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Gripe A

Formas de contágio

Os cumprimentos sociais poderão alterar-se radicalmente, nos próximos meses, por culpa da gripe A. No Líbano, os beijinhos de saudação (que lá são três) já foram mesmo proibidos. As recomendações médicas são claras: o ideal é manter, pelo menos, um metro de distância das outras pessoas

Isabel Nery, Luísa Oliveira e Patrícia Fonseca com Patrícia Silva
10:05 Quinta, 16 de Julho de 2009
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Além do contacto corporal, o vírus pode ser contraído através das gotículas que se espalham quando se tosse ou espirra. Também se dissemina em superfícies como maçanetas, teclados, livros ou papéis - e muita atenção ao dinheiro, que troca tantas vezes de mãos. O vírus pode sobreviver aí durante duas a oito horas. Se não quiser usar luvas descartáveis, o melhor é lavar as mãos várias vezes ao dia. O sabão ou o álcool são suficientes para uma boa desinfecção. Em caso de contaminação, o risco de contágio existe desde as 24 horas anteriores ao surgimento dos sintomas, e persiste durante os sete dias seguintes.

Vírus à lupa

Não há imunidade para esta gripe, porque a estirpe do vírus é nova. É a primeira vez, desde 1968, que surge uma mutação tão agressiva. Os primeiros casos foram detectados no México, em Março último, com a transmissão do vírus de porcos para humanos, sendo, por isso, designada, na primeira fase, "gripe suína". Mas como tem características dos vírus que infectam os suínos, as aves e os humanos, e porque feria susceptibilidades religiosas, foi renomeada como gripe A (H1N1). Quatro meses depois, já está classificada pela Organização Mundial de Saúde como "pandemia", afectando todos os continentes. Estima-se um risco de mortalidade três vezes superior ao verificado anualmente. A gripe "normal" mata 250 mil a 500 mil pessoas por ano, em todo o mundo.

O H1N1 prefere os ambientes frios e húmidos, sendo, por isso, agora, particularmente perigoso nos países do Hemisfério Sul, onde é Inverno. O vírus é sensível a antivirais como o Tamiflu ou o Relenza, mas já existem casos registados de resistência a estes medicamentos.

Quando haverá vacina?

Os laboratórios Novartis já desenvolveram a vacina, mas só estará disponível para testes em Setembro. Se tudo correr bem, em Dezembro poderão ser comercializadas mundialmente. O Governo português já efectuou uma pré-reserva de vacinas para 30% da população. É também aconselhada a administração da vacina sazonal aos grupos de risco, em Setembro.

 


DOSSIER SOBRE GRIPE A (clique em cada link para aceder aos conteúdos)

 

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Mas são 24h antes dos sintomas ou não???
rita_catit (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Sexta, 17 de Julho de 2009
Liguei hoje para a Linha de Saúde 24 para colocar uma questão e a informação que me deram é contraditória. Segundo o artigo "o risco de contágio existe desde as 24 horas anteriores ao surgimento dos sintomas, e persiste durante os sete dias seguintes" na linha de Saúde dizem que só há perigo de contágio a partir do momento que surgem sintomas...Em que ficamos???
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