Porque razão abandonaram os vampiros a Transilvânia? Por uma razão artística muito forte: porque vendem
2:43 Quinta, 4 de Fevereiro de 2010
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Ao que parece, alguém se enganou com o seu ar sisudo e lhes franqueou as portas à chegada: os vampiros estão em todo o lado. Na literatura, no cinema, na televisão, aparecem vampiros a toda a hora. Saiu uma antologia portuguesa de contos com vampiros, há filmes e livros estrangeiros cheios de vampiros, e quase todos os programas de televisão incluem um vampiro: nas telenovelas, lá está um vampiro; nas séries juvenis, lá está um vampiro; nas conferências de imprensa do ministro das Finanças, lá está um vampiro.
Por que razão abandonaram os vampiros a Transilvânia e vieram povoar o resto do mundo? Por uma razão artística muito forte: porque vendem. Aparentemente, o público do início do século XXI tem um interesse sem precedentes pelos vampiros - o que, diga-se, não é fácil de perceber. Os vampiros são um monstro que não inspira particular terror. São, no fundo, um monstro totó. Gostam de sangue, mas isso também os apreciadores de cabidela, e eu não tenho medo deles. Não podem apanhar sol, como as crianças que têm a pele leitosa. Têm medo de alhos, que é das fobias mais maricas que uma pessoa pode ter. E morrem se lhes espetarem uma estaca de madeira no coração. Olha que idiossincrasia tão gira. Ao contrário do que acontece com o resto de nós, os vampiros não duram muito se lhes empalarem o coração. De resto, é um facto que desejam morder-nos o pescoço, o que não deve ser agradável. Mas, se o conseguirem, transformam-nos em vampiros imortais. Que transtorno tão grande. Um monstro que, se não tivermos cuidado, nos dá a vida eterna. Há religiões que, a troco de muito dinheiro, não oferecem metade. Por mim, não me importo de ficar com os caninos um pouco maiores se é esse o preço a pagar para viver para sempre. Nem precisam de me prometer a eternidade: perante a perspectiva da morte, até aceito ficar com a dentição da Teresa Guilherme se me derem mais duas semanas de vida.
O mais surpreendente nestes vampiros modernos é o modo como a adaptação aos tempos actuais os tornou ainda menos assustadores. Apaixonam-se com muita facilidade por raparigas humanas, o que lhes agrava as olheiras. Desenvolveram uma ética que não lhes permite fincar o dente em qualquer pescoço para saciar a fome. São monstros certinhos, que querem comportar-se como deve ser para terem uma vida social igual à das outras pessoas. São uma espécie de diabético que, em vez de tomar a injecção de insulina de vez em quando, toma um sucedâneo de sangue. Não são monstros, são pessoas doentes que querem fazer uma vida normal. É aborrecido. Os vampiros da minha infância andariam por aí a morder pescoços indiscriminadamente. A estes, só lhes falta que a ASAE apareça a proibi-los de sugar artérias em restaurantes. Bananas.
Gostei do seu texto. Grandes verdades e uma excelente dose de humor. De repente lembrei-me da canção. de Zeca Afonso "Eles comem tudo"...
Cuidado com estes monstros certinhos!
Sara
Pois aqui na Holanda,governada por uma Coligação de cristãos e
social democratas em que o Chefe do Governo,o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Ministro da Defesa,são cristãos e o das
Finanças é social democrata,também existem os «vampiros«isto é,
indivíduos daquela classe da èlite que,como Comissários nos Bancos e Emprêsas Privadas e até mesmo em Instituições oficiais usufruiem
ordenadões escandalosos.Alguns dêstes «vampiros«téem dez Comissariados e como tal,sugam um balúrdio de dinheiro.Claro que
há Deputados,especialmente os chamados de esquerda,que querem reduzir para cinco,os Comissariados,assim como se pretende que se baixe as gratificações exageradas aos Banqueiros,mas a Burguesia da Direita faz contra-vapor.Um político do Partido do Trabalho que
foi Secretário da Confederação Sindical holandesa e depois Ministro das Finanças e mais tarde Chefe do Governo,depois de reformado
obteve uns quantos Comissariados e dêste modo,àlém da Pensão,
ganhava mais do que quando era Ministro.E trata-se dum Trabalhista
que em tempos dizia serem escandalosos os vencimentos e as gratificações dos Banqueiros e Comissários.
