Apesar de não contar com alguns dos titulares habituais (Bruno Alves, Raul Meireles e Rodriguez), o FC Porto realizou, provavelmente, a melhor exibição da presente temporada. E isso reflectiu-se no resultado: 5-2 frente ao Sporting e a qualificação para as meias-finais da Taça de Portugal.
Um Sporting a fazer lembrar as semanas que antecederam a saída de Paulo Bento ajudou. Sem capacidade de fazer pressão, sem ideias nem força para construir uma jogada com princípio, meio e fim, o clube de Alvalade facilitou muito a tarefa do FC Porto. Uma equipa que, com Belluschi e Ruben Micael na criação de jogo, Mariano González e Varela endiabrados nas alas e Falcao implacável tornaram fácil uma partida que poderia ser complicada.
A dominar desde o apito inicial, o FC Porto chegou ao golo na sequência de um canto, com Rolando a aproveitar a completa apatia da defesa leonina. Na resposta, o Sporting conseguiu igualar o marcador, da única maneira possível, perante a forma como estava a jogar: um remate do meio da rua, da autoria de Izmailov.
Ainda se pensou que a obra-prima do russo fosse capaz de mudar a face do jogo, mas o FC Porto manteve a postura e, com facilidade chegou ao intervalo a vencer por 3-1, graças a dois grandes golos de Falcao, que soube tirar partido da completa apatia de toda a equipa do Sporting.
No regresso das cabines, quando se esperava uma reacção dos forasteiros, voltou a ser o FC Porto a entrar melhor e, com apenas dois lances, matar o jogo. Varela fez o que quis de Grimi e ampliou para 4-1. E Mariano González aproveitou o espaço que lhe deram para fazer o quinto golo, do meio da rua.
Estava escrita a história do jogo. O FC Porto limitou-se a controlar, Jesualdo aproveitou para rodar jogadores menos utilizados e esperar pelo apito final. O que o Sporting aproveitou para se chegar um pouco à frente, dando sinal de alguma dignidade, mas não conseguindo mais do que reduzir para 5-2, com um golo do inevitável Liedson.