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Estado sem lei

A serem verdadeiras, as acusações do sindicato dos magistrados ao PGR põem em causa o Estado de Direito

11:58 Quinta, 12 de Agosto de 2010
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1. O gigantismo do Estado não é por acaso. Quanto maior, mais recônditos se tornam os labirintos onde se escondem os seus mandantes, mais enleadas se tecem as leis para iludir propósitos obscuros, mais longe ficam os cidadãos que deviam fiscalizar a sua ação. Cada vez mais impune, esta máquina infernal não tem qualquer pudor em demonstrar o quanto a sua atividade se esgota no mero propósito de perpetuar a própria existência, só se dignando sair da arrogante modorra em que floresce quando os seus interesses são beliscados. Dois exemplos ao acaso, passados nos últimos dias, ilustram bem a dualidade de comportamentos do Estado. Um deles tem a ver com a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) de abrir uma investigação à Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma). A história é simples de contar. Como o Estado deve 851 milhões de euros aos laboratórios, estes decidiram cobrar juros aos hospitais pelo atraso no pagamento dos medicamentos aí consumidos. Reuniram-se então em assembleia geral e votaram a aplicação de juros de mora à taxa de 8%. Mas esqueceram-se de um pequeno pormenor legal: além da concertação de preços, também é proibida a combinação "de outras condições de transação", razão pela qual a Autoridade da Concorrência resolveu averiguar. Resultado: se for comprovada a ilegalidade, teremos o Estado a arrecadar milhões visto que as coimas a aplicar poderão atingir 10% do volume de negócios das empresas envolvidas, o que, no caso das farmacêuticas, é muito dinheiro. Ou seja, num ápice, o Estado passou de caloteiro, a polícia e a credor. 

O segundo exemplo tem a ver com o eterno preço dos combustíveis. Segundo as contas do primeiro semestre, o gasóleo subiu cerca de 12% e a gasolina 8%. Em contrapartida, o valor do crude em igual período desceu 3,7% nos mercados internacionais, significando isto que aos consumidores portugueses continuam a ser cobrados, de forma vil, preços que escapam completamente à tendência do mercado. Onde está, agora, a Autoridade da Concorrência que tão ativa se mostra no seu papel de muleta do Estado-cobrador e tão anémica fica quando se trata de fiscalizar a favor dos cidadãos que lhe pagam os serviços?  

Não está, obviamente, em causa, a justeza da atuação da AdC face à Apifarma, entidade cuja influência na definição da política do medicamento tem aumentado na razão direta da incompetente gestão dos dinheiros públicos levada a cabo pelos sucessivos governos. Em causa está a dualidade de critérios por parte de entidades que nasceram justamente para estar ao lado dos cidadãos face à cupidez e ao desvario dos mercados, mas que se comportam como meros braços armados do poder instalado no Estado. Aliás, e como se tem provado, estas "Autoridades", que pululam em vários setores, não servem rigorosamente para nada, a não ser para dar emprego a mais uns quantos "boys". Salva-se o Tribunal de Contas cuja independência, rigor e sentido de serviço público não tem paralelo na democracia portuguesa. Aprendam.

2. A carta aberta que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público dirigiu ao procurador-geral da República contém afirmações tão graves que, a serem verdadeiras, põem em causa o Estado de Direito. Acusar o PGR de interferir e pôr em risco investigações criminais (caso Freeport) e de ceder a "exigências de terceiros com interesses conflituantes com os da investigação" é demasiado perturbador. Curiosamente, ninguém processou o sindicato. Ainda mais perturbador

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Não se repararam.. mas atravessamos um Rubicão...
spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Quinta, 12 de Agosto de 2010
O poder legislativo já há muito é uma anedota: durante o Estado Novo os deputados iam para São para lamber as botas do Salazar. Depois de 1976 já nem lá aparecem; com ou sem futebol, o nosso parlamento costuma estar às moscas.

Não se alguém aqui acredita no nosso poder executivo... Governo após governo, sucedem-se os FREEPRTs, os SUBMARINOS, os DUARTEs LIMAs, os DIAS LOUREIROs.. os DIAMANTES do Soares.. . a fina-flôr do entulho!

O marco para o fim da credibilidade do poder judicial português foi, para mim, a imbecil sentença do caso da tentativa de suborno DOMINGOS NÉVOA a SÁ FERNANDES: se tinha algum respeito pela justiça, que já não era muito, foi-se TODO com essa sentença. Aquilo é demasiado estúpido, demasiado imbecil, demasiado irreal. Depois disso já nada me choca.

Portanto, temos(1) um poder legislativo sabujo e ausente,(2) um poder executivo transparentemente corrupto e (3) um poder judicial sabujo que nada mais empreende do que o branquamento das trafulhices de (2). Restará alguma coisa de credível no Estado Português? Ou devemos assumir claramente que isto é uma republica das bananas, um país do playmobil que não se leva a sério e que não é para levar a sério?