Com populismo e demagogia,
muita mentira,verdade parece,
mas em liberdade e democracia,
o Povo tem o Governo que merece.
A mim nao me interessa ser vampiro e ter vida eterna, porque corro o risco de me empalarem o coracao, prefiro antes o elixir da longa vida, cuja fórmula é mais que privada e nao para ser divulgada.
Mas também há quem deteste o cheiro do alho, muito embora seja um tuberculo saudável e misturado no Bacalhau, é uma delicia...
"Por que razão abandonaram os vampiros a Transilvânia e vieram povoar o resto do mundo? Por uma razão artística muito forte: porque vendem."
A grande (?) questão é: porque diabo vendem tanto? Só porque a Stephenie Meyer escreveu uns livros girinhos que metiam vampiros pelo meio, de repente, toda a gente ficou viciada em coisas com vampiros (e o Vampire Knight ajuda)... Enfim, gostos podem não se discutir, mas gostos e modas são coisas diferentes... quem gosta mesmo de coisas de vampiros, já gostava há muito tempo... a obsessão vista actualmente não é gosto, é moda... maioritariamente, claro.
Teve piada essa observação de a vampiragem andar a fazer concorrência à cristandade. Os vampiros por muito menos que o Cristo asseguram a vida eterna. Esta situação coloca o Cristo na posição de um mau prestador de serviços, por ser caro, e por ser menos eficiente, porque necessitamos morrer para aceder à vida eterna. Os vampiros põe em causa o serviço do Cristo e dos restantes prestadores de serviços de eternidade. A vampiragem não exige a caução de termos de morrer primeiro, é por isso um serviço de eternidade muito melhor que esses prestadores de serviços do médio oriente, que exigem tudo e mais alguma coisa pela eternidade que dizem ter. Alem disso a eternidade terrena a morder pescoços de jovens parece muito mais apelativa do que um céu pejado de velhotes pios, que devem fazer os demais sonhar com a morte todos os dias só para não ter de os aturar. O céu do médio oriente deve ser um inferno, e a paga dada aos pios pela chatice que são. Não será altura de as igrejas passarem a ser um local de vampiragem não económica?
Estava extremamente aborrecida às 5 da manhã quando me lembrei de vir ao site da visão. Não porque tinha especial interesse nas notícias que poderiam estar na ordem do dia mas porque me tentava distrair com algo menos sério, ou pelo menos com uma perspectiva menos grave da realidade a que assistimos nos dias de hoje e: "SIM SENHOR^^"
Dei por mim as 5 e qualquer coisa com um sorriso estúpido na cara enquanto lia esta crónica. Uma lufada de ar fresco espectacular que das duas uma: surtiu efeito porque até o facto de dizer uma qualquer palavra estúpida me faria rir àquelas horas ou porque isto está qualquer coisa^^...aposto mais na segunda porque reli e... bem..."SIM SENHOR!!"
o ricardo devia saber que os vampiros não morrem se lhes espetarem a estaca de madeira nos rins ou no fígado - tem que ser no coração. ou então, dá-se-lhes um tiro com uma bala de prata, também serve. na próxima conferência de imprensa do ministro das finanças, fazemos assim - eu levo a pistola para disparar a bala de prata e o ricardo espeta a estaca. trabalho em equipa! fim aos vampiros!
Nem os mitos mais sólidos escapam à ruína provocada pelos gostos acéfalos. Só me apetece partir as fuças a toda essa gente que contribui para a proliferação da actual moda de vampiros panisgas. Mas, ai de mim, que seria muitas vezes condenado por ofensas à integridade física de menores (e, por menores, além das faixas etárias, podem subentender intelectos).
E só mais uma coisinha: a única circunstância em que os vampiros brilham quando expostos à luz do sol é ao pegarem FOGO!