalias dos quadros do Estado e o congelamento do aumento de preços de bens essenciais

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
14:57 Terça, 7 de Setembro de 2010
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Governo moçambicano anuncia medidas para cortar na despesa de Estado
AP

Reagindo aos confrontos na semana passada, o executivo anunciou que vai compensar o congelamento dos aumentos dos bens essenciais com a contenção da despesa pública, congelando o aumento de salários de quadros do Estado e reduzindo viagens aéreas

Após uma reunião extraordinária do executivo, na sequência de manifestações populares na semana passada em Maputo e Matola, que provocaram segundo números oficiais 13 mortos, o ministro do Planeamento anunciou o congelamento dos aumentos (água, luz e pão) que levaram aos protestos.

Mas o governo, disse Aiuba Cuereneia, ministro do Planeamento, decidiu também congelar o aumento dos salários e subsídios dos dirigentes superiores do Estado, "até que o governo conclua a avaliação em curso".

Aumento dos preços congelado

Numa declaração à imprensa no final de uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros, o ministro da Planificação e Desenvolvimento moçambicano, Aiuba Cuereneia, anunciou uma redução de 7,5 por cento sobre o preço do arroz de terceira qualidade, através da redução dos direitos aduaneiros sobre este produto, e a suspensão da sobretaxa de importação do açúcar.

O Governo decidiu ainda manter os estímulos fiscais em curso para a batata, tomate, cebola e ovos, através do estabelecimento de preços de referência abaixo dos reais para a cobrança de direitos aduaneiros e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

No mesmo pacote de medidas, é retirado o aumento da tarifa de energia para os consumidores de escalão social dos consumos mensais até 100 kilowatts, é reduzido o aumento da tarifa do consumo doméstico entre 100 e 300 kilowatts e é eliminada a dupla cobrança da taxa de lixo nas faturas de energia para os consumidores do sistema pré-pago.

Por outro lado, o executivo determinou a suspensão da subida da tarifa de água de 150 meticais/mês (cerca de três euros) para os consumidores até cinco metros cúbicos, equivalentes a cinco mil litros, e a manutenção do preço anterior do pão, através da introdução de subsídios.

"O objetivo central do Governo é o combate à pobreza, para melhorar as condições de vida do povo moçambicano em ambiente de paz, harmonia e tranquilidade", disse o ministro da Planificação e Desenvolvimento, enquadrando o propósito das medidas hoje anunciadas.
 

Palavras-chave  maputo, confrontos, moçambique
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Vale mais tarde...
Maria Trindade (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Quinta, 9 de Setembro de 2010
do que nunca! O governo Moçambicano "acordou" para a realidade, se estivessem mais atentos, menos preocupados com as vidas pessoais, teriam sido poupadas vidas e bens que foram destruidos.
Esperemos que não percam o rumo, e não esqueçam que são administradores dos bens publicos, e devem zelar pelo bem estar e segurança da população.
Quanto sofres Moçambique
Mteresas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Quinta, 9 de Setembro de 2010
Fui a Moçambique passar alguns dias de férias e vim triste e revoltada com o que lá se passa.Não há duvida que os problemas sociais são terríveis o povo moçambicano vive mal e os estrangeiros com quem falei não estão lá com intenção de ajudar mas sim de "sacar" o que puderem e depois ir embora. Vão a Africa do Sul fazer as compras do mês.Porque será?.... Há de tudo em Moçambique .
Algum jornalista interessado devia fazer uma boa pesquisa e denunciar sobre as condições horríveis em que vivem os chineses que trabalham nas obras. Quem sâo , onde vivem, e o que lhes vai acontecer quando as obras acabarem?.
Moçambique e um pais bonito com um património cultural ainda muito rico e diversificado, de gentes simpática e educada.
Divulguemos os roubos autorizados que fazem em Moçambique.

Obrigada à revista Visão por ter este espaço
 
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