Prevê-se que o PIB da UE aumente gradualmente, embora a recuperação seja menos estável do que em crises anteriores.
10:00 Terça, 18 de Maio de 2010
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A recessão terminou no terceiro trimestre de 2009, em grande parte graças às medidas orçamentais e monetárias para estimular a economia. Mas alguns factores temporários tiverem também a sua importância, de acordo com as mais recentes previsões económicas da UE.
Em 2010, prevê-se que a economia da UE cresça 1% - 0,25% mais do que a Comissão tinha previsto no Outono. Este aumento decorre em parte de uma economia mundial mais forte. Para 2011, prevê-se um crescimento do PIB de 1,75%.
As diferenças no ritmo da recuperação serão cada vez mais acentuadas entre os países da UE, uma vez que as circunstâncias e as políticas não são idênticas.
O desemprego disparou durante a recessão, embora menos do que inicialmente se pensara no Outono passado. Este ano, a taxa de desemprego da UE deve estabilizar próximo dos 10%.
As finanças públicas foram também seriamente afectadas pela crise. Embora os défices orçamentais nacionais devam atingir este ano 7,75% do PIB, prevê-se que a rácio da dívida pública em relação ao PIB continue a aumentar.
A inflação aumentou um pouco em relação aos níveis extremamente baixos de 2009, mas é provável que a estagnação da economia continue a conter os salários e os preços. Prevê-se que a inflação seja este ano 1,75% na UE e 1,5 % na zona do euro.
Como demonstram as recentes tensões nos mercados de obrigações do Tesouro, há ainda muita incerteza quanto à recuperação da UE, da qual não estão isentas as próprias previsões, se bem que os riscos tendam em geral a equilibrar-se.
A Comissão Europeia publica habitualmente previsões económicas quatro vezes por ano: as mais completas na Primavera e no Outono e as intercalares (parciais) em Fevereiro e Setembro.