E que devem fazer os portugueses com um ESTADO que perdeu todo o respeito, toda a credibilidade e que já nem tenta fazer-se passar pessoa de bem? «Que fazer?»
Este é o país mais pequeno dos corruptos
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:21 | Terça, 17 de Agosto de 2010
Bem estes país é dos corruptos.
Eu hoje fiquei a olhar para 2 medicamentos de rejeição para o coração, que um deles custa 850 euros e outro 92 euros, e se o hospital não desse estes medicamentos aos doentes, como é que as pessoas conseguiam sobreviver?
Um transplante ao Coração, não só tem 2 medicamentos, mas por vezes mais de 20 medicamentos, agora imaginem o dinheiro que as pessoas gastam na farmácia fora alguns que são dados, pq se não fossem dados nos hospitais, caixas de 30 medicamentos para 15 dias, imaginem o custo deles ao fim do mês e de vida destas pessoas?
Por isso eu chamo atenção, para o Governo apostar mais na saúde e não andar a piorar a vida nos hospitais, mas sim a dar apoio, porque por lá passam muitas pessoas que trabalham para o Estado, e por mais que nós saibamos que o Estado prefere ficar com o dinheiro de quem morre e deixar pouco a quem o tem, é melhor começar-se atacar muito bem o Estado e alertar para dar mais apoio aos hospitais e à saúde, pq os hospitais privados, nada davam, mas sim faziam-vos pagar mais e mais.

acabar com os hospitais públicos é um erro, mas aplicar multas como esta que aplicaram na Suiça, seria uma boa medida
http://jn.sapo.pt/PaginaI... e para quem mata-se e atropela-se a mesma medida, seria excelente para a economia do país, como aqueles que são apanhados a fumar e largar o cigarro nas estradas, com coimas, de 700euros para cima, mudava logo a economia do país.
mas as leis em
cont-Portugal o país dos atentados e dos corruptos
Sabetudo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:38 | Terça, 17 de Agosto de 2010
Portugal, elas não existem, existem para os burlas, para os ladrões, para os corruptos, para os gestores finaceiros, para os pedófilos, mas essas leis são para os librar dos crimes que eles cometem, e como o Estado e o Governo tem pessoas que são tudo isso, fazem leis para se defenderem.
Já Sócrates, dizem que ganhava 700 euros, mas com as fraudes que comete, qual será a quantia que por fora sai ao fim do mês no seu ordenado?
Sim, não se entende que as pessoas que ganham menos de 3000mil euros que paguem impostos. Mas será que ele paga algum imposto quando lançou esta medida?
Quanta gasolina ele tem de borla.
Eu gostava de descobrir quem fabricou o carro a àgua, que encomendava logo um carro desses.
Isto é razão para dizer:está-se bem para quem trabalha em laboratórios farmaceuticos, para quem os têm, pr quem é corrupto, político, gestor financeiro e burla, advogados ladrões, criminosos, donos do alterne, pedófilos, banqueiros, donos de grandes empresas de combustível, etc
Se o governo copiasse as coimas mais elevadas como as que fazem na suiça, e algumas da suécia, outras do cigarro de espanha, e todos os bons exemplos, o nosso país seria perfeito, mas só copia o mal e assim, vira-se o país dos tristes e das injustiças, que um dia eu troco-o e renego a minha nacionalidade, pois farta de corrupção e roubos, estou eu.
http://dn.sapo.pt/inicio/... se acham esta 1 boa medida, vou ali e já venho, não me digam é que me viram.
boa cont.
Estado sem lei
abdemelo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:16 | Terça, 17 de Agosto de 2010
Depois de ler o artigo de Aurea Sampaio e da crítica que faz à dualidade de critérios da AdC ficou-me uma dúvida que ponho em duas questões:
1- Não concordou com a decisão da AdC de investigar a violação da lei por parte da Apifarma? Achou mal?
2- Acha que aquela entidade devia ter tomado a atitude de alheamento que tomou em relação à evidência de cartelização de preços entre as empresas distribuidoras de combustíveis?
Não seria interessante aprofundar o que está por trás da atitude a Apifarma? Não é coincidência demasiada que isto tenha sucedido após a descida dos preços dos genéricos?

Sobre o Sindicato dos Magistrados e a sua carta aberta, talvez tivesse gostado mais de ver a Aurea Sampaio pronunciar-se sobre, não direi legalidade, a aberração da sua existência. Se os outros sindicatos levam para os Tribunais as desavenças com os patrões dos seus filiados, como farão os magistrados? Vão ser os investigadores em causa própria? Como vai ser com um processo levantado pelo PGR?
Ainda um dia vou assistir à formação do Sindicato dos Deputados, Sindicato dos Presidentes da Répública, Sindicato dos Juizes já temos (outra aberração).
Mas como a Aurea Sampaio não está aqui para apreciar os meus gostos, escreve sobre o que lhe agrada mais. Parcialidade é coisa que nunca lhe faltou.
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