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Franchising: sonhos vs pesadelos

Sugiro uma reportagem sobre o franchising como um todo. Um sistema de expansão cada vez mais utilizado pelas empresas de todos os sectores de actividade, mas que revela fragilidades graves, tornando muitas vezes sonhos em pesadelos díficeis de resolver, a quem muitas vezes procura uma mudança desesperada na sua vida profissional. Segue-se um caso exemplar, a Montra Vip, actualmente alvo de penhoras, que passou a marca de uma nova empresa, a Jadeklan, a qual detém actualmente também outra marca franchisadora, a Bigtravel.

Artigo escrito por maria gomes
14:02 Quarta, 10 de Março de 2010
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Em 2008 a Montra Vip, então uma Agência de Viagens, deu início à sua expansão através da abertura de lojas em regime de franchising.

Em 2009, a mesma empresa, com sede em Águeda tinha mais de 10 acções em tribunal por dívidas não pagas, movidas por ex-franchisados e outras empresas.

Em Novembro de 2009, surge uma nova empresa, a Jadeklan, detentora da marca MontraVip. A Montra Vip empresa, actualmente alvo de penhoras várias, não tem bens em seu nome, não possuindo assim capital para pagar aos credores. O "master" , Nuno Soares, é actualmente alvo de, pelo menos, um processo-crime.

Algumas das lojas entretanto abertas têm fechado. Outras nem chegaram a abrir. Em Janeiro de 2010, a loja Montra Vip de Albufeira fecha deixando clientes com viagens pagas canceladas. A responsável encontra-se em parte incerta (notícia largamente divulgada nos meios de comunicação social).

Paralelamente surge outra marca de franchising, a Bigtravel, detida também pela Jadeklan, que já possui pelo menos três lojas abertas em regime de franchising, em Castelo Branco, S. Brás de Alportel e Sta. Combadão. As duas primeiras pertenciam anteriormente à rede da Montra Vip.

Notamos que o site da Montra Vip deixou de ter uma dinâmica relevante. Ao invés, o site da Bigtravel está cada vez mais interessante, tanto para clientes como para futuros franchisados.

Como é possível isto prosseguir assim impunemente?

Fazendo uma breve pesquisa, constata-se que existe um vazio legal na regulamentação do sistema de franchising, permitindo a desresponsabilização dos "masteres" na criação e gestão das redes. Estas podem evoluir favoravelmente para benefício tanto do "master" como dos franchisados, mas também podem simplesmente servir apenas os interesses do primeiro, que nem sempre são legítimos.

Neste caso, choca-me sobretudo a facilidade com que um alvará passa de uma empresa para outra com total impunidade, permitindo que um processo tão suspeito se prepetue no tempo.

Em termos éticos será importante a divulgação de casos como este já que infelizmente não é crime fazer dívidas. Os lesados podem recorrer à justiça para reparo, mas a morosidade desta permite que os culpados permaneçam impunes e capazes de continuar a operar de igual forma, à total revelia da justiça.


 
 
