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Gestão de Fraude

Gostava de viver num país sem fraude?

Nova crónica da secção Gestão de Fraude, desta vez da autoria de Henrique Santos

3:38 Quarta feira, 2 de Jun de 2010
Gostava de viver num país sem fraude?

Não, não responda já.

Minimize a imagem do seu computador, inicie uma nova sessão na internet com um qualquer browser, escolha o seu motor de busca preferido, coloque a palavra "fraude" e faça enter.

O quê? Continua a ler este texto? Pronto, já que aqui está eu posso confirmar-lhe que a palavra "fraude" tem cerca de 17.400.000 entradas num qualquer motor de busca, sim, dezassete milhões e quatrocentas mil entradas. É muito? Eu sei que nem sempre o termo é bem empregue, mas, mesmo assim, não é muito? Não creio, eu consigo melhor, a mesma palavra, mas submetida a pesquisa no idioma inglês, chega a cerca de 101.000.000 (cento e um milhões de entradas), e talvez quando fizer a sua pesquisa já a encontre mais vezes. Mas acredite, as consequências do seu cometimento traduzida em qualquer moeda (para não falar em vertentes diferenciadas) é exponencialmente maior, e nem é preciso exemplificar dado o conjunto dos recentes acontecimentos.

Ainda aqui está? Parece-me que o desassossego lhe invadiu o espírito.

E como contínua a ler, vou continuar a ousadia de o(a) inquietar: Gostava de viver num país sem fraude? Melhor, coloquemos a mesma questão a qualquer político, a qualquer polícia, juiz, empresa ou cidadão na hora de pagar ao Estado ou mesmo a qualquer pessoa independentemente da sua profissão, qualificação escolar, género, religião, idade,... Bem, de facto não sou capaz de ouvir a resposta destes últimos (pelo menos neste momento), por isso volto a perguntar-lhe (pois sei que responderá intimamente): "gostava de viver num país sem fraude"? Não vale mentir a si próprio(a).

Das duas uma: Se respondeu "não", é porque reconhece a fraude como algo atraente e será um(a) possível perpetrador(a) da mesma (que outra razão teria?); se respondeu "sim", ou está a ser politicamente correcto(a), ou está a ser demasiado(a) ególatra. Então e os outros? Não falo nos perpetradores, falo dos juízes, dos funcionários dos tribunais, dos advogados, dos jornalistas, dos professores, dos polícias, dos investigadores, dos consumidores, dos empresários, dos auditores, de tantas e tantas outras pessoas e profissões que vivem em torno desta máquina de (des)fazer dinheiro (ou de o fazer mudar de mãos).

Boas notícias: há tanto sobre que escrever, tanto sobre que editar, decidir, publicar, investigar, auditar, mas tanto, que pode ser egocêntrico(a) à vontade!

Não tenho dúvidas que o primeiro passo para o controlo da fraude e para o seu correcto doseamento (se me permitem colocar nestes termos), passa pela implementação de medidas com vista à sua progressiva diminuição, é aliás a lógica evolutiva que vamos assistindo ao longo dos tempos. Não a podemos, pura e simplesmente, afastar. Tenho para mim que esse afastamento abrupto seria um dos piores erros que podíamos cometer, pela plena consciência que esta realidade da fraude é tão evolutiva quanto a vida em sociedade, os valores, as convicções e as gerações. No entanto, é expectável, ou pelo menos eu assim espero, que todos contribuam para que a evolução do combate à fraude denuncie uma relativa maior velocidade face à lógica evolutiva da sociedade!

Em sede de saldo, também eu tenho a certeza que nunca vou viver num país sem fraude, ... ou vou?

Palavras-chave   Gestão de Fraude
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Boa pergunta
Nuno Miguel (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Quarta feira, 2 de Jun
Li o texto porque achei curiosa a questão, mas não sei que resposta deva dar.

Fiquei na dúvida. Se todos fossemos uns cumpridores da Lei já viram as profissões que acabavam (polícias, advogados, jornalistas,....) e pior, que seria feito dos ladrões? Para algum lado iam. Já viram se eles fossem para a política?! Cuidado.
Fraude...
bule (seguir utilizador), 1 ponto , 21:18 | Quarta feira, 2 de Jun
palavra de fácil pronúncia... Vocábulo de difícil digestão... Quem não cometeu... que levante o braço. Desde o sr. banqueiro ao sr.portageiro, de pequeno agricultor ao maior agrário, do aluno do básico ao ilustre doutor clássico... Alguém vê fraude escrito nas suas testas???
Quem me dera viver s/elas,m os políticos são os1ºs
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Quarta feira, 9 de Jun
Gostar até que gostava, mas Henrique, sabe quem nos ensina?
Os Políticos, se eles o fazem e se eles nos ensinam e se nos enganam, como é que as pessoas depois não tentam fazer fraudes como offshores,etc.
Se começarmos pela OTA, vimos que alguns politicos pensavam em encher os seus bolsos há nossa custa, depois vimos outros casos em que os nossos políticos estão metidos, como é que podemos não pensar em fazer algumas fraudes contra ao governo?
Se eles nos comem vimos, os que fazem, fazem muito bem se for a contra ao Governo, não aos outros empresários e meras pessoas.
Não gosto de fraudes, mas não posso deixar de dizer isto, porque quem diz a verdade não merece castigo,ahah
Ao oposto do que o Nuno diz, acho que certas profissões não deixaraim de existir, na parte do jornalismo, existe comentadores que usam a ironia e tornam a situação uma boa comédia, depois os advogados seriam bem vistos, se não a fizessem, já os polícias, considero-os bastante e ainda exigem mais dinheiro, quando nada fazem, apenas anotam, não procuram e deixam os ladrões roubarem elevam as pessoas que foram assaltadas para a esquadra e deixam os ladrões fugir.
Não gosto de viver num país com tanta fraude e com tanta insegurança, e com uma justiça muito má, mas compreende-se, porque os mais corruptos são os que estão no poder, e se um dia forem punidos, não serão presos, pelas fraudes que fazem.
Quem me dera que Portugal fosse como na eua e como na China e Japão.

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