O meu baptismo fez-se hoje, ao início da manhã excitada, no berço de uma forte chuvada. As luzes, em serpenteia, aglomeravam-se em mínimo espaço e movimento, imaginando os aborrecimentos diversos de outros, que, rogando solidão, penavam em companhia indesejada.
Logo à primeira bóia avistada, larguei o mastro altivo e, sobre as minhas barbatanas, recebi águas doces que caiam do céu ainda obscurecido. Atravessando, com alguma ironia, as ondas e as rochas que nasciam, assim cheguei ao abrigo flutuante que, deslocado, se me assomou aos olhos de repente, e onde, no abraço do seu calor, de imediato me escondi.
Todavia, aos meus ouvidos uma branca figura amarela rosnou inesperadamente ofendida, e dali me expulsou para me situar na sombra de outra eleita, à entrada do covil.