A Comissão Europeia prevê que o PIB da UE se aproxime progressivamente dos níveis pré-recessão. Mas a situação económica continua complicada.
16:38 Sexta, 5 de Março de 2010
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A mais longa e profunda recessão na história da UE chegou ao fim no terceiro trimestre de 2009, quando o PIB real recomeçou a crescer. Mas, como previsto, esse crescimento abrandou no último trimestre do ano.
Em conformidade com as previsões do Outono de 2009, a economia deverá crescer apenas 0,7 % em 2010.
O facto de a recuperação a nível mundial no segundo semestre de 2009 ter sido mais acentuada do que o inicialmente previsto foi bom para a UE. A situação da economia mundial continua a ser positiva, prevendo-se um crescimento de 4,25 % em 2010 (com exclusão da UE).
Mas, embora este contexto seja favorável, vários factores ameaçam limitar o crescimento da UE em 2010, nomeadamente, a fragilidade do mercado imobiliário em alguns países e a descida da produção industrial e do volume de vendas a retalho. Entretanto, nos mercados financeiros, as perspectivas continuam incertas, apesar dos ganhos importantes registados desde o início de 2009. Por sua vez, as taxas de desemprego mostram uma tendência para subir, comprometendo o consumo.
Em 2009, a inflação foi muito moderada, com 1,0 % na UE e 0,3 % na zona euro, reflectindo o abrandamento da economia. A taxa agora prevista para o conjunto da UE em 2010 é de 1,4 %, o que representa um ligeiro aumento em relação às previsões anteriores. A previsão para a zona euro mantém-se em 1,1%.
A situação parece assim mais ou menos equilibrada. Se, por um lado, acontecimentos recentes nos mercados financeiros apontam para a possibilidade do aumento da incerteza, por outro, uma recuperação à escala mundial mais forte do que previsto pode ter uma influência positiva na economia da UE.
Os mercados financeiros e a crise da Grécia aumentam as incertezas da recuperação económica.
Todavia, colocar a Europa numa posição forte e sustentável, através da recuperação da economia e da consolidação das finanças públicas, parece... ser um compromisso assumido por Bruxelas (UE).
Talvez até se possa admitir, que o pior da crise tenha passado, mas a recuperação quer na UE, quer a nível mundial é frágil. Não creio que se possa esperar uma recuperação de um dia para o outro, porque a reconstrução da economia e do emprego levará muito tempo.
Há que ter muita, mas muita paciência.
Um abraço,
Sara