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Experienciando a Tempestade

Cap.1: A Travessia das Águas Madrugadas

Artigo escrito por Graça Carunchinha
20:36 Sábado, 13 de Março de 2010
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Experienciando a Tempestade

O meu baptismo fez-se hoje, ao início da manhã excitada, no berço de uma forte chuvada. As luzes, em serpenteia, aglomeravam-se em mínimo espaço e movimento, imaginando os aborrecimentos diversos de outros, que, rogando solidão, penavam em companhia indesejada.

Logo à primeira bóia avistada, larguei o mastro altivo e, sobre as minhas barbatanas, recebi águas doces que caiam do céu ainda obscurecido. Atravessando, com alguma ironia, as ondas e as rochas que nasciam, assim cheguei ao abrigo flutuante que, deslocado, se me assomou aos olhos de repente, e onde, no abraço do seu calor, de imediato me escondi.

Todavia, aos meus ouvidos uma branca figura amarela rosnou inesperadamente ofendida, e dali me expulsou para me situar na sombra de outra eleita, à entrada do covil.

 
 
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