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opinando a propósito
Zé Cravinho (seguir utilizador), 2 pontos , 18:59 | Quinta, 11 de Março de 2010
Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velho,
(quase 86 anos)penso no meu fraco entender que tudo isto aqui expresso se deve ao Liberalismo com o seu Livre Mercado em que cada um safa-se como pode,em que cada um se amanha.Chama-se a isto ter iniciativa privada.Há empresários ou trabalhadores por conta própria,de várias categorias,como por exemplo,engraxador de sapatos nas ruas e praças mais frequentadas;pedinte de esquina;
carteirista;especialista no Conto do Vigário;prostituta;proxeneta;
e também a exploração de uma ou outra Casa de velhotes,sem licença oficial e portanto sem pagar ao Fisco,tal como o aluguer de quartos na época balnear e não só,sem pagar nada ao Fisco.Mas é claro que êstes pequenos empresários não se podem comparar com os que põem os seus milhões a render nos offshores.E tudo isto constitui a chamada economia paralela.
Franchising/1
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 21:28 | Quinta, 11 de Março de 2010
Maria Gomes, boa noite.
...."a quem muitas vezes procura uma mudança desesperada na vida profissional"...
Mais do que o caso que cita no seu artigo, foi esta a frase que me levou a comentar o mesmo.
É muitas vezes aqui que começam os erros de quem procura abrir um negócio. Há várias questões a colocar:
1. SEMPRE FOI O SONHO DA MINHA VIDA. Cuidado mesmo, para não virar pesadelo, procure informações analise o risco e a viabilidade do negócio.
2. ESTOU DESEMPREGADO/A E PRECISO SOBREVIVER. Não somos empreendedores para "sobreviver do negócio", pois dessa forma apenas pagaremos as contas ao fin do mês e viveremos na mediocridade. Um negócio é um meio para que possamos prosperar pessoal e empresarialmente. Também... de nada adianta querer ser empresário, com mentalidade de empregado, pois as situações e acções são bem diferentes. E se não consegue lidar com riscos e incertezas, deve repensar antes de partir para este tipo de negócio.
3. ACREDITO SER UMA GRANDE OPORTUNIDADE E DESAFIO Todo o negócio é sempre um desafio, mas cuidado em saber diferenciar o que é uma oportunidade e o que é uma ideia. Uma ideia, às vezes, parece ser interessante... mas não há pessoas dispostas a pagar por ela. Uma oportunidade atende a uma necessidade e por isso, há consumidores para ela.
4. QUERO LIVRAR-ME DO MEU CHEFE Nunca se vai livrar de ter um chefe, pois como empreendedora terá ainda mais chefes: os seus clientes. É preciso estar preparada para lidar com diversos tipos de pessoas.
(Cont.)
Franchising/2
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 21:43 | Quinta, 11 de Março de 2010
(continuação)
Independentemente da alternativa que escolher, analise tudo comm cuidado. Trace objectivos bem definidos. Quanto quer ganhar por mês? Que tipo de negócio corresponde às suas expectativas? Quantas horas está disposta a trabalhar? Tem capital para se manter, por determinado período, enquanto o negócio não lhe trás retorno? O que quer realmente para o seu futuro?

Além de conhecer o mercado, é preciso que cada pessoa se conheça a si própria e saiba se este é o mundo onde quer entrar.

Depois há que identificar bem os negócios. Franquias muito bem estruturadas, não tão conhecidas, que lhe darão a falsa ideia de um mau negócio e vice-versa. Há no mercado... marcas aparentemente muito fortes, mas que estão em franca decadência.

Um negócio pode resultar muito bem numa determinada região e não ser sequer viável noutra.

É importante ter em contas todos os aspectos, cuidar de todos os pontos, para não ficar nada de lado. Por ex: modelo de negócio, manuais, projectos, planeamento financeiro, planeamento de expansão, estrutura da marca, plano de marketing, suporte , pesquisa e desenvolvimento, etc.

O começo de um negócio que respeite todos estes princípios, dar-lhe-á concerteza um lugar no mundo dos negócios.

O caso que refere no seu texto, conheço-o da comunicação social, não possuo dados que me permitam emitir uma opinião.

Cumprimentos,

Sara
    Re: Franchising/2   
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:00 | Quinta, 11 de Março de 2010
Olá adorei este assunto, porque pensei nele e...
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 2:57 | Quinta, 13 de Maio de 2010
Já pensei em o fazer mas noutras empresas, mas vi quanto custava e desisti da ideia, prefiro eu mesma montar o meu negócio e crescer aos poucos do que dar imenso dinheiro num franchising de turismo, e ainda ter que pagar ao turismo de portugal raíz de dinheiro, e mais para o seguro, que não é brincadeira e depois as outras despesas que se tem na empresa.
Desisti dessa ideia, sei que negócios que dão são como os Mcdonald´s, mas sentia-me mal em estar perante esse negócio, podia ver raiz de dinheiro, mas não é isso que me faz feliz.
O franchising, corta a oportunidade de metermos a nossa criatividade a trabalhar e eu prefiro meter a minha criativida a trabalhar para mim , ou em algo que adoro e ajudar alguém que gosto na boa, mas essa via eu cortei-a não só pelos custos, mas por não poder ser eu mesma e eu adoro liberdade e estar numa empresa que não me dá liberdade de expressão ou que me faz trabalhar só para eles, não, muito obrigado, mas prefiro ser eu mesma e sei que a esperança é a última a morrer em mim, quando eu morrer, nem ela está morta, porque eu na minha ressureição, quero dar essa esperança na pessoa que vier um dia ocupar a sua vida e muito mais.
Mas lembra-te: tudo que acontece a uma pessoa, só a faz crescer e evoluír, se nada de mal não lhes acontecesse, elas nunca amadureciam, assim as falhas da nossa vida, nos dão experiência para partilhar, avisar e para sabermos para a próxima como agir.
Nunca veja isso como um problema mas sim como a tua oportunidade.bj
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