Nada é mais difícil para um investidor que atravessar um período de baixa de mercado, mas uma subida brusca e violenta como esta que vivemos pode ser ainda mais dramática para os incautos.
8:55 Terça, 14 de Julho de 2009
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Nos seus processos de decisão, os investidores devem estar preparados. Isto quer dizer que, independentemente do instrumento de análise escolhido, o investidor deve ter uma atitude proactiva e não reactiva às situações de mercado. Ou seja, estar preparado e antecipar uma tendência e não adoptar uma atitude passiva de espera que o seu "feeling" esteja correcto.
Algumas regras úteis:
1 - Atribua um "rating" aos papéis que segue (neste caso um "rating" pode ser uma pontuação de 1 a 5);
2 - Identifique os sinais técnicos (tem que ter um gráfico com as cotações dos últimos 3 meses);
3 - Identifique o seu ponto de compra;
4 - Defina o seu preço de venda;
5 - Imponha um "stop loss";
6 - Siga a sua estratégia, não se deixe influenciar por notícias ou comentários;
7 - Acompanhe só os títulos que por si são trabalhados, não invente sobre aqueles em que está a improvisar.
O investidor que só se interessar pelos títulos que estudou sabe quando deve entrar num determinado papel e quando e porquê deve sair.
As perdas acontecem com maior frequência aos investidores que têm uma atitude reactiva do que aos que estão preparados para o mercado. Nada é mais difícil para um investidor que atravessar um período de baixa de mercado, mas uma subida brusca e violenta como esta que vivemos pode ser ainda mais dramática para os incautos.
"Trading for a living" do Dr. Alexander Elder, é uma excelente leitura para esta época de férias. O livro é de fácil leitura e por 80 dólares ficamos com uma abordagem honesta dos obstáculos e das ratoeiras que esperam os candidatos a viver do mercado. Entretanto lembre-se que ter uma atitude proactiva é estar preparado para os investimentos fáceis e deixar de lado as decisões mais complicadas. Se quer entrar no mercado prepare-se.
Ajudará certamente saber que os mercados têm um ciclo sociológico que pode com alguma atenção identificar, que se desmultiplica em seis fases.
A primeira começa sempre com o entusiasmo dos participantes e de todos os intervenientes em geral, quer sejam investidores quer sejam corretores.
A segunda fase é sempre de desilusão porque os investidores continuam a ver nas notícias comentários a novos máximos, mas estão desiludidos porque os seus investimentos parecem não avançar. Os resultados das empresas de corretagem começam a baixar em função da baixa dos volumes negociados.
A terceira fase é de pânico. Acontece algo de inesperado que faz com que uma grande maioria perca dinheiro.
A quarta fase é a procura de responsabilidades e as inevitáveis alterações à lei.
A quinta fase envolve a condenação de alguns culpados, e a última fase é o enaltecimento dos que não foram apanhados neste ciclo. Cabe-lhe a si identificar em que fase do ciclo está.